Pesquisa indica que depressão pré-natal pode retardar o crescimento do bebê

Um estudo britânico, publicado na revista científica BJOG, afirma que a ocorrência de depressão em mães grávidas pode atrasar o desenvolvimento da crianças durante os 18 primeiros meses de vida.
Um estudo britânico, publicado na revista científica BJOG, afirma que a ocorrência de depressão em mães grávidas pode atrasar o desenvolvimento da crianças durante os 18 primeiros meses de vida.

Foram analisados os registros médicos de 9.224 mulheres que tiveram seus filhos entre abril de 1991 e dezembro de 1992. Os pesquisadores recolheram informações sobre a situação psicológica das mães na 18a e 32a semana de gravidez e novamente depois de oito semanas e oito meses do nascimento. Quando as crianças atingiram 18 meses de idade, as mães completaram ainda cinco questionários acerca da saúde e do desenvolvimento do bebê.

De acordo com os resultados, mulheres que passaram o período de gravidez deprimidas aumentavam em 50% as chances de ter filhos diagnosticados com problemas de crescimento. No entanto, os cientistas afirmaram que parte desse risco estaria relacionado com a influência da depressão pós-parto na saúde das crianças e por isso, fizeram uma nova análise para identificar o impacto da depressão pré-natal de maneira independente.

A pesquisa indica que a depressão durante a gestação pode aumentar em até 34% as chances de a criança apresentar problemas de desenvolvimento relacionados à cognição e comportamento como motricidade fina – habilidade com as mãos e dedos em executar tarefas como alcançar, soltar e segurar -, reconhecimento e uso de linguagens, coordenação, entre outros.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de West England, em Bristol, na Inglaterra, ressalta a influência da depressão no período pré-natal, sendo que diversos estudos atribuem o atraso no desenvolvimento da criança apenas à depressão pós-parto. Além disso, a pesquisa também destaca que a depressão durante a gravidez pode aumentar as chances das mulheres se sentirem deprimidas também depois do nascimento do bebê.

Em resposta ao estudo, o editor da revista BJOG, Philip Steer, afirmou que é essencial que médicos e parteiras tenham um papel ativo em identificar e avaliar a condição psicológica das mães. Assim, uma porta-voz do Royal College of Midwives, que forma parteiras na Grã-Betanha, afirmou que as profissionais estão preparadas para lidar com esse tipo de condição já que criam um relacionamento com as mães durante a gravidez.

Notícia retirada da fonte:

BBC Brasil

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