20 Motivos para a ascensão e a queda do Cristianismo

A base desse estudo histórico sobre a religião cristã consiste em uma análise cujo agente histórico é o homem e não Deus, longe de uma concepção de história providencialista.
1. Tolerância helênico-romana a cultos exteriores;

2. Diáspora e a dissolução ortodoxa do judaísmo;

3. Popularidade crescente do Judaísmo em relação à filosofia grega tardia do Monoteísmo não icônico [crença na existência de só uma divindade transcendente e in-imagi(em)-nável] ;

4. Conflitos de opositores ao domínio romano e a proliferação de falsos reis-messias guerreiros;

5. Campanha missionária paulina destinada aos simpatizantes pagãos semi convertidos (adoradores de Deus, tementes de Deus) nas sinagogas judaicas da diáspora;

6. Facilitações para conversão dos adoradores de Deus e tementes de Deus diferentemente da rigidez doutrinária judaica e, semelhanças doutrinárias e ritualísticas no culto dos “Filho de Deus, Deus, Deus de Deus” dos pagãos com a teologia crescente paulina, permitindo assim, facilidade de assimilação dos puros pagãos ao novo culto;

7. Tradição oral, lendas, anti-semitismo, compilação dos ditos de Jesus e edição teologicamente movida na composição dos evangelhos;

8. Marginalização dos cristãos, pregação escatológica e a erupção do Vesúvio em Pompéia;

9. Disputas teológicas e a multiplicação de cópias rústicas e adulteradas nas primitivas (e divergentes) comunidades cristãs;

10. Formulação do cânone fechado, fixação de tradição para a nova religião sem pátria e suas implicações políticas;

11. Divisões política em Roma e a institucionalização do Cristianismo pelo imperador Constantino;

12. Queda do Império Romano e a expansão da popularidade das “heresias”;

13. Papado e a teologia imperial sincrética autoritária;

14. Concílios e divisões político-teológico;

15. Retrocesso intelectual na Idade das Trevas;

16. Crimes da Igreja (Pornocracia e venda de indulgências), Perseguição religiosa (Inquisição) e cientifica, infabilidade, inerrância e exclusivismo;

17. Invenção da Impressa e a nova multiplicidade teológica paulina pós Reforma Protestante;

18. Crescente anarquia e perversidade social;

19; Separação dos poderes temporais (Estado) do poder espiritual (Igreja), liberdade e evolução dos estudos históricos e científicos;

20. Proliferação das “Igreja-empresa” nas periferias e comunidades carentes. Misticismo e fundamentalistas oriundos de teologias anti-históricas e por fim, materialismo desenfreado na nossa atual sociedade de passivos e alienados consumidores; não mais pessoas, críticos, poetas, amantes, filósofos ou protestantes.

Fontes:

A Religião de Jesus, o Judeu – Geza Vermes, Editora Imago; 1995

Um Judeu Marginal: Repensando o Jesus Histórico" – John P. Meier, Editora Imago, 1992

Quem é Quem na época de Jesus – Geza Vermes, editora Record; 2008

O Que Jesus Disse, o Que Jesus Não Disse" – Bart D. Ehrman, Editora Prestigio; 2006

Evangelhos Perdidos. A Batalha pelas escrituras e os cristianismos que não chegamos a conhecer – Bart D. Ehrman, Editora Record; 2008

Movimentos Messiânicos no Tempo de Jesus. Jesus e outros Messias – Donisete Scardelai, Editora Paulus; 1998.

Jesus, uma Biografia Revolucionária – John Dominic Crossan, Editora Imago; 1995

Em Busca de Paulo – John Dominic Crossan, Editora Paulinas; 2008

Crimes dos Papas, Os Mistérios e Iniqüidades da Corte de Roma – Mauricio de Lachatre, Editora Madras; 2006

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