fase fálica

O estágio do desenvolvimento libidinal em que as energias libidinais e agressivas se concentram principalmente na área genital (pê­nis e clitóris); a fase fálica segue-se à fase anal e está geralmente em evidência durante o pe­ríodo dos quatro aos seis anos de idade. A con­centração das energias pulsionais na área geni­tal deve-se, em parte, à crescente consciência e curiosidade natural da criança sobre as dife­renças entre os sexos. A manipulação dos ór­gãos genitais pode certamente ser observada antes dessa fase, mas a masturbação é agora caracteristicamente acompanhada por fanta­sias que se relacionam com o uso do pênis como um executivo da libido e/ou agressão. O amor objetal no período fálico aproxima-se muito do que será na adolescência e idade adulta, mas há dois fatores que limitam decisivamente a sexualidade a um nível ainda infantil. Um é a imaturidade fisiológica, e o amadurecimento terá que aguardar até a adolescência; o outro fator é o perigo que acompanha a escolha do objeto de amor. A criança está limitada em seus contatos sociais, e a mãe, que foi mais ou menos a única outra personagem em cena, mantém o papel principal. Ela será o objeto das energias psíquicas da criança nesta fase, tal como foi anteriormente; esta é a relação que se denomina edipiana. Os perigos dessa rela­ção – rejeição pela mãe, retaliação pelo pai etc. – requerem um forte bloqueio contra as pulsões libidinais. O ego consegue isso mobili­zando as energias agressivas contra o id. As energias libidinais são reprimidas e a criança passa então ao período de latência.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra – Pós-doc em Filosofia
Membro do Viktor Frankl Institute Vienna
Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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