Estudo diz que a ansiedade pode ter raiz genética

Cientistas na Alemanha e nos Estados Unidos dizem ter encontrado evidências que relacionam a ansiedade a fatores genéticos.
Cientistas na Alemanha e nos Estados Unidos dizem ter encontrado evidências que relacionam a ansiedade a fatores genéticos.

Segundo os pesquisadores, características genéticas poderiam ajudar a explicar por que experiências traumáticas dão apenas lembranças ruins a algumas pessoas, enquanto outras desenvolve condições como o transtorno de estresse pós-traumático.

O experimento dos cientistas demonstrou que indivíduos portadores de uma variação no gene que regula o neurotransmissor dopamina apresentam uma resposta reflexa exagerada quando observam imagens desagradáveis.

Para os especialistas, a revelação oferece uma explicação bioquímica para a dificuldade que algumas pessoas têm de superar emoções desagradáveis. Sua sensibilidade poderia, em combinação com outros fatores hereditários e ambientais, torná-los mais inclinados a sofrer de transtornos relacionados à ansiedade.

O psicólogo Christian Montag, co-autor do estudo, disse que para os seres humanos, a cautela pode ter tido uma função importante. Além disso, ele explicou que uma única variação genética pode explicar apenas uma pequena variação no comportamento ansioso – caso contrário, teoricamente, metade da população seria ansiosa.

Montag afirmou que ainda são necessárias muitas pesquisas sobre o assunto, mas disse que se esta linha de pesquisa trouxer frutos, um dia "talvez seja possível receitar a dose certa da droga certa, relativa a uma composição genética, para tratar transtornos de ansiedade".

Notícia retirada da fonte:

BBC Brasil

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