orgasmo

O auge ou ponto culminante da excita­ção na zona genital; o clímax sexual. A excita­ção erótica envolve uma série de fenômenos fisiológicos e psicológicos em resposta à esti­mulação tátil ou fantasia, ou a uma combinação de estímulos mecânicos e psicológicos. Essas mudanças incluem a elevação da pressão arterial e da pulsação, a elevação da temperatura cutânea, o fluxo de sangue para os tecidos eré­teis dos olhos, lábios, lobos auriculares, regiões nasais, mami­los, pênis ou clitóris, e lábios genitais; geralmen­te, verifica-se um certo grau de hiperextensão do tronco. Todas essas mudanças se processam até um máximo, em cujo ponto a tensão é subi­tamente descarregada. Esta última produz es­pasmos locais da musculatura perineal ou con­trações mais extensas, do tipo convulsivo. Tec­nicamente, o termo orgasmo refere-se ao mo­mento de súbita descarga de tensão; as contra­ções perineais que se seguem imediatamente produzem, no macho, ejaculação de sêmen (isto é, as secreções líqüidas da próstata e das ve­sículas seminais), após o que há um rápido retorno ao estado fisiológico normal ou mesmo subnormal e uma sensação de satisfação, paz, saciedade e – com freqüência – um certo grau de letargia ou sonolência (Período refratário).

O orgasmo é algo mais complexo na fêmea, cujo ato sexual foi descrito da seguinte maneira: "No começo da excitação, a vagina torna-se úmida por causa do líquido lubrificante segre­gado pelas glândulas vulvovaginais de Bartho­lin. Ao mesmo tempo, o clitóris fica ereto e pulsa, e, em menor grau, o tecido erétil dos lá­bios menores (as ninfas) também se ingurgita e fica mais firme. Neste ponto, a mulher deseja principal­mente massagem clitoridiana e também tem necessi­dade de ternura e amor por parte do parceiro sexual. Depois de uns dois a cinco minutos de manipulação clitorial e outras atividades pre­paratórias, esses desejos preambulares conver­tem-se num desejo de inserção do pênis e, quase imediatamente depois, num desejo de fricção. O prazer físico vai aumentando gradualmen­te, atingindo o ponto culminante após 30 a 50 impulsos fricativos, os quais duram cerca de três minutos. O próprio orgasmo ocorre tipica­mente logo após o orgasmo do parceiro sexual e é identificado por meio de contrações mus­culares involuntárias da vagina, sobretudo do intróito vaginal e do períneo. Embora a ten­são sexual seja descarregada pelo orgasmo, a mulher continua querendo o pênis dentro dela por algum tempo, depois do orgasmo, após o que, em sua satisfação e saciedade, ela geral­mente deseja dormir.

"Deve-se assinalar, portanto, que a curva de excitação ou reatividade sexual na mulher é mais lenta em seu desenvolvimento, mais pro­longada em sua duração e menos abrupta em sua cessação, do que a do homem; e também que a mulher, anatômica e emocionalmente, possui um aparelho sexual bipartite. No come­ço, o seu desejo é de estimulação clitoriana, e só depois de alguns minutos é que se dá uma trans­ferência de sensação e desejo para a própria vagina. O pênis, diga-se de passagem, não entra em contato com o clitóris, uma vez feita a pe­netração vaginal, um ponto que se reveste de algum significado prático, em vista das necessi­dades variáveis de diferentes mulheres quanto ao prolongamento da manipulação clitoral." (Campbell, R. 1., in Marriage: A Psycholo­gical and Moral Approach, org. por Bier, W., 1964).

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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