Estamira (Marcos Prado, 2005)

“Quem já teve medo de dizer a verdade, largou de morrer?”

“Estamira é diferente, toca, emociona, mexe e remexe nossos sentimentos mais profundos e transforma nossas percepções sobre a pobreza e a loucura. Vai contra a estigmatização, mas também não romantiza a realidade (…) Dá voz a alguém que tem algo importante a dizer, revela a poesia da loucura, humaniza os catadores de lixo, denuncia sem cair no clichê. E, acima de tudo, é uma verdadeira obra de arte…”

As frases acima são trechos do depoimento de Laura Lowenkron, jornalista e mestre em antropologia, sobre o primeiro documentário do diretor Marcos Prado: Estamira.

O filme, produzido em 2005,  foi vencedor de 33 prêmios, dentro e fora do Brasil, e conta a história de Estamira, uma mulher de 63 anos que trabalha como catadora de lixo há mais de 20 anos no Aterro Sanitário do Jardim Gramacho,  no Rio de Janeiro.

Estamira reúne o retrato da miséria e da loucura, mas o diretor nos convida a ouvi-la de outro lugar, mostrando o caráter poético e filosófico de suas palavras.O depoimento acima  foi  retirado do site do documentário –  www.estamira.com.br . No site, Marcos Prado conta como conheceu a protagonista do filme e o que o motivou a filmá-la. Segundo Marcos, foi Estamira quem o escolheu.

O mais interessante de Estamira é que ele questiona o valor que damos ao discurso da loucura. Ao invés de desconsiderá-lo, tomando-o como irracional ou ilógico, Prado apresenta as críticas de Estamira à forma como a sociedade está organizada.

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