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Dicionário

ALZHEIMER, Aloïs (1864-1915)

De origem bávara, nascido em Markbreit-so­bre-o-Meno, Alzheimer estudou medicina em Würzburg, Tübingen e Berlim, antes de assumir em 1888 um cargo no asilo de alie­nados de Frankfurt, onde se dividiu entre a clínica e a anatomopatologia. No ano se­guinte, Nissl reuniu-se a ele, e ambos come­çaram uma íntima colaboração, que duraria por toda a vida. Chamado para junto de Krae­pelin no ano de 1902 em Heidelberg, reen­controu Nissl e no ano seguinte seguiu o mestre a Munique, onde ele próprio foi no­meado Privat Dozent em 1904, e professor-­extraordinário quatro anos depois. Em 1912, tornou-se titular da cátedra de psiquiatria de Breslau. Sua meticulosidade e seu caráter escrupuloso eram tão célebres quanto o seu pincenê e seus eternos charutos meio fuma­dos. Morreu de endocardite a 19 de dezem­bro de 1915.

Foi por ocasião de uma reunião de psi­quiatras em Tübingen que publicou em no­vembro de 1906 a observação de uma pa­ciente de 56 anos, falecida no Asilo de Frank­furt em um estado demencial que evoluíra durante cinco anos, e cujos neurônios corti­cais mostravam lesões características, que Fischer encontraria no ano seguinte em pes­soas idosas.

Em 1910, Kraepelin sugeriu que se desse o nome de Alzheimer a esse quadro anátomo-­clínico específico, próximo da demência se­nil, mas aparecendo em pacientes relativa­mente jovens.

A explosão atual e largamente difundida pelos meios de comunicação da "doença de Alzheimer" não deve iludir-nos, pois é preci­so levar em conta a extensão às demências senis "clássicas" de um diagnóstico até então reservado a raros casos de demência "pré-se­nil" aparecendo em pessoas na faixa dos 50 anos. Acrescente-se a isso o crescimento nor­mal e previsível do número de estados de­menciais da pessoa idosa nas sociedades em que a esperança de vida aumenta.

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