Associação entre Parkinson e Depressão represente menor atividade cerebral

Estudo publicado na Revista Brasileira de Radiologia avalia atividade
neuronal em pacientes com Parkinson e Depressão.

Estudo publicado na Revista Brasileira de Radiologia avalia atividade
neuronal em pacientes com Parkinson e Depressão.

Foram comparados 21 pacientes diagnosticados com Parkinson e Depressão e 16 com diagnóstico único de depressão por meio de Ressonância Magnética Funcional durante uma tarefa cognitiva percepção emocional e escolha forçada em duas opções.

Os 21 pacientes portadores de depressão foram aleatorizados em 2 grupos de
tratamento por 4 semanas: estimulação magnética transcraniana (EMT) ativa
sobre o córtex pré-frontal dorso-lateral esquerdo (5 Hz EMT – 120% do
limiar motor) com pílula placebo e EMT placebo com 20 mg de fluoxetina, diária.

Todos eles foram submetidos a testes no RMF cujo paradigma foi relacionado a
eventos de apresentação visual de faces de conteúdo emocional. Os pacientes
sem depressão realizaram RMf duas vezes (teste e reteste) e os deprimidos,
quatro vezes (duas vezes antes e duas depois do tratamento).

"As imagens dos pacientes com doença de Parkinson e depressão demonstraram menor atividade no córtex pré-frontal medial quando comparados aos pacientes com doença de Parkinson sem depressão. Ambos os subgrupos de pacientes com doença de Parkinson e depressão apresentaram melhora significativa e similar dos sintomas da depressão. Após o tratamento com EMT ativa observou-se menor atividade do giro fusiforme esquerdo, do cerebelo e do córtex pré-frontal dorso-lateral direito, e maior atividade do córtex pré-frontal dorso-lateral esquerdo e do cíngulo anterior nas imagens de RMf quando comparadas àquelas antes do tratamento. Por outro lado, a fluoxetina determinou aumento da atividade do córtex pré-motor direito e do córtex pré-frontal medial direito em imagens de RMf realizadas após o tratamento. Observou-se efeito de interação entre os grupos (tempo [pré × pós] versus tipo de tratamento [fluoxetina × EMT]) no córtex pré-frontal medial esquerdo, sendo maior o aumento no grupo tratado com EMT." (sic)

Fonte: Scielo

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