Técnica Comportamental mostra-se tão ou mais eficaz que medicamentos em tratamento do TDAH

É o que dizem Luiz Fernando Zabom, Margareth da Silva Oliveira e Márcia Fortes Vagner, após pesquisa bibliográfica de estudos sobre o tema.
É o que dizem Luiz Fernando Zabom, Margareth da Silva Oliveira e Márcia Fortes Vagner, após pesquisa bibliográfica de estudos sobre o tema.

De acordo com os autores, o TDAH é hoje uma das principais demandas da clinica de atendimento infantil. Os sintomas do transtorno de hiperatividade diminuem com a chegada da adolescência, restando, de forma mais acentuada, sintomas de desatenção.

Tem se destacado no tratamento do TDAH as intervencões baseadas na técnica da Economia de Fichas. Esta técnica consiste no fornecimento de prêmios às respostas adequadas do paciente – premios estes, chamados de fichas -, que podem ser trocados posteriormente por outras coisas de acordo com o que foi previamente definido para cada caso, de modo a favorecer o aumento da frequência das respostas adequadas.

Um estudo realizado por Reitman, Hupp, Callagan, Gulley e Northup (em 2001) comparando a eficácia de internveçÕes usando a Economia de Fichas e Medicamentos com três crianças portadoras de TDAH com idades entre 4 e 7 anos, demonstrou que a técnica comportamental obteve melhores resultados em duas das três crianças. Foram reduzidos comportamentos indesejados e aumentados comportamentos adequados dos participantes.

Em outro estudo realizado na Universidade de Emory, nos EUA em que participaram 5 meninos com idades entre 7 e 11 anos, também foi utilizada a técnica da economia de fichas além do tratamento já existente. Nesta pesquisa, foi observada redução dos benefícios do tratamento exclusivamente medicamentoso, ao longo do tempo. Nos pacientes que foram submetidos unicamente a tecnica da economia de fichas, foram obtidos poucos efeitos desejados. Já o tratamento combinado mostrou significativo aumento na eficácia.

Luman, Oosterlaan e Sergeant realizaram uma revisão de 22 estudos envolvendo crianças diagnosticadas com TDAH, a partir de uma amostra total de 1181 participantes. Os achados indicaram que intervenções baseadas em manejo de contingências apresentaram altos graus de eficácia no tratamento do TDAH.

Fonte: Psicologia.pt

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