consciência

Aquelas organizações psíquicas que se opõem à expressão de ações instintivas. A consciência relaciona-se com as atitudes mo­rais, estéticas e éticas do indivíduo. Quando as atitudes, proibições e ordens parentais assumem sua posição no inconsciente para formar o su­perego, este é que constitui a consciência. No decorrer do desenvolvimento, quando a criança começa a emular outros, fora do círculo fami­liar, e desenvolve um ego ideal, ela adquire uma outra consciência. Existe, porém, continuidade entre as duas.

A função da consciência é advertir o ego para evitar as dores de intensos sentimentos de culpa. "A consciência torna-se patológica quando (a) funciona de um modo excessivamente rígido ou excessivamente automático, de forma que o julgamento realista acerca do desfecho real de ações cogitadas está perturbado (superego arcaico) ou (b) quando o colapso no sentido do 'pânico' acontece, e um sentimento mais ou menos profundo de aniquilamento substitui o sinal de advertência, como é o caso nas depres­sões graves." (Fenichel)

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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