intenção paradoxal

Uma das 5 estratégias diretivas da Logoterapia:

Trata-se de propor ao paciente que alimente o seu sintoma, que fantasie da maneira mais dramática possível, e até fazendo certo deboche de si mesmo, que esteja apresentando uma crise nunca vista por ninguém. Se, por exemplo, o paciente for um fóbico, que esteja diante de seu objeto de medo irracional, em uma situação de morte iminente; se for medo de avião, e, estando em vôo, imaginar que o avião está em chamas, que terá de usar para-quedas, sem nunca tê-lo feito na vida, que irá cair em alto mar cheio de tubarões, etc. Se for um hipocondríaco, que está tendo um infarto fulminante, e que nem adianta avisar aos outros, não há nada a se fazer para salvá-lo.

Se for um caso de disfunção erétil, o terapeuta poderá proibir terminantemente, como início de tratamento, que o paciente tenha relações amorosas por cinco ou dez dias, sob pena de pôr tudo a perder. Ou, se for um insone, proibir duramente de dormir por uma semana, e mesmo que ele tenha sonolência, que use de qualquer estratagema para não dormir, saindo, tomando estimulantes, banho frio, etc. Nestes casos, que são os mais freqüentes, o paciente não consegue seguir a orientação terapêutica e acaba transgredindo as regras no sentido de sua cura. O remédio é o próprio sintoma, uma espécie de psicohomeopatia.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra – Pós-doc em Filosofia
Membro do Viktor Frankl Institute Vienna
Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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