Otimismo é definido pelos genes, diz estudo

Uma pesquisa da Universidade de Essex, no Reino Unido, sugeriu que ver o mundo com otimismo ou pessimismo pode depender da versão que uma pessoa possui de um gene envolvido no transporte de um neurotransmissor, a serotonina, que influencia o humor.

Uma pesquisa da Universidade de Essex, no Reino Unido, sugeriu que ver o mundo com otimismo ou pessimismo pode depender da versão que uma pessoa possui de um gene envolvido no transporte de um neurotransmissor, a serotonina, que influencia o humor.

Os portadores da versão longa do gene 5-HTTLPR tendem a enxergar os aspectos mais positivos da vida, minimizando os negativos. Quem tem a versão curta, tende a reagir de maneira contrária.

Os psicólogos envolvidos no estudo acreditam que os resultados podem ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para ansiedade e depressão.

Imagens

Para chegarem a suas conclusões, os pesquisadores mostraram pares de fotos selecionadas entre 20 agradáveis, 20 desagradáveis e 40 neutras a 97 voluntários. Equipamentos monitoraram qual das duas fotos apresentadas chamavam mais a atenção dos participantes.

Os portadores da versão longa do gene fixavam os olhos nas imagens positivas de coisas como doces, e os que possuíam a versão curta, eram atraídos por imagens negativas, como aranhas.

Os psicólogos dizem que todo mundo tende a ser seletivo ao notar eventos bons e ruins e estas tendências desempenham um papel importante na reação geral ao estresse.

Mas a pesquisa, divulgada em "Proceedings of the Royal Society B", mostra que uma variação genética comum reforça essa tendência pessoal.

Elaine Fox, da Universidade de Essex, que liderou o estudo, disse: "As pessoas que possuem uma forma do gene transportador da serotonina tendem a olhar para o lado bom da vida e, de maneira seletiva, evitar as coisas negativas."

"Os portadores da outra versão demonstraram uma ausência completa desta tendência protetora."

"Os seres humanos diferem em termos de atenção a estímulos emocionais e isto pode criar uma diferenciação na resistência e vulnerabilidade a distúrbios emocionais", concluiu Fox.

A ausência desta "tendência protetora", conclui o estudo, provavelmente está ligada a uma maior vulnerabilidade a distúrbios de humor e ansiedade.

Fonte: BOL Notícias

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