As dificuldades das crianças que sofrem de Gagueira

Gagueira

Este é um assunto que aflige muitas crianças, adolescentes e adultos.

Vamos falar aqui mais especificamente das crianças, já que gagueira geralmente aparece na infância, fase de formação do indivíduo. Fator este que pode prejudicar bastante as relações sociais, pois a criança que sofre dessa dificuldade por vezes se torna motivo de chacota dos que a rodeiam, vivenciando situações ansiogênicas e aversivas que podem potencializar a gagueira diminuindo assim a freqüência de sua fala e sua vontade de convívio social, como a escola e outros ambientes.

Primeiramente, é importante identificar a natureza do problema, pois precisamos descartar a possibilidade de ser um problema orgânico para saber se será necessário um tratamento neurológico, fonoaudiológico ou psicológico. Em alguns casos pode ser preciso um acompanhamento com mais de um profissional.

A gagueira quando psicológica pode ser decorrente de um susto, trauma ou algum outro fator ocorrido nos primeiros anos de vida que desencadearam essa dificuldade.

E, sendo psicológica, qual será a melhor maneira de pais, professores e amigos lidarem com essas crianças para que o problema não se agrave?

Atitudes que devemos evitar:

·  Demonstrar impaciência;
·  Gritar;
·  Interromper;
·  Não dar atenção ao que fala;
·  Finalizar a frase pela criança;
·  Responder perguntas direcionadas a ela;
·  Dizer para respirar, pensar e recomeçar a frase;
·  Dizer que pare de gaguejar;
·  Menosprezá-la por demorar a concluir a frase;
·  Demonstrar pena;
·  Sugerir que fale apenas palavras fáceis de pronunciar.

Nenhuma dessas atitudes fará com que a criança pare de gaguejar. Ao contrário, a tendência é só piorar, pois ela se sentirá cada vez mais impotente e incapaz de se comunicar.

O ideal é:

·  Olhar nos olhos da criança;
·  Ter paciência;
·  Deixá-la falar no tempo dela;
·  Dar atenção ao que diz.

Com essas atitudes, podemos conseguir que essa criança se sinta valorizada e que diminua seu grau de ansiedade em situações de convívio social.
Precisamos prestar muita atenção às nossas atitudes e não deixar que as crianças se sintam desvalorizadas. E quando achar necessário procure um profissional.

Fernanda Pallone
Psicóloga
CRP: 06/87187

Clínica Qualidade de Vida
Rua D. Pedro II, 2066
Tels: 3374-7534 e 3376-1129
São Carlos – SP

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