Realidade e “natureza humana”

– A situação de um contato ¨bom¨.-As possibilidades na fronteira de contato.-A possibilidade neuróticas na fronteira de contato.-¨Mente¨.-Enfermidades psicossomáticas.
* A Situação de um contato “bom”

Num contato ¨bom¨ o problema é, clarear as relações entre as partes, e na medida em que a ¨clarificação¨ prossegue nos detalhes , os laços de relação são novamente aceitos e ¨sentidos¨. E aceitos facilmente…

Na antiguidade, Aristóteles falava de funções ¨vegetativas¨, sensações, motricidade, como ¨atos da alma¨, e as seguida as relaciona, como, ¨idênticas¨.
Podemos considerar que:

A totalidade dos processos determina as propriedades de uma situação total, e simultaneamente teremos suas propriedades determinantes, que serão expressas no comportamento significativo e atuante, entre o individuo e o seu meio externo a qual tem contato, o que formará seu campo total, ou em outras palavras, sua identidade, personalidade (A que idealiza de ¨si¨ para o ¨mundo¨, e a qual o ¨mundo¨ percebe ¨dele…).

Assim, podemos concluir que o processo de consciência é de importância secundaria, mostra-se a resultante que, dá ao individuo, uma forma e uma ¨justificativa¨, aos seus desejos e necessidades, perante o ¨mundo¨, e como planejará sua ação sobre ele para conquistar os seus objetivos.

É de fácil, verificação que a realidade, conhecida por nós, é composta de ¨totalidades significativas¨, que se sobrepõem entre si, em relações funcionais. E nós não fugimos a esta regra, tanto em nosso comportamento físico, como no comportamento consciente (no corpo e na mente…).

Temos um ¨bom contato¨, quando o todo poder explicar as partes em suas relações, pois elas possuem uma finalidade, que se expressa, no ¨contato¨, e se pode demonstrar sua tendência, quando se completa no todo.

Todo este processo é independente da consciência, sendo está, como já mencionamos a resultante necessária, que orienta e organiza, integrando, quantitativamente e qualitativamente, suas sensações e percepções, em uma linguagem interna única, com a qual planeja e produz a própria ação motora.

Semelhantes ¨todos intencionais¨ ocorrem em outros processos menores como, o sistema cardíaco-circulatório, ou o sistema cardíaco-pulmonar.

O que produz a peculiaridade das relações, que leva a problemas, e se expressam pelo ¨mau contato¨, é, principalmente o sentimento, certo que o ser humano tem de possuir, ¨uma alma¨ e ¨um corpo¨, levando a uma desconexão e de não ser ¨ele mesmo¨, ao experienciar o corpo e o mundo.

Toda ação ocorre, composta de um ¨todo¨, com partes relacionadas que se expressam, através de uma tendência, em sua resposta motora, sensorial, que provocam alterações em seu sistema vegetativo, fazendo com que o ¨contato¨ se de em sua ¨fronteira¨, que está entre o individuo (com suas propriedades e princípios ¨independentes¨…), e o meio que este se encontra (com propriedades e princípios ¨independentes e predominantes o individuo…).

O individuo como conhecemos, que conversa, tem um coração que ¨bate¨, respira, se apaixona, conversa, é a de um ¨campo especifico¨, formado por sua estrutura física, o meio externo com o qual interage, e que produz a sua própria identidade, em que a fronteira-de-contato, a expressão de toda esta totalidade atuante e por consequentemente forma o ¨ego verdadeiro¨, o órgão ¨principal¨ de nossa personalidade (e fruto de tanta discussões infrutíferas de varias das escolas tradicionais de psicologia…), e da situação nova com a qual sempre nos defrontamos em nosso constante desenvolvimento, e conservação.

O maior problema no desenvolvimento de uma teoria correta¨ das ¨relações¨, está em nossa própria linguagem verbal que consequentemente influencia, nossos processos de racionalização e lógica, a confusão começa com a nossa insistente necessidade de organizar o todo através do ¨eu¨  em relação ao ¨todo¨(como se a realidade física fosse fruto da genialidade humana e não a genialidade da realidade originou o homem físico e verdadeiro…), o que gera a cisão mente/corpo.

O discurso filosófico comum neste contexto inicia quando dizemos ¨interno¨, para dentro da pele, lugar da ¨alma¨, etc. E ¨externo, para fora da pele, lugar do ¨mundo¨, etc. Mas quando falamos de mundo, temos que incluir o corpo, e consequentemente o individuo, então ¨interno¨ se transforma em ¨dentro da mente (??!)¨, mas não dentro do corpo. mo

A consciência é o resultado de um ajustamento da experiência da interação na fronteira, assim como já foi observado ela possui uma função especifica dentro da totalidade, mas não é a totalidade como se mostra em todas as suas propriedades, ela irá ocorrer quando houver a necessidade de maior seletividade, do individuo em sua relação com o meio, sempre com características que forçam o individuo a ações ou comportamentos ¨mais complexos¨, para sua conservação e desenvolvimento.

Exemplo.

– A visão, se torna atenção deliberada, que se torna um ¨gatilho¨ a um processo de analise mental da situação, transformando-se em planejamento elaborado internamente que busca um resultado especifico, a ¨acuidade visual¨ quando a ação física ocorrer para ele próprio não errar, etc.

Tudo isto basicamente, é para simplificar a organização do campo organismo/meio, para completar suas situações inacabadas.

Na fronteira, onde ocorre à interação, sua sensitividade, resposta motora e sentimento estão voltados para o meio e para o ¨eu idealizado¨, contudo em ato, no contato, há um único e único movimento total integrando todas as propriedades relacionadas.
Tender a estruturas mais simples de campo, como resultante da interação na fronteira-de-contato, entre as tensões orgânicas e do meio, até que se estabeleça um equilíbrio relativo, até o próximo processo que exigira do individuo ajustes para que continue a própria manutenção e desenvolvimento, é sinal de bom contato, um individuo integrado e bem adaptado eficiente em sua auto-sustentação individual.  

* As possibilidades na fronteira-de-contato

É na fronteira de contato, que tudo acontece, durante o interagir, e ocorre de várias formas:

1) Se o equilíbrio é restabelecido, sem perda das propriedades do individuo integrado, e este se adapta de forma ajustada, com o alivio da tensão motora acumulada, ele está relaxado, integrado com o meio de forma ¨saudável¨.

2) Se houve dificuldades em equilibrar ¨suas necessidades¨, com as possibilidades que o ¨meio proporciona¨, mas o individuo consegue após um interagir bem definido, liberar a tensão e se ajustar ao meio direto a sua volta, houve uma experiência que se integra ao individuo de forma saudável, pois a ação física e o pensamento ¨planejado¨ se refletem em um resultado físico, positivo para o individuo, que consciente as percebe como uma só, não em sua relação funcional.A eficiência do processo se mostra de sua capacidade de relaxar deliberadamente, e expandir-se numa interação harmoniosa e integrada, é um momento recreativo, que se expressa nas características de sua personalidade que expõe.

3) A situação é ameaçadora: a fronteira se torna insuportavelmente sobrecarregada devido às forças do meio que atuam sobre o individuo, que devem ser rejeitadas por este, através de seu julgamento e evitação quando necessárias.

4) Numa situação de frustração, inanição e doença; a fronteira se torna sobrecarregada devido as forças que o individuo, não consegue reunir, dentro de si, para interagir com o meio direto, que se encontra a sua volta. Em ambos os casos de excesso, perigo ou frustração há funções temporárias, que confrontam as emergências, para essencialmente proteger a identidade integrada do individuo, perante o meio que produz forças variáveis, independentes deste, que se reflete na superfície sensitiva, expressa pelo seu comportamento continuo e reações aos acontecimentos das situações do interagir com o meio, que podem ser verificadas em todo o reino animal. Alguns exemplos como:A fuga irracional, do pânico.

O ¨choque¨… A ¨anestesia¨… O ¨desmaiar¨… O ¨fingir-se de morto.São alguns atos que protegem a fronteira, esperando que a emergência acabe, e utilizados quando os processos racionais se tornam incapaz de achar soluções eficientes para ser executado, em conjunto com os processos motores.Ocorrem ainda mecanismos de atuação, para amortecer a tensão na agitação da própria fronteira, como a alucinação, os sonhos, a imaginação ¨escapista¨, o pensamento ¨obsessivo¨, e consequentemente inquietação motora. Os mecanismos contra ¨ameaças¨ estão adaptados essencialmente a proteger a fronteira dos excessos do meio externo ambiente, que se apresentam como perigo. Os mecanismos contra ¨frustração¨ estão adaptados ao excesso de tensão acumulada que ocorrem ao organismo, que não vê possibilidade de liberação, e assim se ¨auto-exauri¨.Podemos assim presumir que a consciência, a qual nos apegamos, e acreditamos possuir uma única função (de expressar a realidade, tal qual como ela é…),  possui mais uma função: exaurir a ¨energia¨, que não pode alcançar um equilíbrio, apesar de que seu continuo uso e relação que tem com o meio a sua volta, pode levar apenas a um retardamento da situação, com o objetivo de obter um descanso e da fuga, quando o problema não pode ser resolvido de outra forma.Podemos verificar a função exaustiva da consciência, de forma explicita, com os sonhos, onde qualquer frustração, ou carência apresentadas no período de vigília, são resolvidas com soluções oníricas, onde as leis normais da física, ou dos princípios sociais esta suspensa.

¨O sonho é a satisfação de um desejo¨, que pode se apresentar latente ou manifesto em sua ocorrência durante o ato de sonhar.Há, portanto várias possibilidades de ações que ocorrem na fronteira de contato, que basicamente são acionados, quando alguma ameaça ao individuo se apresenta de forma clara (pode ser interna ou externa…), são funções temporárias saudáveis, para a manutenção do campo total que forma um organismo e seu meio, expressados em sua identidade e personalidade. A concepção das relações dinâmicas integradas, que desenvolvemos até agora, e suas expressões verificáveis em toda a realidade, se mostram em nossa consciência, como uma função-contato inserido num meio, que continuamente sofre variações e que necessita conservá-lo na formação de seu campo total.

Existem relações funcionais definidas, observáveis e passiveis de experimentação, entre o individuo e os objetos com o qual interage de forma direta, Usamos critérios, que conhecemos como julgamento de ¨bom contato¨, tais como, clareza, uniformidade, força, espontaneidade, intensidade e sentimento. O que também ocorre nas similaridades das estruturas observadas em sua formalidade, seu movimento integrado (que classificamos de funcionamento…), a ausência de contradição nos diversos significados e propósitos (que leva ao sentimento coletivo/social…).Podendo se mostrar analiticamente e experimentalmente, em variações que serão ¨sentidas¨ durante o ¨contato¨, tanto em relações de efeito como de causa com origens ambiental ou somática.

* A possibilidade neurótica na fronteira-de-contato

Imagine que em lugar, do restabelecimento do equilíbrio saudável, integrado com a totalidade e ajustado, seja fixado um padrão de ocultamento e alucinação, quando ocorre um excesso de perigo, no qual se sente ameaçado, que consequentemente leva a frustração, em um estado de emergência para o individuo total, levando a um desiquilibrio crônico de baixa tensão, num incômodo continuo que sente como perigo, entremeado de crises agudas ocasionais, e nunca completamente relaxado.

O perigo diminui a oportunidade de satisfação, num meio que expressa variações, o que intensifica a frustração, porque existe uma premência de exploração de novas abordagens que não consegue expressar, o que diminui a oportunidade de uma seleção ¨criteriosa¨, que resultaria na satisfação de suas necessidades, prefere criar ilusões e suprimir a deliberação, o que faz, de forma prática, e assim aumenta o perigo já existente a um nível insuportável.

Vemos isto, na ¨insegurança¨ e na ¨ansiedade¨, por exemplo…
Ambas as funções de emergência, ficam relacionadas assim, ao ocultamento ou evitação deliberado, da situação, ou a uma hiperatividade não deliberada (que independentemente levam a um mesmo resultado dinâmico…), que entram em ação de forma similar que é:

– a ¨atenção¨ se afasta das ¨exigências¨ externas e a percepção do ¨corpo¨, como parte integrante de sua totalidade é anulada (restando somente justificativas abstratas do que ele sente, do porque, do que ele é, etc.).    

A razão disto está que as excitações orgânicas são ameaças controláveis em meio aos distúrbios que se agravam mutuamente, assim o meio externo agressivo, recebe atenção direta, mesmo quando não apresente agressões diretas ao individuo (o que o fixa em um padrão neurótico…).

O problema é que, semelhante estado, fornece uma ¨atenção alienígena¨, irrelevante para produzir uma ação eficiente às próprias necessidades, pois o que sente de si próprio, é reduzida, fazendo com que o contato não ocorra de forma expansiva (quando o individuo, ¨lança¨ seus sentidos ao meio externo direto…), mas retrai-se diante do golpe, que ¨não aconteceu¨, mas que vai acontecer ¨com certeza…¨, o que produz um estado de prontidão muscular, em lugar de um estado de organização e orientação sensorial integrado:

– um homem olha fixamente, sem realmente enxergar, pois ele enxergará somente o que justifique seus medos…

– uma mulher escuta, sem realmente ouvir, pois ela precisa ouvir o que ela acredita, o que imagina que irá acontecer…
Resumindo!!!

A ¨neurose¨ se manifestará na fronteira por, tensão interna ¨inconsciente¨ (armadura corporal…), percepção do meio externo imediato, de forma que esteja organizado e orientado a manutenção de suas ¨idéias fixas¨, que o mantém sem uma ação de próprio cunho, com iniciativa, e uma ação motora, passiva (exemplo o depressivo…), ou excessivamente ativa (exemplo o paranóico…).

Neste ínterim, a consciência, para tentar exaurir as tensões internas, por meio de atividades na fronteira, que não estejam atuando diretamente, no que mais teme, e que estejam isoladas, intensifica-se ao máximo possível (há sonhos superficiais, pensamentos obsessivos, preconceitos, etc…), mas isto só se manterá seguro, enquanto mante-la isolada do resto do sistema.

¨Sonhar é algo espontâneo e não premeditado, mas sonhar acordado, até que se torne um hábito, implica intencionalidade¨.

* Mente

A ¨mente¨ como a conhecemos (e descrevemos nos processos anteriores, até agora…), possue um sentido, orientado a algo, e seu funcionamento é expresso pelo sentimento exposto no interagir.

Assim temos:

1º) As excitações orgânicas são anuladas seletivamente, de acordo com características apresentadas pelo meio e individuo, naquela situação (exemplos: enrijecer o peito ou a barriga, ¨travar¨ o maxilar, etc.). Assim as relações funcionais entre órgãos e a consciência não são sentidas de imediato e diretamente, elas são ajustadas dentro dos ¨princípios e crenças¨ criados para justificá-los (base das teoria dominantes expostas ao longo dos anos…).

2º) Ocorre uma cisão entre o que é desejado, e o que é percebido, sensações antecipadas ou reativas em seu estado bruto não são manifestadas e  a figura perde vivacidade (se torna uma abstração simbólica, criação das expressões lingüísticas…), assim a unidade total (físico-meio), que forma o campo atuante, não se torna consciente em sua abrangência.

Então o ¨meio externo¨ é percebido como ¨alienígena¨, matizado de hostilidade, pois tudo que é ¨estranho é um inimigo¨.  

3º) A impossibilidade de agir espontaneamente e a necessidade de restringir a ação perante um meio em constante mudança, geram um sentimento exagerado de si em relação ao meio, o qual denomina de ¨vontade¨, que se torna a característica mais difundida e dominante na relação que se estabelece entre o individuo e o meio (quando ¨quero¨ mover minha mão, uso a minha força de vontade, se precisa emagrecer ¨é só ter força de vontade¨…portanto minha mente possui força sobre o corpo!!!).

4º) Os processos de liberação que não apresentam risco, como os sonhos e especulações são supervalorizadas, desempenhando um papel desproporcional de si, a conservação e desenvolvimento do organismo, são funções de retardamento, calculativas e restaurativas, são consideradas como atividades finais e principais da mente.

Temos na mente então, não funções separadas por grau de importância ou complexidade, mas elas nos são dadas, por uma experiência imediata de tipo único que os integra, e somente se as condições forem alteradas (o que pode ocorrer provindo da origem orgânica ou externa…).

Abstrair-se são tornar determinadas atividades, e mobilizadas de forma mais eficiente em sua orientação e organização, aquela situação especifica no qual atua.

Elas podem aparecer de diversas formas, mas independentemente sempre estão relacionadas e integradas, são:

– sensoriais.

– muscular/moras.

– verbais, etc.

Assim as abstrações verbais, onde se desenvolvem nossos simbolismos de identificação, e se criam nossas figuras de linguagem, e que devem refletir, sentimentos e desejos de forma a ação comportamental se tornar mais fácil de desenvolver, são a resultante que integrariam a confusão de excitações variadas no organismo, com sua identidade única, que ocorrem e atuam durante sua vida e a relação que se forma com seu meio externo direto.

* Enfermidades Psicossomáticas

Mas o grande problema é o uso de forma errônea que predomina nas escolas tradicionais de psicologia, do uso da ¨mente e suas qualidades mentais…¨, o que se tornam verificáveis principalmente, quando analisamos as doenças psicossomáticas.O individuo quando tem uma fixação que o impede de fazer um contato ajustado com o meio, refletindo em seu interno, em um ¨desajuste constante¨ (que se expressa na sensação de ser desprezado ou desprezar algo, ser poderoso ou estar sobe o poder de algo, etc.), fazendo com que não perceba que esteja exercendo um controle deliberado sobre o seu corpo, com o qual tem uma percepção limitada, por que na maioria das vezes não sente a si mesmo como integrado a ele.Podemos averiguar isto quando ele com muitos motivos para chorar, os expressam em voz indiferente, onde as lagrimas estão distantes de aparecer, mas ele se habituou, e não percebe que está inibindo suas funções expressivas, e agora sofre de dores de cabeça, falta de fôlego e até sinusite.Os músculos dos olhos, a garganta e o diafragma são imobilizados para impedir a expressão do choro, quando a situação e propicia.

Contudo este autocontorcer-se e auto-sufocar-se, provocam excitações que lutam pela manutenção do estado atual, então ele, expressa sua irritação e dor, que devem, por sua vez serem bloqueadas, pois este individuo deve continuar seus afazeres, ser dar atenção, as frescuras ( então ele toma um comprimido, pinga um remédio no nariz, vai no médico que confirma o que quer acreditar, etc.).Finalmente quando ele começar a ficar muito doente (a estrutura orgânica foi afetada em seu funcionamento fisiológico…) , as dores de cabeça se tornam insuportáveis, asma e vertigens não o deixam ¨levantar da cama¨, ele custa a aceitar, a ele aparenta ser algo novo, estranho, vindo de um outro mundo:- Seu corpo, que não consegue comandar, perdeu o controle.Ele não diz…¨Estou fazendo minha cabeça doer a tanto tempo, segurando a respiração, que embora não esteja consciente de como, sei que faço, por alguma coisa que temo¨.

O que realmente acontece é que ele sofre da dor de cabeça, e que ela é a responsável  por tudo de errado que acontece com ele. Isto acontece com a asma e tudo o mais que aparecer e puder ¨culpar¨.Ótimo. Seu corpo está ferido, algo estranho o invadiu, assim ele deve ir ao médico.E para o médico tradicional é uma afecção meramente funcional (uma virose, stress, o tempo etc.), não apresentando assim danos anatômicos e fisiológicos flagrantes, o médico decide que não há nada de errado e lhe dá algum remédio que acalme o sintoma. Porque também o médico acredita que o corpo é um sistema fisiológico sem afeto (As grandes instituições acadêmicas baseiam-se ainda na proposição de que a há um corpo e uma mente separados no seu funcionamento…Sem falarmos da ¨alma¨?!?…).Porém a doença em nossa sociedade é hiper-valorizada (o que é bom para o nosso individuo neurótico, não?…), o que serve de suporte as crenças que o individuo necessita para não mudar, sua personalidade ganha uma nova orientação, e podem assim organizar a mente e o corpo em uma relação que o deixe ¨tranqüilo¨.Assim ele fala ¨de minhas dores de cabeça, minha asma, etc¨. A doença é uma situação inacabada, que deve se manter assim, podendo ser acabado somente pela cura, ou pela morte (que dependerá das vantanges que estas possam proporcionar…).

* Referências

-WATSON G: ¨ACTION FOR UNITY¨, NOVA IORQUE: HARPER, (1.947).

-LEWIN K: ¨A DYNAMIC THEORY OF PERSONALITY¨, NOVA IORQUE: MCGRAW

-HILL (1.935).-HAMILTON G. V. A: ¨A RESEARCH IN MARRIAGE¨, NOVA IORQUE: BONI (1.929).

-ALLPORT G: ¨CATHARSIS AND THE REDUCTION OF PREJUDICE¨, JOURNAL OF SOCIAL ISSUES: (1.945), I, N, 3.  

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