Hospital amplia serviço de apoio psicológico para mulheres com câncer

O Núcleo de Psicologia do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, vai iniciar no próximo mês um projeto piloto voltado a mulheres com suspeita de câncer de mama. Todas as pacientes encaminhadas à instituição serão convidadas a participar de um grupo de apoio enquanto aguardam a confirmação do diagnóstico. O objetivo dos encontros é fornecer informações sobre a doença e seu tratamento, deixando as pacientes mais estruturadas para lidar com o problema.

O Núcleo de Psicologia do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, vai iniciar no próximo mês um projeto piloto voltado a mulheres com suspeita de câncer de mama. Todas as pacientes encaminhadas à instituição serão convidadas a participar de um grupo de apoio enquanto aguardam a confirmação do diagnóstico. O objetivo dos encontros é fornecer informações sobre a doença e seu tratamento, deixando as pacientes mais estruturadas para lidar com o problema.

As reuniões serão semanais, com duração de aproximadamente duas horas. "Na última meia hora, vamos ensinar técnicas de relaxamento para ajudá-las a lidar com a ansiedade", conta a psicóloga Alcina Meirelles, idealizadora do projeto. "O tempo médio para a realização dos exames é de cerca de um mês. Em menos de 10% dos casos o diagnóstico de câncer se confirma", explica a psicóloga. Quando isso acontecer, a paciente será convidada a participar do Grupo de Reabilitação Para a Vida, que presta acompanhamento psicológico às mulheres durante todo o tratamento.

A desinformação em relação à doença, afirma Alcina, favorece o surgimento de sintomas ligados à ansiedade e ao stress, como taquicardia e aumento da pressão arterial. Isso pode afetar o sistema imunológico das pacientes e deixá-las mais suscetíveis à depressão.

Além de aumentar a adesão ao tratamento, portanto, o atendimento psicológico pode influenciar positivamente em seu resultado. "Há muitos conceitos errados sobre a doença, muitas pessoas a associam a uma sentença de morte, nem sequer têm coragem de mencionar a palavra câncer. Também fazem uma imagem da cirurgia e da quimioterapia muito pior do que a realidade. Nas reuniões elas compartilham experiências e percebem que muitas já conseguiram superar o problema, percebem que existe vida após o câncer."

Fonte: BOL Notícias

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