Karen Horney – parte II

A Categoria das Descobertas Imperecíveis

São quatro, segundo Karen Horney:

1.ª  a motivação inconsciente;

2.ª  a repressão;

3.ª  a natureza emocional de nosso comportamento e omis­sões;

4.ª  o determinismo de nossa conduta e de nossas omissões.

Já que os pontos 1º. e 2º. estão interligados, vou juntar ambos sob o título: a descoberta do inconsciente. Segue-se uma exposição dos demais pontos, reduzidos agora a três.

A descoberta do inconsciente

Já se disse que a descoberta do inconsciente, no sentido de um antiego, não poderia ter acontecido mais cedo. Para desco­bri-Io, no entanto, não havia necessidade de instrumentos "modernos" especiais. O que se descobriu é simples e está ao alcance da mão, razão por que não seria possível passar despercebido ao senso comum de todos os séculos antes de Freud. Por isso, é importante notar também que, quando Breuer e Freud descobriram o inconsciente, muitos contem­porâneos chegaram a fazer a mesma descoberta. Registramos um grande número de publicações sobre o inconsciente, o antiego, nos anos de Breuer e Freud, e, pouco antes daquele tempo, um despertar geral de idéias semelhantes.

Não pode ser posto em dúvida que pelos anos de 1870-1880 a idéia da mente inconsciente era comum na Europa, escreve L.L. Whyte em O Inconsciente antes de Freud (The Unconscious before Freud), publicado em 1960.

O que deu ensejo a essa idéia geral? O que ocasionou a pro­liferação de publicações? A resposta é uma só: O inconsciente tinha-se formado. O que é que se tinha formado exatamente? Um antiego; não será demasiado acentuar, novamente, esse aspecto do inconsciente. Não se tratava da motivação incons­ciente, apontada por Madame de La Fayette, mas sim do antiespírito pressentido por von Schubert. Tinham nascido os duplos inimigos de Jean Paul.

Apresenta-se agora, espontaneamente, a pergunta sobre o que causou o surgimento do inconsciente. A causa foi uma mudança social: a abolição das fronteiras sociais. À medida que as diferenças sociais principiavam a entrar em descrédito, a perder sua significação oficial, e todos começavam a ser considerados iguais entre si, os indivíduos iam sendo também obrigados a alojarem no seu íntimo, como inimiga, a desigualdade que continuava a existir. Foi então que surgiu o inconsciente, esse antiego, cujas proporções se tornaram tão grandes no decorrer do século XIX, devido à hipocrisia do padrão de vida vitoriano, que se tomou notório, ocasionando, assim, sua múltipla descoberta.

Parece-me oportuno ilustrar com um exemplo a natureza e a significação da motivação inconsciente.

Exemplo de motivação inconsciente

Escolho um episódio, ao mesmo tempo divertido e surpre­endente, que encontramos nos anais da psicologia profunda.

– Freud completara 80 anos de idade, em 1936. Por ocasião da reunião da Associação Neurológica Americana (American Neurological Association), realizada no mês de maio daquele ano, o neurologista e psiquiatra S.E. Jelliffe homenageou o pai da psicologia profunda, proferindo uma conferência intitu­lada: Freud como Neurologista (Freud as a Neurologist). Lembrou, entre outras coisas, as atividades de Freud no laboratório de Th.H. Meynert, professor de psiquiatria em Viena, no tempo em que também Allan Starr e Gabriel Anton, ambos conhecidos da assembléia, trabalhavam no mesmo laboratório. Terminada a conferência, o neurologista Bernard Sachs pede a palavra. Também ele havia trabalhado em Viena, naqueles mesmos anos. Sachs elogia a conferência de Jelliffe e, em seguida, diz à assembléia reunida:

"Como me lembro bem daqueles dias, passados no laboratório do Professor Meynert! Éramos, de fato, quatro: Starr, Anton, eu mesmo e… um quarto ho­mem. Quem… Quem era mesmo aquele quarto homem?" (Who… who was that fourth man? Who… was that other fellow?)

O auditório desatou a rir. O quarto homem chamava-se Freud, a figura principal daquele dia. Eis um exemplo de motivação inconsciente. Todos compreendiam claramente que Sachs cometera um fantástico ato falho. Sachs não estava de acordo com a homenagem prestada a Freud. Deve ter tido as suas razões para isso.

Contudo, a situação era estranha. Sachs "abriu o jogo" de ma­neira clara e evidente. Não podia ter escolhido ocasião pior para seu esquecimento. Ou será nossa observação um tanto precipitada? Se Sachs realmente não pudesse ter escolhido ocasião pior para sua falha, não teria procurado a ocasião? Ora, Sachs escolheu aquela oportunidade como o momento certo, o momento exato por excelência – se é lícito falar em escolher em tais circunstâncias. No momento exato encon­trou seu ato falho. No momento exato, Sachs mostrou que não queria saber de Freud. Senão o ato falho não teria acon­tecido. Eis como as coisas se passaram. O que estava acon­tecendo na ocasião em que Sachs falou?

Várias pessoas reuniram-se para celebrar o octogésimo aniversário natalício de Freud. Para todos os participantes, Freud era o perso­nagem principal da reunião. Menos para Sachs, como se pode supor, e, sobretudo, nessa ocasião.

Naquele momento, em que Freud constituía o primeiro personagem para todos os presentes, Sachs sabia melhor do que em qualquer outro instante que Freud, para ele, não era o primeiro personagem, nem mesmo o quarto. Em nenhuma outra ocasião estava tão certo disso, como naquele momento. Foi a razão pela qual o deixou perceber exatamente naquela ocasião.

Por mais que Sachs tenha mordido seus lábios depois da per­gunta: "Quem era aquele quarto homem?", o que fez estava certo. Certo em um sentido, isto é: que o saber de todos levou Sachs ao esquecimento. O esquecimento de Sachs dependia do saber dos outros, ou, se quisermos, seu inconsciente era sustentado pelo consciente dos outros.

A regra geral, implícita nas últimas afirmações, pode ser assim enunciada:

A condição necessária para o aparecimento de um antiego inconsciente no indivíduo é um ego universal consciente em muitos outros.

Em palavras um pouco diferentes:

A condição para haver uma convicção inconsciente, estritamente própria e até oculta e secreta, é a pre­sença de uma convicção consciente, pública e parti­lhada individualmente, em muitos outros.

Ou mais resumidamente:

O inconsciente no indivíduo é o reverso do conscien­te em muitos.

Esta regra não conhece exceções, contanto que por "incons­ciente" se entenda um antiego. Lembrando-nos de que o ego de Sachs, no momento de sua alocução, pertencia como um ego social ao grupo reunido, podemos substituir o termo antiego pelo antioutros, o que reduz a definição, talvez um tanto misteriosa, a uma evidência.

Podemos formulá-Ia como:- A antiforça do indivíduo dirige-se contra a força dos outros.

Sachs deu provas de separação.

Não estava unido aos outros no momento de seu ato falho. Estava até contra eles. Era adversário deles. Não obstante, estava no mesmo meio e lhes falava, o que quer dizer que também deu provas de comunicação.

Como se verifica, ele podia, ao mesmo tempo, pertencer ao grupo, não pertencer ao mesmo grupo, o que revela uma qualidade do grupo, mas que não era só do grupo em volta de Sachs. O "grupo moderno" é, geral­mente, de tal natureza que permite ao indivíduo pertencer a ele e, simultaneamente, não pertencer. Isso só pode sig­nificar que o grupo não é muito comprometedor. O grupa não obriga, deixa o indivíduo à solta: para este, o grupo é evidentemente vago.

Em épocas passadas, o grupo era dife­rente. Grupos, que mantinham os componentes unidos entre si, impunham compromissos durante muitos séculos. Além disso, a sociedade, no seu conjunto, associava tais grupos em uma unidade estruturada. O grupo tinha seu código pró­prio, era conhecido por suas vestes próprias. O grupo era visível e tinha, por princípio, uma só voz, de tal maneira que a voz (singular) da ato falho não tinha ou mal tinha vez. Mas os grupos de então se acabaram. Foi nessa mudança social que a ato falho nasceu. A motivação inconsciente teve origem no decorrer do século XVIII (1789), no tempo da Revolução Francesa. Quando o processo dissolutivo da sociedade atin­giu o ponto culminante, mais ou menos um século depois, essa motivação foi descoberta. E nos entreatos descobriu-se a ato falho.

Deixo que o leitor psi julgue.

A descoberta do inconsciente, desse antiego, da motivação inconsciente (antiego) da re­pressão, dos sonhos e dos atos falhos terá sido, em conjunto, uma descoberta imperecível? Até agora está em vigor, sem dúvida alguma e com razão. Mas continuará válida em uma vindoura estrutura social? Isso depende de como a estrutura social evoluirá.

A determinação emocional, e até passional, em todo caso não-racional, de nossa conduta e omissões

A psicologia profunda de Freud provou que a paixão leva vantagem sobre a razão no único ser racional que vive na terra. Ana O., por mais que quisesse, racionalmente, estar ao lado do pai doente como filha desvelada, sentia-se impe­lida, emocional e passionalmente, para longe dele. Também Sachs, por mais que se tivesse esforçado, racionalmente, por falar o que se tinha proposto a dizer, foi coagido pela emoção, talvez paixão, a cometer um ato falho. Só na hipótese de serem de pouca monta os interesses de ordem emocional ou passional é que nos é permitido agir como racionais.

Que a paixão, que o sentimento seja mais forte que a razão, ninguém o duvidará ao considerar em que bases se costu­mam motivar as grandes decisões da vida. Escolhemos a profissão porque gostamos de ser isto ou aquilo, e não ou, em todo caso, menos, porque a escolha se baseie em motivos de ordem racional. O parceiro da vida é escolhido por mo­tivos sentimentais, afetivos, passionais e não ou, certamente, em menor grau, porque se fez um cálculo racional das van­tagens e desvantagens da respectiva escolha. Até a filiação religiosa tem que apresentar conotações afetivas, para dar a impressão de ser acertada e apropriada. Ainda há as inú­meras decisões de importância menor, em que muitos se deixam guiar pelo sentimento e não pela razão. E tudo isso nos parece bastante "razoável".

Não faz muito tempo, todavia, que os pais decidiam que profissão o filho tinha que "escolher": carpinteiro, alfaiate. O motivo dos pais era racional, calculado. É verdade que alguns filhos se rebelavam, sendo que uns poucos chegavam a considerar-se donos do próprio destino e escolhiam a pro­fissão de sua preferência. A maioria, porém, atendia ao desejo dos pais, tornando-se carpinteiros, alfaiates etc., e alcançava, indubitavelmente, a felicidade na sua profissão, não menos que os outros, que escolheram obedecendo aos seus sentimentos, como hoje se costuma fazer.

Também não faz tanto tempo que dois casais de pais deter­minavam com quem cada um dos filhos devia casar, já que era consi­derado conveniente somar terras com terras, rebanhos com rebanhos e dinheiro com dinheiro. Também aqui, não con­vém a nós, modernos, derramar lágrimas. O padrão de vida era tal que os casados viviam felizes justamente por causa desses motivos. Alguns protestavam. Outros eram infelizes no casamento arranjado pelos pais. Mas, também hoje, há gente que se sente infeliz no matrimônio. E, sem dúvida alguma, há mais casamentos infelizes hoje do que em tempos passados, o que afinal não é de se admirar. O matrimônio, cuja inicia­tiva se deve ao acordo de duas famílias, apóia-se nesse acordo, isto é, nas duas famílias, o que, por si, já é nume­ricamente mais significativo do que apenas os dois, em que o matrimônio está apoiado hoje. Aquele que se casa basean­do-se nos sentimentos só pode apelar, na adversidade e na hora do fracasso, a esses dois; ou melhor, aos sentimentos desses dois, o que não é grande coisa.

Também com respeito à fé e à religião admitiam-se, até há pouco, motivos racionais.

Em resumo, não faz muito tempo que, mesmo nas decisões mais importantes da vida, a razão era preferida ao senti­mento. Em que época podemos situar a inversão? Façamos umas poucas observações sobre esse assunto.

Para largas camadas da população, a mudança teve lugar no século XX; para certos grupos ainda não houve modificação; na classe privilegiada daqueles que financeira e intelectual­mente estão melhor situados, a Revolução já pertence a um passado longínquo. Consultando a literatura francesa do século XVII, a qual servia de modelo para todo o Ocidente, podemos colocar o início dessa Revolução, assim:

Na dissertação sobre as Paixões da Alma de 1649, Descartes afirma que motivos passionais podem ser admitidos na con­duta do homem, contanto que obedeçam à regra suprema da razão. Sua opinião era partilhada pelo escritor Corneille, que, na peça teatral Le Cid, de 1636, fez do herói um homem que colocava a razão acima das emoções, o dever acima da paixão. O que se passou desde então?

Em 1731, portanto um século depois, foi publicado Manon Lescaut, parte das Memórias e Aventuras dum Homem de Qualidade que se Retirou do Mundo (Mémoires et aventures d'un homme de qualité, qui s'est retiré du monde), do escritor Prévost, em que, pela primeira vez na literatura, a paixão domina a razão. A mudança foi adotada por inúmeros outros autores. A reviravolta de que falávamos poderia ser situada, mais ou menos, na época que medeia entre Corneille e Prévost, isto é, cerca de 1636 e, aproximadamente, 1731, podendo talvez ser apontada com exatidão a data da já citada novela de Madame de La Fayette, La Princesse de Clèves, de 1678. Verdade é que, nessa obra, a razão ainda domina o sentimento. O leitor psi, porém, é convidado a consi­derar a hegemonia da mesma injusta, para não dizer absurda. Segundo a narrativa, Madame de Clèves pode casar-se livre­mente com o homem de seu coração, após a morte do marido. Não o faz, contudo, porque, diz ela, sabe-se obri­gada ao marido, que morreu de mágoa na falsa suposição de que sua esposa recebia secretamente, vez por outra, o homem amado. O leitor acabará chegando à conclusão de que Madame de Clèves causou sofrimentos totalmente inúteis a si própria e, portanto, reprováveis, a ela e a seu amado. Devia ter dado a primazia aos sentimentos, concluirá o leitor.

La Princesse de Clèves é mencionado na história da litera­tura ocidental como o primeiro romance psicológico, o que quer dizer que, pela primeira vez, as ações das pessoas são encaradas e compreendidas através dos respectivos senti­mentos que lhes servem de pano de fundo. Isso, porém, sig­nifica, igualmente, que o romance psicológico surgiu, e só pôde surgir, na época em que a emoção passa ou começa a predominar sobre a razão. De fato, só quando a emoção, a paixão, o sentimento são tidos como importantes, ou melhor, como eminentemente importantes, um autor chegará a tentar entender seus personagens a partir de seus sentimentos, emoções e paixões.

Além disso, compreende-se que a psico­logia, como ciência da subjetividade, da mesma maneira, só tem possibilidades de surgir e desenvolver-se quando o sen­timento prevalece sobre a razão. Com outras palavras, o que Karen Horney aprecia na descoberta da motivação passional de nossa conduta é sua qualidade de condição indispensável para a psicologia poder existir como ciência do sujeito sen­sitivo, o que vale de modo particular para a psicologia pro­funda. Poderíamos dizer que aprecia, na psicologia profunda, a descoberta da mesma. A descoberta da motivação emo­cional, portanto, deverá ser considerada imperecível, na medida em que o serão a psicologia profunda e a psico­logia do sujeito sensitivo. Esta última data do século XVII. A psicologia profunda inicia-se um a dois séculos depois. Quem garante, contudo, a continuação indefinida de ambas?

Em terceiro lugar: a determinação estrita do pensar, sentir, querer e agir

O ato falho sirva de exemplo. Durante séculos e mais séculos, enganos sempre foram enganos. Freud descobriu que um engano tem sentido, isto é, que está provido de uma determi­nação e, por isso, deixa de ser um mero engano. A deter­minação é de natureza emocional ou passional. O que nos inte­ressa, agora, é a suposição de que toda determinação provém exclusivamente do passado. Um evento humano, no entanto, pode ser determinado não só pelo passado, mas também pelo futuro, e até pelo presente.

Determinação pelo passado

Um senhor, de bengala na mão, está andando na rua. Vê uma caixa de fósforos no chão e dá-lhe uma ba­tida com a bengala, fazendo-a voar longe. A deter­minação pelo passado pode significar que o homem dá uma tacada retardada não na caixa de fósforos, mas em um antigo sócio seu. Ou, então, no pai. Neste caso, desvendou-se ao mesmo tempo, quem sabe, o complexo edipiano; a tacada com a bengala – o pênis – seria determinada por um passado pro­fundo


Determinação pelo futuro

O mesmo homem vai a uma reunião, onde vai profe­rir uma conferência. Receia encontrar uma dificul­dade, um obstáculo, em um determinado trecho do seu discurso, em que a argumentação a ser apresentada é um tanto frágil. Eis que enxerga a caixinha e com a bengala faz o que desejaria fazer com o trecho fraco de seu discurso. Afasta-a à força. Com outras palavras, sua tacada foi determinada pelo futuro.


Determinação pelo presente

O mesmo senhor, a mesma bengala, a mesma caixa de fósforos. Desta vez, porém, o senhor está irritado, aborrecido com o tempo ruim que está estragando seu passeio, o primeiro que faz nas férias. Dá uma pancada na caixinha que, determinada pelo presente, vai parar longe.

Determinação pelo passado, pelo futuro, pelo presente ­será que é só isso que se pode dizer sobre determinação?

Parece que sim. Entretanto, podemos indicar uma quarta determinação. Determinação por nada. Não há determinação alguma.

O homem está absorto em pensamentos. Não presta atenção a coisa alguma. Não vê a caixa de fósforos. Agita a bengala. É um velho hábito seu. Eis que atinge a caixa que é atirada longe. Determinação?

É provável que nem tudo quanto acontece a nossa volta e por nosso intermédio seja determinado por motivos humanos. Seria encarar com demasiada seriedade as trivialidades da vida. Muita coisa acontece sem mais nem menos, a maior parte, talvez. Sendo assim, há apenas falhas, simplesmente. Há equívocos no falar sem conteúdo significativo. Há enga­nos na escrita, que são meros lapsos da pena.

Mas não é tudo. De maior significação é o fato de não poucos eventos humanos, ou decisões, e, na minha suposição, até as mais importantes, não serem determinadas nem pelo passado, nem pelo futuro e nem pelo presente, porque acon­tecem espontaneamente, no dia-a-dia.

Um homem pode casar-se com uma mulher por parecer-se com a mãe dele. Talvez a prefira por ser  herdeira de boa fortuna. Pode desejá-Ia por causa dos atributos físicos, psí­quicos e espirituais que possui com tanta evidência. Tudo isso é possível e a última hipótese constitui um modo de proceder muito certo e correto.

Nota: A parte I deste Artigo está na Seção Colunistas.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley
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