Aspectos gerais de uma terapia dinâmica

-A técnica.-Visualização.-Silêncio interior.-Primeira pessoa do singular.-Concentração corporal.

* A Técnica

As teorias são totalidades, unificações de muitos fatos, que se integram através dos estudos de um orientador. As vezes, uma teoria simples, precisa ser corrigida, quando fatos novos aparecem e se mostram adequados, mas não se enquadram na concepção original, o que muitas vezes pode gerar complexidades confusas a uma hipótese coerente de trabalho.Quando isto ocorre, é preciso buscar uma reorientação, novos fatores em comuns que possam simplificar a perspectiva apresentada.Um exemplo simples disto, é a tradicional teoria da ¨transferência¨, onde a concepção de ¨libido¨, era essencial na forma como a psicanálise apresentava (uma justificativa ¨cientifica¨ para o fato de muitos pacientes se apaixonarem ou obedecerem a seu analista…)

Quando na atitude hostil em relação ao analista, a agressão foi admitida como ¨transferência negativa¨ (de novo uma justificativa, para o fato do paciente não responder ao tratamento de forma desejável, quando as gratificações lhe eram negadas…).A partir dela descobriu-se que mesmo quando recebia gratificações que desejava, um paciente não poderia ser tão franco, quando se esperava, recebendo assim uma atenção especial, originando então a ¨transferência negativa latente¨ e um desenvolvimento adicional no conhecimento da ¨transferência¨, acrescentado novos ¨motivos¨ e abordagens.A nossa técnica é simples, baseia-se em necessidades práticas na atuação do individuo em relação a seu meio, com o qual interage e apresenta constantemente, princípios de funcionamento, indiferentes ao individuo e suas necessidades (a sociedade busca a sua própria existência, e não permite que nada a ameace…), buscando que este, se adapte de forma adequada, ajustando-se quando necessário, o que ocorre principalmente nos casos em que suas necessidades e gratificações são negadas, quando interage com o meio (neste caso a sociedade…), e este nega diretamente e abertamente.A meta principal é recuperar a ¨sensação de si mesmo¨, de sua existência como um ¨todo funcional¨ (organismo, personalidade e meio social em que vive e rege suas ações cotidianas…) e as relações que mantém o funcionamento de forma eficiente, tendo como eficiente a referencia de um comportamento auto-sustentável em relação ao meio, aceitando as conseqüências, tanto as vitórias, como as derrotas, tomando a iniciativa para manter-se, e sua personalidade única. Mas a realização desta meta é mais difícil do que se apresenta, principalmente se você está ¨erradamente¨ condicionado (acreditando ser especial, ou o ¨coitadinho…), se você tem hábitos ¨errados¨ (um comportamento passivo, não agi quando necessário, um comportamento de dependência, ¨a vida não presta então vou beber em vez de agir¨…), o que torna muito difícil, modificar o estado das coisas e adquirir novos hábitos.

A aquisição de uma técnica nova, sem considerar a anulação de atitudes erradas, não é de forma alguma fácil, necessita apresentar algum novo estimulo com o qual o individuo se identifique e queira mudar (nossa diferença com a psicanálise por exemplo onde a transferência se baseava na figura do analista, a nossa se baseia no conteúdo do aprendizado apresentado ao paciente…).Nossa técnica não depende de nosso processo intelectual, embora não ignoramos a importância e a necessidade do intelecto no processo de assimilação, mas todo o organismo deve ser despertado para uma vida mais completa.

Assumindo que somos ¨eventos em constante mudança no espaço-tempo¨, dentro de ¨campos¨ que vão se formando ao longo de nossa existência , levando a nós a uma nova compreensão de nossa natureza, tanto física, como psicológica, ao entendermos a relatividade do comportamento humano, de ¨certo¨ e ¨errado¨, de ¨bom¨ e ¨mau¨, ou ¨familiar¨ e ¨estranho¨.E finalmente, operando com as funções de identificação e assimilação integradas as relações ocorrente, e consequentemente ocasionando, projeções de si, expressas no comportamento atuante durante o interagir, ajustadas a situações e eventos apresentados, de forma a manter-se em ação e a própria identidade perante a totalidade, fazendo com que a consciência se torne objetiva as reais situações apresentadas.

* Visualização

Infelizmente, os sentidos não são prontamente reconhecidos, como ativos e diretamente responsáveis pela assimilação da realidade que cada um conhece. Estamos acostumados a pensar no comando de uma personalidade ou alma, uma entidade etérea independente do corpo físico que realmente interage, fazendo dos sentidos, um mecanismo passivo a assimilação constante.

Pessoas  cujas mentes estão cheia de palavras, ressentimentos ou desvaneios  em geral não olham o mundo absolutamente, mas apenas observam sem um interesse real em seu meio externo, preferindo criar a sua própria realidade, o que influencia em sua personalidade abstrata.

Assim devemos priorizar, a ¨visão interna¨, faze-la trabalhar ajustada as relações ocorrentes na totalidade.

Exemplo:

_ Feche os olhos e observe a primeira imagem que surgir ¨na tela de sua mente¨. Aqui nesta situação você encontrará, uma tendência a fugir, um desejo de resistir a imagem, por achá-la absurda sem propósito, ou pode haver confusão, ou ficar saltando de uma imagem a outra, incapaz de sustentar nenhuma delas. Este salto de uma imagem para outra, caracteriza a pessoa nervosa, inquieta, incapaz de se concentrar.

O primeiro passo, é compreender que as imagens, não saltam, e sim você salta de uma imagem para outra, tente se conscientizar do processo físico expressado pelo corpo, que neste caso são minúsculos movimentos, que ocorrem nos seus olhos da musculatura ocular e acessória,permita que isto continue a ocorrer, mas agora você se encontra ¨integrado¨ ao movimento, não resista a sua instabilidade, até obter uma concepção, das relações que produzem a totalidade desse mecanismo, e não avance até compreender adequadamente quem você é, e sua relação com seu meio, que pode torná-lo distante e alheio as imagens internas e sua relação com os eventos externos reais..

Então, só então, descubra o que o deixa nervoso (se realmente a culpa é do outro, ou é sua responsabilidade…), sua timidez ou a agressividade do outro,falta de interesse ou o desinteresse do outro pelo que faz, etc.

Só depois de estar consciente da situação como ela realmente se apresenta, você pode ter ¨acesso¨ as resistências senso motoras, sendo possível encontrar um caminho para achar o seu verdadeiro ¨eu¨.

Concentre-se repetidamente na mesma imagem, até que a ¨razão¨ e o objetivo ¨saltem ¨em sua consciência.

Quando sem interferência, tiver descoberto o que se interpõe entre você e sua imagem, proceda ao contrário, seja corajoso, perseverante e interessado, independente do resultado que se apresente, e encare as imagens diretamente.

Tendo encontrado a imagem com que mais se identifica, faça duas coisas:

– Primeiro avalie sua relação emocional a ela (você gosta ou não do que vê o que sente então… Experimenta alguma resistência em relação à imagem?  E caso afirmativo expresse-a de forma direta, seja ofensivo, se não gostar, você pode amar a imagem, e se ressentir pelo fato de ela não retribuir , não se acanhe em dizê-lo em voz alta, sua resistência em voz alta, o mais realisticamente possível.

Um organismo responde a uma situação, tanto interna como externa, Sua reação se baseia nas imagens que produz e pelo qual se orienta, e produz o seu comportamento real.

As pessoas com dificuldades de contato invariavelmente tendem a visualizar coisas inanimadas, em vez das próprias pessoas vivas ( se apegam a sua própria crença…).

Portanto se você descobrir, selecionando objetos e imagens inanimadas, compreenda o que quer evitar, e a relação que você tem com elas e, com isto, terá as verdadeiras causa de suas reações emocionais.

Lembre-se!

De acordo com Freud (que nos deu grandes contribuições…), o ponto fundamental é que para decifrar uma imagem (tão comum aos sonhos…), o necessário é observar cada item de forma individual e inicialmente de forma impessoal, independente de seu conteúdo total.

Devido ao nosso costume habitual de analisarmos só a expressão lingüística dominante, no inicio será difícil ver as diferenças decisivas entre o material que a concentração produz por um lado, e o da simples associação habitual do outro, levando muitas vezes a um ponto cego, no qual você retornará a ele repetidas vezes.

A concentração proporciona um caminho mais curto e superior ao ¨renascimento emocional¨, do que a conversa comum ou a técnica de associações livres tradicionalmente praticada. O valor catártico de se concentrar de se concentrar na imagem de uma pessoa ou evento com quem existe uma relação emocional ¨desequilibrada¨, faz fortalecer e adicionar novas características a personalidade consciente, para agir de forma individual e auto-sustentável.

Este treinamento aqui mencionado com a visão dever ser levado aos outros sentido, e inter-relacionados pela própria função integradora de funcionamento com o meio que o cerca (alcançando assim uma ¨mentalidade plástica quadrimensional, que expressa concretamente o individuo em sua relação com o meio com o qual interage…).

Dê livre vazão ao seus impulsos verdadeiros e diretos. Os sinta sem ¨medo¨(ou descubra porque está com medo…). Enfatizando aqueles que na realidade, se se expressa diretamente, lhe causariam embaraço, ou que você os vê como maluquice.

Esta abordagem, especialmente aquela de ¨tocar¨, lhe dá a ¨sensação¨ apropriada, das relações entre as coisas, levando a experiência das quatro dimensões (tempo: movimento+espaço: distancia e altura). Desenvolvendo o ¨senso de ajustamento¨, e ajudará a produzir a ¨memória eidética¨(identidade de percepção e visualização…) que nos próprios sonhos está sempre presente.

* Silêncio Interior

As palavras dificilmente podem se igualar ao sentimento genuinamente mente expresso, que nada tem a ver com misticismo, ou emoções obscuras ( conhecemos isso popularmente como intuição…), pois se estende muito além das imagens e palavras.

Infelizmente as palavras se tornaram parte de nossa rotina diária, quanto tanto outras mercadorias: alimentos, transportes ou dinheiro, e com elas definimos o mundo e a nós mesmo.

As coisas devem assumir um significado mais profundo (ou seja, das relações que ocorrem com o ¨eu¨…).

Um exemplo é o que acontece na guerra, às necessidades ¨biológicas¨ do individuo se afirmam como prioridade, acima do intelecto, normalmente dominante, o que não é relevante é descartado. Cada situação nos levará a preservação do que é importante quando somos obrigados a ¨optar¨, é quando a ¨intuição¨ aparece que sempre deve nos levar ao ¨silêncio interior¨.

O pensamento verbal e a fala têm uma relação pré-estabelecida de funcionamento e ¨existência¨, o pensamento ¨verbal¨ é uma espécie de fala ¨imaginaria antecipatória¨, originando assim um estado pré-diferencial, que se mostra na relação entre falar e escutar. Se você conseguir reconquistar esta unidade, falar/escutar, pode-se tremendamente aumentar o conhecimento daquilo que pensa e como pensa.

Como exercício inicial, leia em voz alta, ou recite alguma coisa que lhe agrade, e ouça com atenção, como se se escuta outro não você, sua maneira de falar, sem criticas, e sem mudar o seu modo habitual de falar, não faça esforço nenhum, deixe a situação te guiar, aprendendo a se escutar, preste atenção no seu jeito, quando fala com os outros.

Repita estas tentativas várias vezes, até conseguir ouvi-lo, como uma fala ¨subvocal genuína, como quando você utiliza, frases como: ¨Eu digo a mim mesmo¨ ou ¨eu sei que estou certo¨, preparando-se ao encontro que terá com alguém, e o que realmente vai dizer. Persista até sentir integrado em sua ação, a identidade do que escuta e realmente fala, quando acontecer, notara dois fenômenos:

– Seu pensamento ficará mais expressivo, identificando-se com seu ¨eu¨ em ação auto-sustentável, fazendo com que a parte, que se expresse de forma não genuína se desintegre.

– A fala interna obsessiva será interrompida, e você pode até se achar maluco, ao se ouvir de forma tão genuína, sem os apegos a fixações que não se mostram eficientes àquela situação.

Poucas ações desenvolverão o senso de totalidade integrada, que a realidade exige, quanto o escutar seu pensamento, especialmente ao experimentar a reorganização de seu pensamento de forma concreta, ajustadas as relações atuantes com seu ¨eu¨,, o que produzirá uma linguagem eficiente, como ferramenta de um real significado do que sente, o que resultará em uma melhor expressão por sua parte.

Tal reorganização do pensamento é absolutamente necessária para a produção de um bom contato, um contato genuíno.

Com o progresso  do ¨sentir¨, surgirá um conhecimento mais profundo das características da própria personalidade, você descobrirá a verdadeira causa de sua monotonia, do seu lamento, ou na tagarelice de se ¨achar o máximo¨, depois de ter reconhecido a si como ¨um agente atuante com identidade¨,  o que resultará em uma real expressão de sua personalidade, e no comportamento com o qual interage.

Aprenda a valorizar cada palavra, aprenda a ¨mastigar e a saborear¨ a experienciar cada palavra, antes de expressa-la, descobrindo seu real valor.

Após dominar tal situação, temos mais um exercício, que é decisivo:

– O treinamento do silêncio interior.

A maioria não suporta o silêncio, o exterior já é uma situação intolerável, quando acontece, sentem que devem falar, ou ficam constrangidas, buscando compulsivamente um assunto em sua mente para quebrá-lo, parece que a fala é seu único meio de contato existente.

 Silêncio não significa uma mente em branco (transe, ¨petit mal¨,… suspensão das funções mentais>…), o que ocorre aqui é o fortalecimento da fala subvocal.

Tente se manter internamente silencioso, suprimindo o pensamento verbal, e ao mesmo tempo se manter desperta você perceberá o caráter obsessivo de sua fala interior. Sem perceber, a sua atenção relaxará e você produzirá pensamentos verbais novamente.

Se for persistente, aprenderá a prolongar o silencio, e assim dará lugar a atividade mais plena dos sentidos, que se integrarão e funcionarão de forma mais eficiente.

Visualizará coisas ou perceberá as sensações físicas, de forma mais clara e direta. Após conseguir manter este silêncio interior, as atividades realmente importantes, que não tem haver com a fala, brotarão de forma natural e despertará expressivamente.

Um outro exercício é ouvir música, preste atenção na letra, na história, e sua relação com o ritmo, e assim efetivamente o seu poder de concentração aumentará.

Talvez o resultado mais valioso do ¨treino do silêncio interior¨ seja a aquisição de um estado além da avaliação, uma apreciação genuína de reações e fatos.

* Primeira pessoa do singular

Lembre-se ¨o ego é um símbolo para o fato da identificação¨, assim se não nos identificamos, com nosso ¨interno ou externo¨, nos privamos de uma função vital.

Podemos dizer que a maioria das vezes o que nos identificamos, são resistências e suas expressões, que muitas vezes se justificam em nossas necessidades básicas. Mas a identificação é indispensável, como quando dizemos: ¨Eu vejo tal, e tal pessoa em minha mente¨.

A evitação da responsabilidade do próprio ¨eu¨ expressado pela linguagem estão estreitamente relacionados em sua manutenção, com a responsabilidade, pode vir a culpa, a necessidade de punição, não é de admirar que com que freqüência se fuja da responsabilidade das ações e pensamentos que se têm.

Em nossa sociedade é muito difícil ser responsável, ela permite que a doença, ou o pai mau ou a mãe, sejam culpados em seu lugar. Imagine a confusão, que ocorreria se você contasse a verdade (tivesse consciência dela…).

Mas mesmo se você imaginar que é totalmente verdadeiro, consigo ainda poderia estar enganado, suponhamos que você tenha ido dormir tarde, e não se sente disposto a levantar, chega mais tarde ao trabalho, você não dirá a seu chefe que ¨não quis se levantar¨, se protegerá, atrás do carro quebrado ou num ônibus que atrasou, ou uma dor de cabeça ¨magicamente presente¨.

Imagine a confusão se você contasse a verdade.

É difícil de relacionarmos a produção da ansiedade, ou qualquer outro sintoma, com uma ação física pessoal de contrair músculos ou evitar a respiração que se expressam em dores de cabeça, frigidez, etc. De próprio cunho, para se auto-prejudicar.

Sem assumir total responsabilidade, sem transformar sintomas neuróticos, em funções eficientes do ¨eu¨, em sua relação com o meio, nenhuma ¨cura¨ é possível.

Sempre que se emprega a linguagem do ¨eu¨ adequada (individuo em relação ao meio…), expressa a si mesmo. Ajuda no desenvolvimento da personalidade de forma auto-sustentavel, tornando estável a sua unidade integrada com a totalidade do seu campo.

Portanto primeiramente, deve se perceber se, e quando está se evitando o uso do ¨eu¨.

Depois transforme a linguagem do ¨isso¨, na linguagem do ¨eu¨, primeiro silenciosamente, e por fim em voz alta, admitindo a si mesmo.

Rapidamente você perceberá a diferença entre os dois tipos de discurso, quando ouvir alguém falar (inclusive você…): ¨O prato caiu sem querer… ¨ em vez de ¨eu deixei cair… ¨ ou ¨Sou assim mesmo, nunca vou mudar… ¨ para ¨Eu vou continuar assim… ¨.

Você tem o costume de culpar o destino, as Circunstâncias, o diabo, ou os pais, pelos erros que comete na vida?

Outra forma de confusão, que alimenta a inabilidade de diferenciar entre o ¨eu¨ e seu mundo interior e o mundo exterior é no uso do, ¨mas…¨ e ¨talvez…¨.

Precisamos de uma ¨prima causa¨ e a solução mais cômoda, que encontraram foi transferindo Deus do céu para o próprio sistema interna, que pomposamente foi chamado de ¨id¨, ou o misterioso ¨inconsciente coletivo¨ que tanto ouvimos falar mais que nada explica.

O significado do ego é de um símbolo e não de uma substância, o ego, é uma indicação de certas partes da personalidade relacionadas e com a qual ocorre identificação do individuo com elas, o ideal é que o ego, através dos processos aqui apresentados,. Com o propósito de assimilar as partes rejeitadas por nós mesmos. Estas partes rejeitadas são reprimidas ou projetadas. A linguagem do ¨isso¨ é um exemplo, simples de projeção e resulta, na mudança de atitude ativa para a passiva, da responsabilidade para o fatalismo.

Como Freud bem observou ¨Com a cura a compulsão se transforma em vontade…¨.

Para isto ocorrer é preciso obedecer a uma regra básica, bem explicita até agora:

_ Nunca tentar uma mudança sem antes estar completamente ¨integrado¨ com as ¨novas identificações¨, assimiladas pelo consciente de sua totalidade, tornando-se conhecedor da própria atitude incorreta.

Observe primeiro, o uso da linguagem do ¨isso¨ em si e nos outros com o qual interage, resista a uma mudança prematura (não se force…), e você fará as observações mais valiosas.

Você descobrira muitas coisas,sobre os motivos reais da evitação: sentimento de culpa, vergonha timidez, etc.

Transforme a linguagem do ¨isso¨ na linguagem do ¨eu¨. Aprenda a falar através de si, com sinceridade e ¨gosto¨, no inicio encontrara grandes dificuldades, principalmente a tudo que lhe desagrada (é mais fácil fugir…).

A linguagem do ¨eu¨ correta, é a própria identificação correta, a base da real auto-expressão e da própria confiança.

* Concentração Corporal

Imobilizando nosso sistema motor, imobilizamos ao mesmo tempo nossas sensações, podemos remobilizar somente por meio da concentração adequada, pois está leva a identificação, assimilação e integração da totalidade do próprio individuo. Restabelecendo assim os movimentos do corpo em seu funcionamento verdadeiro, dissolvendo o desconforto e o entorpecimento da personalidade rígida e reinstalando as funções sensórias perceptivas motoras.

Para dissolvermos um sintoma no próprio organismo precisamos,senti-lo como ele realmente é em toda a sua complexidade.

Devemos inicialmente, voltarmos aos processos de funcionamento, que chamaremos de primários, devemos deter o progresso da caracterização da personalidade é levada a adquirir, e tão estimulada pela nossa sociedade atual, e nos voltarmos as camadas biológicas de nossa existência.

Quanto mais distantes de nosso ¨eu¨ biológico, mais longe da saúde ficamos e dos seus naturais benefícios.

O sintoma neurótico é sempre um sinal que o ¨eu¨ biológico, necessita de mais atenção. Você perdeu o contato verdadeiro do seu corpo com o meio e o que ele representa.

Para recuperar este contato você precisa inicialmente se abaster dos ¨Por quês?¨ e substituí-las pelos ¨Como?¨, ¨Quando?¨, ¨Onde?¨ e ¨Para quê?¨.

Em vez de causas que não levam a nenhum lugar, estabeleça fatos e suas relações com o que ocorre com você.

Um exemplo útil é a técnica da descrição, inicialmente você relutará em ser tão explícitos com detalhes verdadeiros sobre você, mas se focalizar os detalhes sem julgar, ou tentar forçar qualquer coisa, percebera resistências especificas e finalmente soluções claras e surpreendentemente simples.

Expresse as resistências, mas concentre-se nas descrições dos detalhes, conserve a descrição verbal e aplique a técnica da concentração silenciosa.

A teoria é simples,reprimimos as funções vitais sobre ameaça (Tanto em situações prazerosas ou desprazerosas a ação inicial provèm de um desiquilibrio funcional, que gera a tensão. Ex: a excitação sexual, o momento anterior a uma briga que não se pode evitar…), com contrações musculares< a ¨guerra¨ é travada entre o sistema motor e as energias do organismos que não são aceitas e lutam por expressão e gratificação, isto produz uma perda para o sistema motor operante no qual temos o comportamento físico real, ativo, vinculado com o mundo, ele, pela introjeção forçada, se torna o carcereiro, que mantem prisioneiro o individuo, negando-lhe importantes necessidade biológicas. Cada sintoma dissolvido significar libertar ambos o individuo e o carcereiro a uma nova posição integrada de ambos.

Pela mera ¨concentração¨ no relaxamento muscular, as funções biológicas reprimidas ( que são temidas desprezadas não admitidas pela consciência…), estão fadadas a aparecer, antes que o individuo se tenha prevenido e esteja adequadamente preparado para lidar com elas.

Relaxar, neste caso, significa abandonar a atitude de dependência, orientar-se desviar-se do aspecto emocional cego para o racional, recobrar os próprios sentidos, e assim recuperar a totalidade do seu campo total, como ele realmente se apresenta em suas relações variáveis.

E agora alguns exercícios práticos, fáceis de experimentar:

1) Sem nenhum tipo de racionalização ou análise, mantenha o interesse em si, sem força, não se apegue a crenças, ao que acha, nada, somente sinta.

Se não consegue manter o interesse sem esforço (necessidade de se apegar, dependência do que acredita…), em qualquer fenômeno sensomotor simples  (uma imagem em sua mente, a perna que mexe de forma nervosa, uma dor de pescoço, um problema a ser resolvido…), então a algo fundamentalmente em seu funcionamento mental, que deveria trabalhar a fazer de você.

2) Não ocorre a necessidade de criar situações especiais, ou momentos propícios aos exercícios de concentração.

Com o tempo você deve ser capaz de executá-lo em qualquer lugar, sempre que haver a necessidade de um contato mais direto com o seu meio e as relações atuantes, isto deve ocorrer através da percepção verdadeira da relação principal que ocorre entre o seu ¨eu¨ e o objeto de sua atenção, de que você se encontre desperto e atuante.

3) Todos os exercícios são úteis, A ginástica equilibrada, qualquer esporte feito, que cultivo a sensação continua do ¨eu¨, sem a ¨bobagem¨ estética, explorada pela sociedade que alimenta, uma futilidade temporário, descartável do individuo real, desenvolve o sentimento holístico, verdadeira característica do ¨eu¨ atuante.

Ao andar sinta-se integrado com o movimento físico, sua respiração a forma total, que tudo ocorre, interrompa qualquer pensamento, que o atrapalhe, acima de tudo, sinta o prazer de estar conectado com seu corpo todo.

4) Se não puder sentir a totalidade do seu corpo, deixe sua atenção ir para onde ela quiser, selecionando para você aquelas que vagamente parecem ter alguma relação com você, mas não se apegue a nenhuma parte, fique de corpo ¨consciente¨, sem mudança em sua atitude costumeira. Fique, ¨saboreie o momento¨.

5) Não salte de uma imagem a outra,isto não produz um contato produtivo, mas também não force a atenção a uma única imagem mentais,se fixando nela. Se você sente uma coceira irritante, deixe-a lá, não coce, e ela desaparecerá enquanto você está concentrado nela de forma ¨indiferente¨.

Muitos sintomas, vão começar assim a interessá-lo e fasciná-lo, a revelação de seu sentido e a sensação que o acompanha, ocorrerá, somente prestando atenção nos meios pelos quais é reprimido, expressados pelas contrações musculares.

6) Agora você pode começar a perceber as contrações musculares envolvidas na contração ¨negativa¨. A ¨mordida¨ continua cria dependência e é o padrão  a partir do qual se forma muitas contrações repressivas. Em resumo a ¨atitude¨ de dependência é a concentração negativa que exaure. É a base de muitos sintomas neuróticos, e problemas físicos de saúde,

Você não poderá obter nenhum contato natural forçando a concentração.

Portanto, após conhecer a sensação das contrações musculares, tente assimilalas se identificando com elas, com o propósito de libertar suas funções orgânicas reprimidas  e aumentar sua habilidade motora, ao atingir este ponto, ganhará confiança e um senso de identidade fortalecido.

Sua atividade e sua memória bem como a habilidade para obter uma rápida noção concreta da situações e relações atuantes, melhorarão constantemente e continuamente, o que se multiplicara com o desenvolvimento da ¨sensação  de si mesmo¨ que não mas cessará.

7) Você precisa transformar espasmos em funções benéficas do ¨eu¨, estas contrações aparecerem em qualquer parte e variadas formas. Podem aparecer num ataque de ansiedade, enrijecendo os músculos peitorais, nas inibições sexuais a parte inferior da coxa se torna rígida, aparecem como retesamento nos músculos   da mandíbula e dos braços.

Comece a concentração nos músculos dos olhos, houve um dia que estes músculos se contraíram intencionalmente, mas você fez algo com eles, se conhecimento de nomes ou sua anatomia, assim quando a situação exigia você produzia este processo até virar um hábito,. Era um meio de expulsar algo que o ameaçava, para anular a repressão você precisa restabelecer o contato consciente do sistema motor.

Assim quando encontrar, hipertensões, câimbras, espasmos e contrações em geral, faça:

* a obtenção da sensação adequando (sem o uso de suas identificações baseadas em suas crenças habituais…).

* fique atento a mudanças (tensão, coceira,agitação…). Toda mudança indica contato entre eventos conscientes e inconscientes.

* use a descrição inicialmente das contrações negativas, torne-as conscientes.

* transforme as contrações em atividades funcionais benéficas ao ¨eu¨. Sinta que você contraia o maxilar,que você ¨cerra ¨os dentes, mas não force deixe acontecer.

* assimila identificando-se com o seu corpo, relaxe e contraia conscientemente por ¨fração de segundo¨, os músculos que presta atenção.

* descubra o propósito de sua contração, descubra a que você está resistindo (¨recuso-me a chorar…).

* com a resistência integrada, continue, outras resistências surgirão e se tornarão conscientes pelo mesmo processo, o conflito entre repressor e reprimido.

Em relações as resistências sensoriais, a técnica não difere em essência. Se houver presente algumas sensações básicas, pois é necessária a atenção que se forma na relação do individuo com seu meio direto.

Você deve suportar e expressar a dor, se concentrando no interesse que lhe é negado, na relação com o meio que você imagina possuir.

A dor é o principal sinal de um organismo concentrado. O que está ¨doente¨ pede atenção.

* Referências

– K.S.LASHELY: 1.929, ¨BRAIN MECHANISMS AND INTELLIGENCE¨, CHICAGO.

-K.KOFFKA: 1.922, ¨PERCEPTION AN INTRODUCTION TO GESTALT-THEORIE¨, PSYCH, BULL 19, PAGS 531-585.

-J.F.BROW: 1928, ¨THE THRESHOLDS FOR VISUAL MOVEMENT¨, PSCH. PAGS 249-268.

-M.WERTHEIMER: 1923, ¨UNTERSUCHUNGEN ZUR LEHRE VON DER GESTALT¨,II,PSYCH FORSCH, 4,PAGS 301-350.

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