ficção autárquica

Crença da criança em sua pró­pria onipotência. No início da vida extra-ute­rina, a criança ignora quaisquer outras fontes de prazer que não sejam as situadas dentro de si mesma; até o seio materno faz parte de seu próprio corpo. Ferenczi chamou essa fase de período de onipotência incondi­cional. A criança tenta apegar-se a esse senti­mento de onipotência e reluta em se orientar para objetos. Nisso se baseia a grande freqüên­cia de masturbação em crianças depois que são desmamadas; elas se voltam para si mesmas em busca de prazer, em vez de reconhecerem sua dependência do meio ambiente.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra – Pós-doc em Filosofia
Membro do Viktor Frankl Institute Vienna
Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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