Competências de Autogoverno: condições favorecedoras ou desfavorecedoras criadas por professores de ensino fundamental

Ana Lúcia Cortegoso 1; Arthur Damião Médici 2 arthur.medici@gmail.com 1 Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos.

Uma leitura da obra de Skinner nos permite identificar uma preocupação do autor em descrever a aplicação de fenômenos e processos observados e apresentados pela análise experimental do comportamento em contextos sociais variados, dentre eles o contexto educacional. O presente estudo tem o objetivo de descrever determinadas práticas predominantes de quatro professoras de ensino fundamental (de 1ª a 4ª série) de um colégio público da cidade de São Carlos e classificar essas práticas como favorecedoras ou desfavorecedoras de autogoverno comportamental dos alunos (competências para responder na presença de propriedades relevantes de condições antecedentes e apresentar comportamentos adequados dentro e fora de sala de aula). Até o presente momento da coleta de dados foram realizadas duas observações presencias das aulas de cada professora com a duração média de uma hora cada (totalizando 8h de observação) descritas a partir de anotaões anedóticas e uma entrevista com cada professora, conduzidas a partir de um roteiro semiestruturado de assuntos apontados a partir dos dados obtidos nas observações. Onze categorias consideradas relevantes, atribuidas às práticas das professoras, foram descritas em termos das condições antecedentes (na presença de estímulos e considerando que recursos), ações do professor (dimensões de resposta como duração, latência, frequência, entre outros) e condições subsequêntes (resultados, produtos ou efeitos observados imediatamente ou possíveis de ser obtidos a longo prazo) sendo elas: lidar com erros; lidar com acertos; ensinar conceitos novos; lidar com produtos de trabalhos dos alunos; recapitular conceitos anteriormente apresentados; lidar com um conjunto de alunos realizando exercícios individualmente em sala de aula; apresentar instruções aos alunos; lidar com alunos realizando atividades na lousa; distribuir atenção pela sala; lidar com tarefas de casa; estabelecer objetivos de ensino. O estudo encontra-se em fase de andamento e a análise dos resultados ainda não foi concluida. Sendo assim, não foi possível ser realizada uma análise precisa de comportamentos favorecedores ou desfavorecedores de autogoverno, mas as condições subsequêntes observadas dos comportamentos das professoras podem ser consideradas evidências de condições criadas que favorecem ou desfavorecem o autogoverno comportamental.   

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