teste de apercepção temática (TAT)

Técnica pro­jetiva, originalmente descrita por Morgan e Murray em 1935, a qual se concentra primor­dialmente na dinâmica das relações interpes­soais. Em sua forma atual (o terceiro jogo de quadros, usado depois de 1935 e publicado em 1943), consiste numa série de 31 quadros que retratam certo número de situações sociais e relações interpessoais. Na prática clínica, o examinador geralmente seleciona 10 a 12 quadros que, segundo ele, terão maior pro­babilidade de fornecer informações sobre os problemas do sujeito. Os quadros selecionados são então apresentados ao examinando, que é soli­citado a contar uma história sobre o que está acontecendo em cada um. As histórias são interpretadas em função das relações do sujeito com figuras de autoridade, com pessoas suas contemporâneas de ambos os sexos e em termos dos ajustes entre o id, o ego e o superego, e as necessidades de cada uma dessas instâncias. Existem vários métodos de interpretação dos resultados; o defendido por Murray é o método de necessidade e pressão. Bellak recomenda a interpretação em função das catorze catego­rias seguintes: tema principal, herói principal, atitudes para com figuras parentais, figuras introduzidas, objetos introduzidos, objetos omi­tidos, atribuição de culpa, conflitos significa­tivos, punição por crime, atitude para com o herói, sinais de inibição (em agressão, sexo etc.), desfecho, padrão de satisfação de neces­sidade e enredo.

Note-se que o TAT só constitui um instrumen­to acessório de diagnóstico e não foi designado primordialmente para classificação nosológica.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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