tolerância

Resistência cada vez maior aos efeitos de uma droga. A tolerância é uma característica notável dos derivados do ópio e das anfetami­nas, e somente um pouco menos acentuada com os barbitúricos. Embora a tolerância não seja fator essencial no desenvolvimento da depen­dência da droga – o viciado em maconha e cocaína, por exemplo, não desenvolve tolerância para essas drogas – é, no entanto, um fator importante em qualquer caso de dependência às drogas.

Ligada à tolerância está a necessidade de do­sagem cada vez maior para manter ou reaver o efeito desejado da droga; e, em geral, quanto mais saturadas ficam as células do corpo com qualquer substância, mais prolongado será o período requerido para eliminar delas quais­quer vestígios da droga. A tolerância, em qual­quer grau acentuado, também cria sérios pro­blemas para o usuário da droga, no que se refere à obtenção de um suprimento adequado.

Estreitamente ligada à tolerância está a de­pendência química, a necessidade de ter uma certa quantidade da droga presente no corpo – ou, pelo menos, dentro de alguns de seus elementos celulares ou sistemas orgânicos. Tal como a tole­rância, a dependência química tampouco é essen­cial ao desenvolvimento da dependência da droga. A síndrome de abstenção, ou síndrome de privação, é a expressão sintomática da depen­dência química: as células que se habituaram a funcionar sob um manto de drogas tendem a disparar, ou a descarregar, ou de algum outro modo a funcionar de forma caótica quando esse manto é subitamente retirado.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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