Análise etológica do comportamento exploratório de ratos privados de comida sob o efeito de ligante gabaérgicos no labirinto em Cruz Elevado

7ª Jornada de Análise do Comportamento – UFSCar. 2008

Gomes, Felipe P.[1](IC); Kock, Rodrigo F.[1](IC); Setem, Juliana[1], [2](O); Morato, Silvio[3](PG)
fpg.mail@uol.com.br; rodrigofkock@yahoo.com.br

[1]Departamento de Ciências Humanas e Sociais, Centro Universitário de Araraquara –
UNIARA;
[2]Psicolog – Instituto de Estudos do Comportamento de Ribeirão Preto, SP;
[3]Laboratório de Comportamento Exploratório, Universidade de São Paulo, Ribeirão
Preto-SP

Objetivo:  O presente trabalho investigou  as alterações no comportamento exploratório de ratos privados de comida sob o efeito de um ansiolítico ou de um ansiogênico gabaérgico no labirinto em cruz elevado. Investigou-se, além das categorias
tradicionais, os comportamentos: espreitar, esquadrinhar, exploração das extremidades dos braços abertos, levantar-se e auto-limpeza.  Método:  Ratos machos Wistar foram distribuídos em oito grupos, com 11 animais cada, da seguinte forma: 1) C, controle (não privado e sem substância); 2) S, injeção de salina; 3) CDZP, injeção de Clordiazepóxido (3 mg/Kg); 4) PTZ, injeção de Pentilenotetrazol (20 mg/Kg); 5) P, privação de comida (72h); 6) P+S, privação de comida (72h) e salina; 7) P+CDZP, privação de comida (72h) e Clordiazepóxido (3 mg/Kg); 8) P+PTZ, privação de comida (72h) e Pentilenotetrazol (20 mg/Kg). Após o tratamento, os animais foram colocados no labirinto em cruz elevado por 5 minutos. A análise dos dados foi feita com auxílio de um software (X-Plo-Rat) para a mensuração dos comportamentos. Resultados: Houve aumento do tempo de permanência nos braços abertos nos grupos: com Clordiazepóxido (C: 27,6±9,0; CDZP: 82,5±12,0); com privação (C: 27,6±9,0; P: 85,3±15,8); com privação e salina (C: 27,6±9,0; P+S: 71,0±12,3); com privação e Clordiazepóxido (C: 27,6±9,0; P+CDZP: 140,3±17,6). Verificou-se aumento de entradas nas extremidades dos braços abertos nos grupos: com Clordiazepóxido (C: 1,4±0,8; CDZP: 4,7±0,8); com privação (C: 1,4±0,8; P: 3,8±1,0); com privação e Clordiazepóxido (C: 1,4±0,8; P+CDZP: 6,8±1,3). Houve aumento no tempo de esquadrinhar nos grupos: com Clordiazepóxido (C: 4,9±1,9; CDZP: 18,6±4,2); com privação (C:4,9±1,9; P: 16,6±4,8); com privação e salina (C: 4,9±1,9; P+S: 14,2±3,3); com privação e Clordiazepóxido (C: 4,9±1,9; P+CDZP: 34,3±6,6). Houve diminuição no tempo de espreitar nos grupos: com Clordiazepóxido (C: 63,8±7,6; CDZP: 33,0±4,5); com privação (C: 63,8±7,6; P: 32,0±11,8); com privação e salina (C: 63,8±7,6; P+S: 33,8±7,4); com privação e Clordiazepóxido (C: 63,8±7,6; P+CDZP: 18,2±7,2). Houve diminuição de entrada nos braços fechados no grupo com  privação e Pentilenotetrazol (C: 9,9±1,0; P+PTZ: 6,0±0,5). Não houve aumento do comportamento levantar em nenhum grupo. Conclusões: Os animais tratados com Clordiazepóxido assim como os privados de comida apresentaram efeito do tipo ansiolítico  no labirinto em cruz elevado. O uso de Clordiazepóxido juntamente com a privação também provocou diminuição de ansiedade, evidenciada pelo tempo de permanência  nos braços abertos e por outras categorias relacionadas à ansiedade (esquadrinhar, espreitar). Não houve aumento de atividade locomotora, evidenciado nas entradas  nos braços fechados e no tempo gasto no comportamento levantar.

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