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O Sentimento do psicólogo hospitalar diante da morte de seus pacientes hospitalizados em fase terminal: uma amostra da cidade de Araraquara

Resumo

Este estudo buscou compreender como o psicólogo hospitalar se sente perante a morte dos pacientes, o que possibilitou conhecer, como trabalham com seus sentimentos, ao se perceberem como seres finitos, diante da morte do outro. Partiu de uma abordagem fenomenológica, considerando seu olhar ao outro, e a valorização das experiências do individuo. Foram realizadas entrevistas individuais, de forma aberta, contendo uma única pergunta, para três psicólogas da cidade de Araraquara, as quais tiveram contato com a morte de pacientes hospitalizados. Depois de transcritas, as entrevistas foram submetidas à análise fenomenológica. Os resultados sugerem, como principais sentimentos desses profissionais: a impotência, a frustração, a possibilidade de lidar com seus próprios limites e a aprendizagem de superação de dificuldades pessoais perante esta situação. Apontaram a busca de recursos pessoais (ressignificar) e a ajuda externa (terapia e supervisão) como possibilidades de vencer os sentimentos suscitados pela morte. Conclui-se que a experiência deste profissional, em seu fazer, leva-o a ter uma percepção e uma compreensão melhor de seus sentimentos, gerando novas possibilidades, que tornam o fazer e o sentir oportunidades de ressignificar tudo o que experiencia, como algo que o completa e que facilita a identificação de si mesmo como um ser de possibilidade, capaz de aprimorar e transformar o seu fazer. Os relatos, tomados como únicos, possibilitaram refletir sobre o fazer do psicólogo, mas não esgotam todas as possibilidades e sentimentos dos profissionais de psicologia em sua vivência diante da morte de um paciente.

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