jogo alucinatório

Em crianças, os mesmos fatores que são responsáveis por ilusões podem produ­zir reações que Stern chamou de jogos alucina­tórios. Essas alucinações diferem das alucinações reais por serem ativamente criadas pela criança, em lugar de serem sentidas como algo estranho e induzido de fora. A criança faz literalmente um jogo criando objetos que são produto de sua fantasia e divertindo-se com isso. Ela está o tempo todo plenamente consciente da irreali­dade desses objetos autocriados e pode facil­mente bani-Ios quando se cansa deles ou por qualquer outra razão. Uma criança "brincando de loja" entrega-se, predominantemente, a um jogo alucinatório: o negócio da "loja" é ludica­mente transacionado através de pantomina e do uso de mercadoria e dinheiro alucinados.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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