fase oral incorporadora

O período (no início do desenvolvimento infantil) assinalado pelo apa­recimento de possessividade e seus derivados: voracidade, cobiça e inveja, em associação com anseios "canibalísticos" pela incorporação de partes do corpo, como o seio, o mamilo, o dedo, da mãe. Desse modo, evita-se o perigo de perda ou separação do objeto amado, garantia de segurança. A incorporação oral representa, pois, a essência da intimidade.

Quando contrariado, o anseio por possuir converte-se em impulso de agressão, isto é, tomar pela força aquilo que é negado. Mais tarde, esses impulsos possessivos e agressivos tornam-se uma fonte de sentimentos primários de culpa, ou consciência primitiva.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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