Admeto e Alceste

Quando Zeus matou Esculápio, filho de Apolo, este se enfureceu grandemente, descontando sua raiva nos ciclopes, os seres que haviam fabricado os raios utilizados por Zeus. Zeus então puniu Apolo, obrigando-o a servir os mortais por um ano.

Apolo passou a servir o rei Admeto, que queria ter a mão de Alceste, uma jovem, em casamento. O pai de Alceste prometeu dar a mão de sua filha a quem viesse buscá-la em uma carruagem de leões e javalis. Com a ajuda de Apolo, Admeto conseguiu o feito e casou com a jovem, porém um pouco depois, Admeto adoeceu e ficou muito próximo da morte.

Mais uma vez, o deus Apolo negociou com a morte, que aceitou não levar Admeto se outra pessoa oferecesse morrer em seu lugar. Ninguém em todo o reino quis sacrificar sua vida pelo rei, nem mesmo seus pais. A única opção que Alceste tinha era dar sua vida pela do amado.

Admeto não aceitou logicamente, porém não havia como voltar atrás, pois o decreto era irrevogável. Então, na medida em que Admeto se curava, Alceste caminhava para o fim. No dia de sua morte, quando todos do reino lamentavam e esperavam a morte a qualquer momento, Hércules chegou ao local e viu a situação. Como para Hércules não havia nenhuma tarefa árdua demais, ele ficou esperando a morte vir para buscar Alceste, quando ela chegou, ele a agarrou e a forçou a desistir da vítima. Então Alceste recuperou-se e foi devolvida ao marido.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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