Estudo sugere que skunk pode aumentar risco de psicose

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres sugere que pessoas que usam a variedade mais forte da maconha, conhecida como skunk, têm mais risco de sofrer com problemas como psicose do que as que usam formas mais suaves da droga.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres sugere que pessoas que usam a variedade mais forte da maconha, conhecida como skunk, têm mais risco de sofrer com problemas como psicose do que as que usam formas mais suaves da droga.

Foram analisadas 317 pessoas. Desse grupo, os usuários de skunk mostraram que tinha 18 vezes mais chances de sofrer um episódio de psicose do que usuários de maconha. A pesquisadora-chefe do estudo, Maria Di Forte, analisou informações de 197 pessoas que foram encaminhadas a uma unidade de saúde mental com um primeiro episódio de psicose. Destas, 112 tinham usado maconha em algum momento. Di Forte também observou os dados de 120 pessoas, como parte de um grupo de controle especificamente destacado para a análise. Destas, 72 já tinham usado maconha.

Entre aquelas que usaram a droga, as pessoas que tiveram um episódio psicótico tinham duas vezes mais chances de ter usado maconha por mais tempo, chances três vezes maiores de ter usado a droga diariamente e 18 vezes mais chances de ter usado skunk.

A pesquisa foi apresentada na reunião do Royal College of Psychatrists e também informou que as pessoas que usam o skunk têm mais chances de usarem maconha todo o dia. O skunk é três vezes mais forte do que a maconha convencional e, atualmente na Grã-Betanha, entre 70% e 80% das apreensões são de skunk.

Di Forte afirmou que, se os resultados preliminares forem comprovados, a crescente disponibilidade de skunk no mercado será uma preocupação. Paul Morrison, que também participou do estudo, afirmou que o skunk tem níveis mais altos de THC, o que causa os sintomas psicóticos, e níveis baixos de outro composto chamado canabidiol, que parece proteger os usuários do efeito do THC.

O professor David Nutt, especialista em psicofarmacologia na Universidade de Bristol, na Grã-Betanha, afirmou que qualquer nova informação a respeito dos riscos de psicose associados ao uso de skunk são interessantes, mas é difícil determinar causa e efeito. 

As provas da ligação entre maconha e doenças psicóticas como a esquizofrenia têm sido inconsistentes em diferentes estudos sobre o assunto. No começo de 2008, o conselho que faz recomendações sobre abuso e classificação de drogas na Grã-Betanha, do qual David Nutt é membro, concluiu que provavelmente existe uma ligação entre os dois, mas ainda não está claro se esta ligação ficará mais forte à medida que o uso do skunk fica mais comum.

Notícia retirada da fonte:

BBC Brasil

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