Terapia ABA: Humana

A Análise do Comportamento é considerada, por aqueles que desconhecem seus princípios básicos, uma abordagem mecanicista, que despreza a individualidade e subjetividade do sujeito: portanto, não humana.

O Método ABA, que se destaca em sua eficiência no tratamento de crianças com diagnóstico de Autismo, também é chamado de não-humano por muitos – não coincidentemente, por aqueles que não conhecem também os seus princípios básicos ou, para ser mais simplista, aspectos fundamentais de seu funcionamento.

A Análise do Comportamento é considerada, por aqueles que desconhecem seus princípios básicos, uma abordagem mecanicista, que despreza a individualidade e subjetividade do sujeito: portanto, não humana.

O Método ABA, que se destaca em sua eficiência no tratamento de crianças com diagnóstico de Autismo, também é chamado de não-humano por muitos – não coincidentemente, por aqueles que não conhecem também os seus princípios básicos ou, para ser mais simplista, aspectos fundamentais de seu funcionamento.

Em resposta a questionamentos daqueles que conhecem seus efeitos – pais de crianças tratadas por meio do método – sobre o por que ninguém escreve um texto explicando o quanto a terapia ABA é humana, o doutorando em Psicologia Experimental pela USP e editor do site Psicologia e Ciência, RObson Faggiani, escreveu um artigo apontando três características chave da terapia ABA que fazem dela uma terapia humana.

A primeira característica que torna a terapia ABA humana apontada pelo autor é que ela funciona, e funciona bem! Embora os conceitos básicos sejam os mesmos, cada pessoa tratada por meio do método recebe uma terapia ABA diferente, estruturada de acordo com suas características particulares. Ao redor do mundo, o modelo terapêutico tem promovido melhoria na qualidade de vida e inclusão de incontáveis pessoas diagnosticadas com autismo e outros transtornos. Não há como dizer que não é humana uma estratégia terapêutica que proporciona tantos benefícios àqueles que dela utilizam.

A segunda característica da terapia ABA que a torna humana, de acordo com Faggiani, é a intensa auto-exigência e responsabilidade daqueles que trabalham utilizando este instrumento terapêutico e, pode-se complementar, também daqueles que produzem novos conhecimentos e técnicas terapêuticas incorporadas a ABA. Estas pessoas acreditam piamente na capacidade de aprender do outro e jamais diriam "esta criança não consegue aprender"; mas sim, "esta criança está certa: meu método de ensino não está adequado e devo modificá-lo".

A terceira característica da terapia ABA que a torna humana é o respeito pelo ritmo do outro, a despeito do que dizem os mal informados. Robson Fagianni é enfático ao lembrar que só é possível aplicar o método se o ritmo daqueles que dele se beneficiam for respeitado. Os terapeutas ABA trabalham tendo por base a idéia de que pessoas diagnosticadas com autismo são iguais a qualquer ser humano: elas estão sempre prontas a ir mais longe, e o papel do terapeuta é tornar esta caminhada mais fácil e prazerosa, promovendo sua autonomia e inserção social.

Fonte: Psicologia e Ciência.

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