terapia ativa

O método psicanalítico em que o analista não se limita à interpretação do material psíquico, mas vai mais longe, para forçar o paciente a ações dificultadas por sua neurose. O paciente tem que ser forçado preci­samente a se colocar nas situações que teme, a fim de se acostumar a essas situações e, por conseguinte, conseguir vencer o medo. De acordo com a teoria psicanalítica, tais ações trazem à tona e tornam acessível à interpretação o material psíquico que, de outro modo, po­deria permanecer escondido. "Pela repetição do ato que ele teme, o paciente adquirirá um melhor insight sobre a situação que, até então, considerava perigosa." Através dessa ação for­çada, o paciente aprende que não existem difi­culdades insuperáveis na situação. É muito importante que o analista apure exatamente quais as ações que ele pode exigir de um pa­ciente, a fim de evitar pedir demais e assim lançar o indivíduo em pânico. Em casos de simples transtorno de ansiedade, como a de "um paciente que não ousa afastar-se muito de casa, ordena-se, em primeiro lugar, que ele caminhe dois ou três quarteirões". Depois de fazer isso três ou quatro vezes, ordena-se que caminhe quatro ou cinco quarteirões e, assim, a terapia desenvolve-se progressivamente. A única coisa que deve ser pedida ao paciente é ação; ele nunca deve ser solicitado a exercer força de vontade, ou suprimir pensamentos: "Tais exi­gências são inúteis e aumentam o sentimento de fracasso no paciente". Com muita freqüência, é difícil encontrar ações que sejam apropriadas aos sintomas do paciente. Segundo Schilder, o principio de terapia ativa "provavelmente também é válido quando pensamentos que parecem inaceitáveis para o paciente são repe­tidamente formulados"; a mera verbalização parece ter um efeito semelhante ao da repetição do ato. (Schilder, P., Psycho­therapy, 1938)

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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