frustração

Do ponto de vista da psicologia dos instintos (psicanálise), o termo frustração refe­re-se geralmente à recusa de satisfação pela realidade. Às vezes, é chamada de frustração externa, para distingui-Ia da contrariedade de impulsos por forças no inconsciente ou tam­bém na consciência.

Quando, no caso de uma pessoa mental­mente saudável, o meio não está preparado para a aceitação de um impulso libidinal, este último pode ser mantido em suspenso até que a realidade seja adequadamente disposta ou até que se apresente alguma forma de satisfação substitutiva. A frustração pode ser evitada por meio da sublimação.

Quando a exigência instintiva não pode ser normalmente manipulada pelo sujeito, ele po­derá mobilizar todas as suas energias para a satisfação dessa exigência, ignorando os cos­tumes e preceitos morais do seu meio. Ou po­derá regredir, quer dizer, a libido frustrada pode ser retirada de objetos na realidade e "refugiar-se na vida de fantasia, onde cria novas formações de desejo e reanima os vestígios de desejos mais primitivos esquecidos". (Freud)

Frustração interna significa o rechaço de impulsos instintivos por forças no inconsciente, principalmente pelo superego. Diz Jones: "O ego defende-se contra o perigo externo repri­mindo [neste caso] os impulsos genitais dirigidos para o objeto de amor. Segue-se a regressão ao nível anal-sádico, mas a relação desse processo

com a frustração e com a influência dos instin­tos do ego não está esclarecida."

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra – Pós-doc em Filosofia
Membro do Viktor Frankl Institute Vienna
Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

Comments are closed.