chiste, caracterização pelo

Freud usa esta expres­são quando o dito espirituoso serve, entre ou­tras coisas, para enfatizar certos traços impor­tantes do caráter do protagonista no chiste. Ele cita a história do agente judeu de casamen­tos que "garantiu ao pretendente que o pai da moça já não estava há muito no rol dos vivos. Depois de anunciado o noivado, transpirou a notícia de que o pai ainda estava vivo, cumprin­do sentença numa prisão. O pretendente re­preendeu o agente por tê-lo enganado. 'Bem', disse o agente, 'o que foi que eu lhe disse? Você chama a isso viver?''' Freud acrescenta: "Podemos dizer que esta anedota é uma 'carac­terização pelo chiste'. Procura ilustrar pelo exemplo a mistura característica de impudên­cia, embuste e rapidez na réplica espirituosa do agente matrimonial".

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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