Diabetes e Emoções

Ao falar do tratamento do Diabetes, muitas vezes, escuta-se do paciente a afirmação: “Meu diabetes é emocional!”. Mas afinal, existe mesmo diabetes emocional? Antes de responder a essa pergunta, alguns pontos merecem ser analisados.
Primeiramente, é importante colocar que quando falamos de emoções, precisamos levar em consideração as positivas, como: passar no vestibular. conseguir um emprego, o nascimento de um filho, etc; e também as negativas, por exemplo: a morte de um ente querido, estar passando por dificuldades financeiras, etc.           

Estados emocionais alegres ou tristes podem interferir no controle da glicemia, mas não são os únicos responsáveis pelos altos e baixos da glicose. Esses altos e baixos estão mais diretamente relacionados com as atitudes que você adota no período em que está vivenciando essas emoções, do que com as próprias emoções. Vamos refletir melhor sobre isso.

Por exemplo, quais as suas atitudes quando está passando por um momento de tristeza?
Continua fazendo exercício físico?
Toma a medicação conforme a prescrição médica?
Come menos ou mais do que o recomendado no seu plano alimentar?
Suas atividades de lazer ficam em segundo plano?

Além disso, nós somos seres humanos em que corpo e mente estão interligados, portanto, não adianta pensar que seremos sempre “equilibrados” emocionalmente, pois, se estamos com alguma doença física, o nosso emocional pode sofrer altos e baixos, e se estamos enfrentado algum problema, o nosso corpo também irá reagir positiva ou negativamente. Logo, não resolve justificar as taxas altas de açúcar pelos problemas que se está enfrentando, pois sempre haverá um problema maior ou menor em nossas vidas. O que adianta é você olhar mais para si mesmo com carinho e procurar ter cuidado com o seu tratamento sempre, independente da intensidade de suas emoções.

Que tal começar a pensar numa maneira de aliviar as tensões do dia-a-dia?  Por exemplo: comece um exercício físico orientado individualmente ou em grupo, saia para dançar, faça trabalhos manuais, seja voluntário em alguma atividade que tenha habilidade, leia um bom livro, etc. Tudo isso e muito mais, são maneiras de melhorar a auto-estima e tornar os nossos problemas menos danosos à saúde. Mas lembre-se, é importante que você escolha algo que lhe dê prazer, para que essa nova atividade tenha continuidade e não fique monótona. Portanto, a interferência das diversas emoções na nossa vida, merece atenção e deve ser avaliada dia-a-dia por cada um e pela equipe de saúde que lhe acompanha.

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