A força das emoções na construção de nossas potencialidades

Somos movidos ao sentido de nossa existência com embasamento nas nossas emoções, estas que são “uma ligação entre sentimentos, caráter e instintos morais” segundo Daniel Goleman(2001). Cada vez mais se vê o questionamento dentro de contextos científicos: “ O que faz um sujeito diferente de seu enquadramento social, cultural e genético?”.
Podemos usá-lo para exemplificar a força que as emoções tem sobre um sujeito e o quanto ela pode ser determinante na construção do mesmo. Tão mais do que nossas crenças de que somos seres em prontidão, com um código genético, uma instrução moral, e instintos desde o nosso nascimento até a nossa fase adulta. Cada vez mais há a crescente potencialidade em sujeitos que tornam-se totalmente ímpares ao contexto de que nasceram e que foram educados. Isto acontece por uma força de persistência que só é possível com a análise das emoções, estudo este, que requer muito autocontrole, um paradigma de valores e um foco de moralidade que se deseja alcançar como meta. O poder de resiliência que um sujeito pode aderir para lidar com o seu padrão de vida não começa pela força externa, mas por um processo individual a ser desenvolvido, pela forma como ocorre a compreensão do fator externo, e de sua influência sobre si mesmo, junto ao que já se tem inserido em si. As nossas crenças primárias e as mais presentes são o suporte para como as emoções podem ser geradas em harmonia ou desarmonia com o que o contexto presente projeta sobre o indivíduo, o que torna o estudo das emoções algo ainda muito subjetivo, por elas serem expressadas em ocasionalidade e intensidade de modo diferente em cada sujeito com uma história, crenças e um trajeto de emoções extremamente peculiar.

Esta força que permite estar em harmonia ou em desarmonia com o seu contexto cotidiano. Esta capacidade, é o que se chama de “inteligência emocional”, adentrar em contato com as próprias sensações e emoções e filtrar como se pode entrar em um equilíbrio e em autocontrole nas próprias emoções. Só assim é possível harmonizar os seus próprios contextos de interatividade nas relações  sociais, e alcançar uma verdadeira empatia, com quem se relaciona. Se o indivíduo não estiver em conflito consigo mesmo, ele consegue captar o que outro expressa com uma nitidez muito maior do que as suas projeções conflituosas se ocorresse o inverso.

É um processo espirituoso e considerado até como utopia para os mesmos indivíduos em turbulências com as emoções. Um processo de auto defesa certamente, é a crítica a este processo, pelos que estão longe de querer se defrontar com suas próprias deficiências e trabalhá-las. Ter o objetivo de autoanálise antes de qualquer outra coisa, abrange uma motivação de sintonia com as próprias emoções. A partir deste ponto: a aceitação e reconhecimento das próprias falhas e virtudes se manifestam verdadeiramente, e um suporte psicológico é totalmente válido e eficaz neste equilíbrio por entre as partes, sujeito e terapeuta. O reconhecimento do próprio cliente, ás suas limitações como sujeito é o ponto-chave para a luz ao inconsciente, onde outras falhas, traumas e condicionamentos inconscientes continuamente passam a ir se manifestando e assim podem ser trabalhados com mais sucesso.

Referências bibliográficas

 
Goleman,Daniel. Emotional intelligence. Tradução Ana Amelia Schuquer/ David Neiva Simon: Rio de Janeiro. Ed. Objetiva,1995.

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