Motivação extrínseca como estratégia inicial para otimizar o tempo de execução de atividades de português em sala de aula

8ª Jornada de Análise do Comportamento – UFSCar – 2009

Keika Inouye1;
Elisete Silva Pedrazzani1;
Maria Amélia Almeida2;
Cristina Yoshie Toyoda3;
Enicéia Gonçalves Mendes2 
1 Departamento de Educação Especial, 2Departamento de Psicologia, 3Departamento de Terapia Ocupacional, Universidade Federal de São Carlos

Apresentação Oral

Existem pesquisas apontam que o estudante intrinsecamente motivado envolve-se em suas tarefas pelo gosto de aprimorar conhecimentos e habilidades. Contrariamente, o aluno extrinsecamente motivado, realiza uma atividade escolar por algum interesse além da aquisição do saber, que geralmente se delata pelo anseio de notas boas, prêmios e elogios, ou ainda, para apenas evitar punições. Estudos demonstram que o comportamento extrinsecamente motivado pode não ser sempre negativo. O objetivo deste estudo foi investigar o impacto de uma fonte de motivação extrínseca no desempenho dos alunos medido por meio do tempo empregado para a realização de uma atividade acadêmica. Participaram desta pesquisa alunos (n=16) com idade média de seis anos, matriculados em uma classe de primeira série de uma escola municipal de educação básica. Foi solicitado a todos os participantes que fizessem duas atividades de português diferentes, com graus de dificuldade equivalentes cujo conteúdo já havia sido abordado anteriormente pela professora. Foi explicado a todos os sujeitos que, ao término da primeira atividade (A1), eles ganhariam o direito de pintá-la – uma prática cotidiana normal que significava que na verdade eles não estavam ganhando nada; entretanto, ao término da segunda atividade (A2), cada aluno teria o direito de escolher dois brindes. A1 e A2 somente foram aceitas como concluídas se estivessem de acordo com o enunciado do exercício. Todos os brindes eram diferentes e, portanto, quanto antes a atividade fosse concluída, maior seria a diversidade de escolha do prêmio. Os resultados evidenciaram que o tempo dispensado para fazer a A1 foi significativamente maior (µ = 42,94 minutos, dp = 11,77) quando comparado com a A2 (µ = 37,13 minutos, dp = 10,26), t (15) = 9,685, p<0,001. Isso nos permite supor que a possibilidade de escolha do prêmio ou o próprio prêmio incitaram os alunos a realizarem A2 com maior rapidez. Desta forma, este estudo corrobora o papel promissor do trabalho fundamentado na motivação extrínseca como estratégia inicial para despertar interesse, curiosidade e estímulo para o aluno buscar novidades e desafios.

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