“Stress e enfrentamento em sete fisioterapeutas de UTI’s.”

Autores

1) Fabiana Neme Nogueira Ramos (Psicóloga graduada pela Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru; Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem (Depto de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru-SP).
ENDEREÇO: Avenida Rui Barbosa Lima, 276. Centro, Cep. 16600-000, Pirajuí – SP. e-mail: fabineme@yahoo.com.br

2) Adriana Neme Nogueira Ramos (Fisioterapeuta e Aprimoranda do Hospital Estadual de Bauru).

3) Prof.ª Dra. Carmen Maria Bueno Neme (Orientadora do projeto; docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Faculdade de Ciências da Unesp-Bauru).

Este trabalho foi apresentado em forma de pôster no III Congresso Brasileiro de Stress, em outubro de 2007, na cidade de São Paulo – SP. Orientador: Prof.ª Dra. Carmen Maria Bueno Neme.

Resumo

O fisioterapeuta está exposto a cargas ocupacionais geradoras de desgastes físicos e emocionais, especialmente em UTI. O stress torna o profissional de saúde vulnerável a doenças de diferentes gravidades, dependendo do processo de enfrentamento (coping). Objetivos: Investigar os níveis de stress e estratégias de enfrentamento em fisioterapeutas de UTI. Participaram da pesquisa 7 fisioterapeutas de um hospital. Instrumentos: Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp – ISSL e questionário para identificação de estratégias de enfrentamento. Resultados: Foram encontrados baixos níveis de stress, com maior freqüência de sintomas psicológicos: cansaço excessivo, vontade súbita de iniciar novos projetos, vontade de fugir de tudo e pensar constantemente em um só assunto. Para 5 profissionais, o fator apontado como mais estressante foi a falta de interação na equipe, enfrentado através do afastamento. Cinco, consideraram que seu modo de enfrentar o stress é efetivo, utilizando estratégias como: alcançar seu espaço profissional no ambiente hospitalar; fazer o melhor em seu trabalho; tentar suprir necessidades dos pacientes; ignorar problemas interpessoais. Conclusão: A faixa etária e o pouco tempo de serviço no setor, além de fatores pessoais, organizacionais e do ambiente social de trabalho pareceram atuar positivamente junto à população estudada, prevenindo o stress excessivo. Indica-se a relevância de estudos similares com fisioterapeutas e outros profissionais de saúde de UTI para subsidiar programas de prevenção do stress profissional.

Palavras chave: stress; enfrentamento; fisioterapeutas; UTI hospitalar.                     


Introdução

O stress tem sido pesquisado em diferentes grupos de pessoas e categorias profissionais, dada sua importante participação na gênese de inúmeras doenças e sua prevalência em alguns tipos de profissão. No Brasil tem sido realizado importante trabalho sobre o stress e o stress profissional1, com a publicação de diferentes estudos que avaliaram o stress em psicólogos clínicos2; em policiais militares3; em professores4 e em atletas5.  Estudos similares avaliaram o stress em professores6; policiais civis7; além de pesquisas sobre profissionais de saúde8 e profissionais de saúde que atuam em UTI’s9.

O trabalho em saúde impõe aos profissionais da área uma rotina carregada de alto grau de stress e tensão que atinge o profissional e permeia as relações da equipe. O ambiente hospitalar, com muitas pessoas transitando e conversando; sons agudos, intermitentes e variados; uma dinâmica sempre rápida, consistindo de urgências e emergências, pode representar importante fonte de stress. O convívio diário com os pacientes, suas queixas, dores e sofrimentos; o contato com a morte, com familiares e membros da equipe hospitalar, além de longas jornadas de trabalho, constituem o cotidiano da maioria desses profissionais. A exposição diária ao sofrimento doença e dor transforma esses conceitos – antes abstratos – em experiências reais, acarretando sobrecargas emocionais a estes profissionais e tornando o sofrimento psicológico inerente e comum aos profissionais que trabalham no hospital10, 11. Embora o trabalho na área da saúde também traga satisfações e realizações, pesquisas ligadas à saúde ocupacional, indicam a existência de importantes fontes de stress psicológico relacionados à atividade profissional e às relações interpessoais8.

Pesquisas realizadas que avaliaram o stress do profissional de enfermagem em unidade de terapia intensiva (UTI), concluíram pelo maior potencial estressogênico do trabalho neste ambiente, especialmente por lidar com pessoas em condições de doença grave e em contato constante com a morte e com familiares frequentemente ansiosos e angustiados12, 13.

Stress e profissionais de saúde

O stress tem sido responsabilizado pela maioria das doenças do homem moderno, dadas às complexas e profundas alterações psicofisiológicas que provoca, e pode ser definido como um processo composto por reações físicas e psicológicas desencadeadas frente a situações que, de alguma maneira, ocasionem irritação; medo ou temor; confusão; excitação ou muita alegria ou sentimento de felicidade1.

O processo de stress foi descrito por Selye14 de acordo com um modelo trifásico, o qual denominou de “Síndrome Geral de Adaptação”, compreendendo três sucessivas fases: (1) fase de alerta, quando o organismo é mobilizado para situações de emergência, numa reação de luta ou fuga; (2) fase de defesa ou resistência, representada pela tentativa do organismo de se adaptar e manter a homeostase interna, quando há continuidade do agente estressor, ocorrendo um grande dispêndio de energia, a qual seria necessária para outras funções vitais; (3) fase de exaustão, constituída pela conseqüência da falha dos mecanismos adaptativos a estímulos estressantes permanentes ou excessivos, tornando o organismo suscetível a doenças e disfunções ou mesmo à morte.  

Pesquisas brasileiras sobre o stress levaram à descrição de uma quarta fase de stress, a qual foi denominada de “quase exaustão”, visto situar-se entre a fase de resistência e a de exaustão. Caracteriza-se por um enfraquecimento da pessoa, permitindo o surgimento de doenças, embora ainda com menor intensidade do que na fase seguinte, a da exaustão, e possibilitando que a pessoa leve uma vida ainda razoavelmente normal15, 16.

Nem todas as pessoas são igualmente vulneráveis ao stress, um mesmo evento pode
afetar profundamente uma pessoa e não afetar outra. Existem vulnerabilidades físicas e psicológicas que irão determinar a reação de stress de cada indivíduo diante do estímulo15, bem como diferenças intersubjetivas quanto ao modo de enfrentar o stress, que determinarão à manutenção ou não das reações de stress ao longo do tempo, aumentando a suscetibilidade a doenças17, 18.

Os efeitos do stress excessivo na produtividade foram estudados e descritos, indicando a ocorrência de decréscimos na concentração e atenção, na capacidade de observação; nas memórias de curto e longo prazo; na capacidade de reconhecimento de estímulos e velocidade da resposta; na capacidade de articulação verbal e no interesse e prazer pelo trabalho19, 20. Além destas alterações neuropsicológicas, o stress excessivo relaciona-se ao aparecimento de vários transtornos mentais, visto que gera mudanças em características de personalidade, no nível de energia e no controle emocional, associando-se a transtornos como o de ansiedade e de pânico21, ao transtorno bipolar22 e outros.

Pesquisas realizadas na área da Psico-oncologia17 indicaram que a área das relações familiares é significativamente mais apontada como geradora de stress, sendo seguida pela área do trabalho, tanto em pacientes oncológicos como nos participantes sem câncer ou registro de outras patologias graves.  

Em estudo realizado sobre stress, enfrentamento e resiliência em mulheres com e sem câncer, foi possível identificar a relevância dos modos de enfrentamento do stress, os quais relacionaram-se significativamente à importância atribuída aos eventos estressores pelas mulheres participantes18. O grupo de mulheres com câncer apresentou significativamente mais stress emocional e menos eficácia no processo de enfrentamento dos eventos estressores relatados na história de vida e nos dez anos anteriores ao aparecimento da doença, indicando a importância do processo de enfrentamento para a redução do potencial patogênico do stress.

Estratégias de Enfrentamento (coping)

O enfrentamento ou coping é concebido como o conjunto de estratégias utilizadas pelas pessoas para adaptarem-se a circunstâncias adversas23.

Os esforços cognitivos e comportamentais que a pessoa utiliza para enfrentar a situação de stress foram denominados como estratégias de coping24. As diferentes maneiras de lidar com as situações estressantes podem constelar padrões de comportamento que se repetem ao longo da vida do indivíduo, não necessariamente de forma consciente. Essa reação de mobilização de recursos naturais tem o objetivo de manter o equilíbrio do organismo, diminuindo a resposta de stress. A palavra coping não possui tradução literal para o português, mas seu significado aproximado pode ser entendido como lidar ou enfrentar25.

Tratando-se de coping é importante salientar o papel das avaliações e reavaliações cognitivas empreendidas pelo indivíduo frente ao fator estressor, minimizando ou maximizando seu potencial, bem como contribuindo para a criação e manutenção ou não de fontes internas de stress18, 26.

Atuação do fisioterapeuta em Unidades de Terapia Intensiva (UTI)

Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são unidades hospitalares destinadas ao atendimento de pacientes graves ou de risco que dispõem de assistência médica e de enfermagem (multidisciplinar) ininterruptas, com equipamentos específicos próprios, recursos humanos especializados e com acesso a outras tecnologias destinadas a diagnósticos e diferentes terapêuticas27.

A portaria nº 3.432/MS/GM do Ministério da Saúde, de 12 de agosto de 1998, publicada no D.O.U. de 13 de agosto de 1998, estabelece critérios de classificação entre as diferentes Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). Esta portaria exige que, além de médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, a equipe básica de profissionais de UTI’s deve contar com um fisioterapeuta, além de um psicólogo. Ainda, de acordo com essa Portaria, toda UTI deve contar com fisioterapeutas exclusivos para a unidade, sendo um para cada dez leitos, nos turnos da manhã e tarde, com carga horária máxima de 30h semanais28.

Conforme a doença se agrava, aumentam as necessidades do paciente, tornando todos os cuidados indispensáveis, incluindo o tratamento fisioterápico, visando à atenção integral do paciente29. Uma das funções importantes do fisioterapeuta é a manutenção da assistência a manutenção da assistência ventilatória para manter as vias aéreas livres30. A fisioterapia respiratória é uma das mais frequentes práticas do fisioterapeuta em UTI, sendo exercida para tratar de pacientes com retenção de secreção pulmonar e aumentar a eficácia da ventilação pulmonar31.

A fisioterapia respiratória tem confirmado sua eficácia na desosbstrução de secreções de vias aéreas em pacientes crônicos, diminuindo a resistência brônquica em pacientes com ventilação mecânica. De modo geral, a fisioterapia tem avançado em seus limites, com o aumento do conhecimento e maior especialidade técnica, modificando o prognóstico e sequelas em pacientes críticos32.

Quanto à motricidade do paciente acamado, a cinesioterapia ou fisioterapia motora é necessária em pacientes que permanecem no leito por certo tempo, pois tem objetivos de evitar rigidez articular, atrofias, retrações e contraturas; manter a elasticidade, a extensibilidade, a tonicidade, a contratibilidade muscular e melhorar o metabolismo celular, aumentando a sensação de bem-estar do paciente33.

Dada a especificidade do trabalho do fisioterapeuta, especialmente em UTI’s, onde deve lidar com pacientes em situações de risco, dor, e muitas vezes morte iminente, manipulando pacientes debilitados num contexto de muita pressão e exigência, considera-se importante a investigação do stress entre esses profissionais. A saúde do profissional de saúde, em grande parte, dependente de seus níveis e sintomas de stress, deve ser objeto constante de atenção, visando à prevenção do adoecimento e a manutenção da acuidade e adequação de seu trabalho.

Este estudo visou investigar sintomas e níveis de stress e estratégias de enfrentamento em fisioterapeutas que atuam nas UTI’s de um Hospital Estadual do interior do Estado de São Paulo, o qual dispõe de quatro Unidades de Terapia Intensiva: UTI pediátrica (dez leitos e um isolamento), UTI para adultos (dez leitos e um isolamento), Unidade de Terapia de Queimados (quatro leitos) e UTI Coronariana (nove leitos).

Tabela 1- Dados demográficos, ocupacionais e tipos de sintomas de stress relatados.

Método

Participaram do estudo, os sete fisioterapeutas contratados que trabalham nas UTI’s do hospital onde os dados foram coletados. Para a coleta de dados, foi utilizado o Inventário de Sintomas de Stress em Adultos de Lipp – ISSL 15 e um roteiro de entrevista semi-estruturada em forma de questionário para identificar as estratégias de enfrentamento utilizadas pelos participantes.

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Ciências da UNESP-Bauru e aceito por Comissão Científica da instituição hospitalar. Os profissionais foram convidados a participar da pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados obtidos foram analisados de acordo com o instrumento e o referencial teórico utilizado no mesmo15.

Resultados e Discussão

Foram entrevistados cinco mulheres e dois homens, com idades entre 26 e 30 anos, com tempo médio de trabalho na função de 2,8 anos, sendo que três tinham outras atividades de trabalho extra-hospitalares.

De acordo com o Inventário de Sintomas de Stress utilizado, nenhum dos participantes apresentou stress significativo, embora todos tenham referido sintomas físicos e/ou psicológicos de stress. Os sintomas mais encontrados foram: cansaço excessivo, vontade súbita de iniciar novos projetos, vontade de fugir de tudo e pensar constantemente em um só assunto, encontrando-se pelo menos um desses sintomas psicológicos em seis participantes.

Para cinco profissionais entrevistados, o fator mais estressante no trabalho é a falta de entrosamento entre os membros da equipe multiprofissional (participantes 1, 2, 3, 4 e 7), o qual é enfrentado por meio de dedicação/ tentar fazer o melhor possível no trabalho e no ambiente pelos participantes 1, 3 e 4 e enfrentado pelo afastamento/ tentativa de ignorar a situação pelos participantes 2 e 7. Os participantes 3 e 4 também citaram como fonte de stress, as condições graves dos pacientes, com sofrimento e prognósticos negativos, sendo que o participante 3 refere que enfrenta dando o melhor de si e recorrendo à fé e o participante 4 refere evitar envolvimento e relações mais próximas com pacientes e familiares. O participante 7 refere sentir raiva frente à falta de entrosamento na equipe, compensando este problema pelo bom relacionamento existente em outra equipe da qual participa em outra instituição.

Os participantes 5 e 6 relataram que a principal fonte de stress no trabalho é a falta de reconhecimento da profissão de fisioterapia por parte de alguns médicos e enfermeiros, limitando a capacidade de atuação profissional.  Esta situação gera frustração e desânimo e é enfrentada por ambos, mostrando sua capacidade profissional por meio dos resultados de seu trabalho e tentativa de ganhar espaço de atuação.

Outras fontes de stress e estratégias de enfrentamento foram citadas pelos profissionais. Os participantes 3 e 5 referiram recorrer às suas crenças religiosas (pensar em Deus) e busca de lazer (sair com amigos e passear) frente ao stress no trabalho.  A participante 1 refere que também tenta reduzir seu stress sendo amiga de todos e mantendo bom relacionamento com todas as esferas e funcionários do hospital. A participante 2 referiu procurar tratar todos com respeito e educação e que sente irritabilidade frente à falta de entrosamento na equipe multiprofissional. O participante 3 procura compreender as limitações do ser – humano e o participante 4 refere sentir angústia e sensação de impotência frente aos problemas enfrentados junto a pacientes e equipe.

Seis entrevistados avaliaram seu modo de enfrentamento como efetivo, visto que as estratégias que utilizam reduzem seu stress no dia-a-dia do trabalho. A participante 4 referiu que seu modo de enfrentar é parcialmente efetivo, relatando que nem sempre consegue se distanciar emocionalmente dos pacientes e/ou familiares e não consegue parar de pensar na situação dos mesmos; sente-se angustiada e impotente diante do sofrimento dos pacientes e refere como único sintoma de stress, problemas dermatológicos prolongados. Segundo Messias34, a interação prolongada com pacientes de risco pode levar a uma assimilação do sofrimento emocional transmitido pelo paciente.  Essa absorção pode ser somatizada, em razão do número de pacientes que são atendidos em um dia inteiro de trabalho.

Os resultados obtidos por meio deste estudo se assemelham aos encontrados na literatura, indicando a ocorrência de sofrimento psicológico entre os profissionais de saúde que lidam diariamente com a dor e morte de pacientes10,11. A morte de pacientes no hospital ainda é encarada com muita dificuldade ou mesmo como um tabu, sendo vista como um fracasso ou derrota por muitos profissionais35, 36. Os resultados demonstram também que as dificuldades de relacionamento entre os membros da equipe multiprofissional são fontes importantes de desgaste e stress profissional conforme apontamentos de outros pesquisadores8.

Considera-se a multiprofissionalidade como a realização de um conjunto de ações de saúde e não como ato isolado, realizado entre profissionais de múltiplas especialidades em complementaridade e em cooperação, visando o melhor atendimento do paciente, compreendendo-se a relevância da articulação das ações e da interação harmônica entre os profissionais. Desta forma, a falta de cooperação, reconhecimento e/ou interação profissional pode ser identificada como importante fonte de stress. Este fator37 interfere na qualidade das ações de saúde e na satisfação com o trabalho pelos profissionais da equipe, tal como referido pelos entrevistados neste estudo e o encontrado na literatura, especialmente entre categorias profissionais que vêm elaborando suas identidades no cotidiano das instituições de saúde tradicionalmente médicas.

Conclusão

A faixa etária (adultos jovens) e o pouco tempo de serviço na área e/ou setor, além de fatores pessoais (modos efetivos de enfrentamento; busca de religiosidade e lazer, dentre outros) e organizacionais (organização dos setores e do hospital), pareceram atuar positivamente junto à população estudada, resultando em ausência de stress quantitativamente significativo. Entretanto, todos os participantes apresentaram algum tipo de sintoma de stress, predominando os psicológicos. As fontes de stress mais apontadas pelos fisioterapeutas indicam a necessidade de maiores investimentos nos recursos humanos das instituições hospitalares, com a realização de programas voltados para a melhoria das relações nas equipes profissionais, visando a modificação de padrões disfuncionais nas relações multiprofissionais, além da prevenção do stress desencadeado pela própria natureza do trabalho do fisioterapeuta em UTIs, onde as vivências de sofrimento e dor são cotidianas. Sugere-se a realização de trabalhos similares com maior número de participantes e com outras categorias profissionais em saúde e aprofundamento na identificação de processos e formas de enfrentamento utilizadas por estes profissionais.

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