Contribuições nas noções skinnerianas de self para o entendimento do comportamento de alucinar

8ª Jornada de Análise do Comportamento – UFSCar – 2009

Angelo Bonateli Neto;
Lisiane Schandler de Oliveira;
Uliana Maria Zanin
Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná

Apresentações de Painéis

Tradicionalmente, os comportamentos tidos como psicóticos (e alucinar é um exemplo) são entendidos enquanto perturbações relativas ao ego ou a um self desestruturado; sendo comumente usado como uma causa hipotética de ação. O behaviorismo radical de Skinner não poderia deixar de analisar essas questões. Então, o que seria este chamado self desestruturado e quais as contribuições possíveis deste autor e seus estudos para o entendimento do comportamento de alucinar? Com a finalidade de entender e definir tal conceito, o presente trabalho busca estudar algumas publicações da obra Skinneriana e verificar sua utilidade para a prática psicológica ao se analisar comportamentos alucinatórios. Assim sendo, o que se pôde notar a partir de determinadas leituras, é que, não se utilizando de explicações mentalistas, e abrindo-se mão da idéia da existência de uma estrutura enquanto causa de comportamentos; a proposta behaviorista radical de compreensão do self ou de fatos de natureza relativa ao self, entende tais fenômenos enquanto resultado de processos de aprendizagem, de histórias de reforçamento indiscutivelmente únicas, e mais, como um conjunto de sistemas de respostas funcionalmente unificado. Torna-se, portanto imprescindível à compreensão dos comportamentos alucinatórios, bem como dos demais, a análise das contingências ambientais que lhe serviram de base.

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