“Mitos e ilusões da psicologia aplicada”

8ª Jornada de Análise do Comportamento – UFSCar – 2009

Palestrante:
Armando D. B. Machado
Universidade do Minho (Braga, Portugal
Resumo:

O início da psicologia enquanto ciência é simbolicamente atribuído à abertura, por Wilhem Wundt, de um laboratório em 1879. Nas décadas seguintes, a psicologia tentou justificar a sua crescente intervenção na vida social mantendo-se sempre relativamente próxima da investigação fundamental. No entanto, a partir da segunda guerra mundial assistimos ao início de um divórcio que tem vindo a afastar cada vez mais a psicologia aplicada da psicologia fundamental. As consequências deste divórcio, prolongado e litigioso, estão à vista: além de inúmeras intervenções sem qualquer efeito positivo, registam-se inúmeras intervenções com consequências negativas graves. Exemplos de relevo incluem a "Comunicação Facilitada", o "Síndrome das Memórias Reprimidas", o movimento de promoção da "Auto-estima", a patologização de emoções e a vitimização das pessoas. Estes e outros exemplos de fraude, engano, banha da cobra, exagero e leviandade mostram que a psicologia se tornou uma indústria de negócios sustentada por um "marketing" forte e agressivo. Na minha comunicação, discutirei este triste estado de coisas e defenderei a ideia que precisamos urgentemente de mais ciência e menos (desta) psicologia.

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