fenciclidina

Analgésico-anestésico e alucinógeno altamente volátil, conhecido quimicamente co­mo  l-l-fenilciclo-hexil-piperidina HCl. A Ser­nyl-fenciclidina raramente é usada, exceto em medicina veterinária, em virtude do seu elevado potencial para abuso e da elevada incidência de intoxicação, delírio e outras síndromes cere­brais orgânicas associadas ao seu uso. É ofe­recida ilicitamente sob diversos nomes, como PCP, cristal, poeira de anjo, combustível de míssil, abelha doida e superbaseado.

A fenciclidina produz uma síndrome de pri­vação sensorial centralmente mediada através de uma ação de bloqueio do tálamo e do mesen­céfalo. Pode ser inalada ("cheirada"), injetada ou tomada pela boca, mas o mais comum é ser pulverizada sobre folhas de salsa, hortelã-pi­menta ou maconha, e depois fumada. Em pe­quenas doses, pode proporcionar uma sensação semelhante à intoxicação alcoólica, com euforia ou variações de humor. As doses maiores, porém, são suscetíveis de originar explosões imprevisíveis de cólera e ação violenta, incluin­do suicídio, mutilação, tentativas de agressão, inclusive sexual, e homicídio. Convulsões, coma e morte também podem resultar, assim como episódios psicóticos semelhantes à esquizo­frenia.

O DSM-IV reconhece a intoxicação fenoci­clidínica, o delírio fenociclidínico e a sindrome cerebral orgânica mista fenociclidínica.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra – Pós-doc em Filosofia
Membro do Viktor Frankl Institute Vienna
Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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