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tempo, agnosia de

Uma condição em que o sig­nificado do tempo não é compreendido, se bem que o paciente possa falar de tempo. Há deso­rientação quanto ao tempo imediato, o paciente é incapaz de avaliar intervalos de tempo curtos, e os intervalos longos são freqüentemente en­curtados. Assim, um paciente com agnosia de tempo afirmou que a Primeira Guerra Mundial terminara há quatro anos, quando na realidade havia terminado há dez anos. Os pacientes com agnosia de tempo são capazes de relatar eventos do passado distante e suas interligações com localização espacial, mas não conseguem fornecer o elemento de tempo do evento ou as relações temporais. Junto com a agnosia de tempo, e provavelmente como resultado dela, manifesta-se a incapacidade de diferenciar pas­sado e futuro, e a ausência de interesse pela própria condição. A agnosia de tempo segue-se a um traumatismo craniano, especialmente na área temporal, a um acidente cérebro-vascular e ao coma alcoólico.

O traumatismo resulta geralmente num esta­do de confusão mental de curta duração. Depois, o paciente recupera a orientação espa­cial, mas subsiste a desorientação temporal para o presente imediato, assim como para eventos passados, em grau variável. Com freqüência, a agnosia de tempo desaparece gradualmente, dependendo da extensão e do grau de perma­nência da lesão original.

Davidson descreveu uma síndrome de agnosia de tempo que inclui hipertonicidade muscular pós-traumática, mudanças vasculares de fundo de olho (discos congestionados) e diminuição da acuidade da sensibilidade, de modo geral. A personalidade pré-psicótica de tais pacientes inclui certa simplicidade de constituição e debilidade dos impulsos sexuais. De modo geral, levaram uma vida descolorida, sem rumo certo, em que o tempo não tinha um significado especial. (Journal of Nervous and Mental Di­sease 94, 1941).

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