teleologia

A crença de que os processos naturais são deliberadamente dirigidos para algum fim ou objetivo. Em psicologia, o termo é parti­cularmente usado com referência a Jung e Adler. Adler, por exemplo, consi­dera a atividade atual da pessoa como uma preparação para o seu estado final, para o que ela vai ser. A psicologia analítica de Jung também é teleológica. Jung considera a mente como algo muito mais do que o resultado de experiências passadas: "[a mente] é tanto Devir como Foi, e, portanto, qualquer análise dela tem que incluir a referência a seus objetivos e ao que está tentando realizar dentro de si. Nesse sentido, o sonho deve ser considerado, portanto, como parcialmente determinado pelo futuro". (Nicole, J. Psychotherapy 1948). Jung trata os símbolos oriundos do inconsciente coletivo "não só redutivamente, como uma expressão do passado da raça, mas também sinteticamente, como um sinal de que o incons­ciente está tentando exercer uma influência diretiva sobre a linha da vida do indivíduo. Esses símbolos devem ser interpretados teleo­logicamente, como indicativos de um esforço fundamental que procura guiar a personalidade segundo essas diretrizes, certos caminhos neces­sários de desenvolvimento e realização. So­mente dando, pois, a esses símbolos um valor intencional ou 'final', tanto quanto um valor 'causal', é que podemos ajustar o inconsciente ao consciente, o não-racional ao racional, sem que um princípio violente o outro. Isso significa que as explicações do analista devem, neces­sariamente, tornar-se educacionais e moralmente condicionadas, desempenhando assim uma tarefa que os psicanalistas se recusam a assumir". (ibid.)

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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