Identificação de falhas em genes pode levar a tratamento da esquizofrenia

O Globo

NOVA YORK – Cientistas acabam de revelar uma base genética para a esquizofrenia, uma doença mental que reduz em até dez anos a expectativa de vida, contribui consideravelmente para os índices de suicídio e é uma das maiores responsáveis pela incapacitação de indivíduos em todo o mundo. A enfermidade é vastamente estudada, mas, a despeito de todos os esforços, os fatores que contribuem para o desenvolvimento do problema ainda são muito pouco compreendidos e os tratamentos não muito eficazes.

A descoberta de uma base genética pode se revelar extremamente importante para que especialistas possam compreender melhor o seu desenvolvimento, aprimorar o diagnóstico e as terapias existentes. Mas ela pode também gerar situações polêmicas do ponto de vista ético se, no futuro, exames genéticos forem usados para rastrear o risco da doença antes mesmo do seu surgimento. Isso poderia gerar, por exemplo, discriminação em locais de trabalho.

Coordenado por Todd Lencz, do Zucker Hillside Hospital, de Nova York, e publicado na "Nature Molecular Psychiatry", o estudo conseguiu determinar genes cujas falhas aumentariam a suscetibilidade à doença. Essa base genética da enfermidade foi encontrada tanto no cromossomo sexual X (feminino) quanto no Y (masculino), indicando que o problema é comum aos dois sexos. O grupo de cientistas examinou mais de 500 mil marcadores genéticos por meio de um método conhecido como associação conjunta do genoma, uma tecnologia que permitiu uma análise mais acurada.

A esquizofrenia é a terceira causa de incapacitação de indivíduos entre os 15 e os 44 anos nos Estados Unidos. Pessoas que sofrem da doença têm uma taxa de mortalidade 50% mais elevada do que a da população em geral em razão do alto número de suicídios e da redução da expectativa de vida.

Leia a íntegra desta notícia no Globo Digital
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NOVA YORK – Cientistas acabam de revelar uma base genética para a esquizofrenia, uma doença mental que reduz em até dez anos a expectativa de vida, contribui consideravelmente para os índices de suicídio e é uma das maiores responsáveis pela incapacitação de indivíduos em todo o mundo. A enfermidade é vastamente estudada, mas, a despeito de todos os esforços, os fatores que contribuem para o desenvolvimento do problema ainda são muito pouco compreendidos e os tratamentos não muito eficazes.

A descoberta de uma base genética pode se revelar extremamente importante para que especialistas possam compreender melhor o seu desenvolvimento, aprimorar o diagnóstico e as terapias existentes. Mas ela pode também gerar situações polêmicas do ponto de vista ético se, no futuro, exames genéticos forem usados para rastrear o risco da doença antes mesmo do seu surgimento. Isso poderia gerar, por exemplo, discriminação em locais de trabalho.

Coordenado por Todd Lencz, do Zucker Hillside Hospital, de Nova York, e publicado na "Nature Molecular Psychiatry", o estudo conseguiu determinar genes cujas falhas aumentariam a suscetibilidade à doença. Essa base genética da enfermidade foi encontrada tanto no cromossomo sexual X (feminino) quanto no Y (masculino), indicando que o problema é comum aos dois sexos. O grupo de cientistas examinou mais de 500 mil marcadores genéticos por meio de um método conhecido como associação conjunta do genoma, uma tecnologia que permitiu uma análise mais acurada.

A esquizofrenia é a terceira causa de incapacitação de indivíduos entre os 15 e os 44 anos nos Estados Unidos. Pessoas que sofrem da doença têm uma taxa de mortalidade 50% mais elevada do que a da população em geral em razão do alto número de suicídios e da redução da expectativa de vida.

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