Célula-tronco pode reverter dano neurológico causado por esclerose

São Paulo – Estudo do Departamento de Medicina da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, com a participação de especialistas brasileiros, conseguiu reverter déficits neurológicos em pacientes com esclerose múltipla progressiva utilizando células-tronco, de acordo com informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). As células foram usadas para "reinicializar" seus sistemas imunológicos, retrocedendo os danos em estágios iniciais da doença.
São Paulo – Estudo do Departamento de Medicina da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, com a participação de especialistas brasileiros, conseguiu reverter déficits neurológicos em pacientes com esclerose múltipla progressiva utilizando células-tronco, de acordo com informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). As células foram usadas para "reinicializar" seus sistemas imunológicos, retrocedendo os danos em estágios iniciais da doença.
A maioria dos pacientes com esclerose múltipla, doença neurológica crônica, tem episódios que são geralmente reversíveis. No entanto, de 10 a 15 anos após o início da doença, a maior parte dos pacientes desenvolve esclerose múltipla progressiva, com danos neurológicos graduais e irreversíveis. A pesquisa envolveu 21 pacientes, com idades entre 20 e 53 anos, submetidos ao tratamento entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2005. Os voluntários apresentaram melhoria em andar, na força nos membros, na coordenação muscular e visão.

A pesquisa, que será publicada na edição de março da revista The Lancet Neurology, conta com os brasileiros Julio Cesar Voltarelli, do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fapesp. O estudo foi liderado por Richard Burt, que já colaborou com Voltarelli em pesquisa sobre uso de células-tronco em pacientes com diabetes tipo 1. Os especialistas iniciarão nova fase da pesquisa com número maior de pacientes.

Adalberto Tripicchio

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