O Comportamento de Procrastinar Entre Jovens Estudantes Universitários

Fernando Cesar Silva Rodrigues1; Ricardo da Costa Padovani2 fernando.unifesp01@gmail.com 1 Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, Curso de Psicologia; 2Departamento de Saúde Educação e Sociedade, Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista

Grandes áreas da ciência já tentaram explicar o comportamento de procrastinar, mas o impasse ainda persistente quanto ao entendimento desse comportamento revela a dificuldade acerca desse fenômeno que, embora afetado por contingências culturais intrínsecas e específicas, mostra-se uma manifestação mundial. O presente estudo teve como objetivo identificar e descrever o comportamento de procrastinar entre estudantes universitários. Pretende-se, ainda, identificar as variáveis mantenedoras assim com as consequências decorrentes da emissão deste comportamento. A amostra foi constituída de 10 alunos universitários do curso de Psicologia do Campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo, sendo sete do sexo feminino e três do sexo masculino, de um total de 30. A pesquisa foi realizada em uma sala designada pela instituição referida ou em local designado pelo participante desde que garantido os cuidados éticos. Instrumentos empregados: Roteiro de Entrevista Individual Semi-Estruturada de Investigação do Comportamento de procrastinar entre universitários, Inventário de Ansiedade, Escala de Desesperança e Inventário de Comportamentos de Estudo para Estudantes Universitários adaptado. Os dados foram coletados em uma única sessão com duração média de 60 minutos. Os resultados preliminares mostram que a média de idade foi de 24 anos, sendo que apenas um participante mencionou morar com os pais. Oito declararam morar com amigo e um sozinho. Apenas um participante apresentou grau de ansiedade moderado e dois participantes indicaram níveis leves de desesperança. Com relação ao aproveitamento em aula, cinco disseram comparecer frequentemente às aulas e os outros cinco comparecem sempre. No entanto com relação à pontualidade em aula apenas dois registraram ser pontuais. Quanto ao adiar os estudos, todos os participantes adiam o começo do período de estudos. No que diz respeito à indisposição ao estudar, oito relataram frequentemente sentir sono ao estudar e os dois restantes sempre sentem sono. Todos os participantes adiam tarefas acadêmicas de assuntos que não gostam. Sete participantes verbalizaram sentir-se culpado, angustiado e inquieto ao adiar tarefas. Os dados preliminares apontam para necessidade de uma investigação cuidadosa do comportamento de procrastinar entre universitários em função do impacto deste comportamento em seu desempenho acadêmico, social e no processo de adaptação às contingências ambientais.   

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