fantasia uterina

A fantasia de permanecer no ven­tre materno ou de retomar a ele; é uma fantasia freqüente em pacientes psiquiátricos, embora quase sempre expressa simbolicamente. Quando se apresenta na consciência é altamente disfar­çada. Costuma ser descrita pelo paciente como viver sozinho em uma ilha, destituído de tudo, ou viver em uma gruta na mãe-terra, ou estar sozinho em um quarto ou em uma igreja.

Freud estabelece uma distinção entre a fan­tasia uterina e o renascimento. Por exemplo, ao falar sobre a fixação homossexual de um rapaz em seu pai, diz Freud: "Este caso, penso eu, elucida o significado e a origem tanto da fan­tasia uterina como da de renascimento. A pri­meira, a fantasia uterina, deriva freqüentemente (como no caso presente) de uma fixação no pai. Há o desejo de estar dentro do ventre da mãe, a fim de substituí-Ia durante o coito – para ocupar o lugar dela a respeito do pai. A fantasia de renascimento, por outro lado, é regularmen­te, com toda a probabilidade, um substituto moderado (um eufemismo, diríamos) da fan­tasia de intercurso incestuoso com a mãe." (Freud)

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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