Estudo identifica possível relação entre obesidade e puberdade precoce

Há anos, a relação entre obesidade e puberdade precoce vem alarmando os médicos norte-americanos. Um estudo iniciado no Brasil e concluído nos EUA dá um passo importante na compreensão da relação.

Há anos, a relação entre obesidade e puberdade precoce vem alarmando os médicos norte-americanos. Um estudo iniciado no Brasil e concluído nos EUA dá um passo importante na compreensão da relação.

Uma equipe de pesquisadores, liderados por Joel Elmquis – do Texas – e composta também pelos brasileiros José Donato Júnior, Roberta Cravo, Renata Frazão e Carol Elias, identidicaram a região do cérebro onde o hormônio leptina age despertando o amadurecimento sexual.

Este hormônio é secretado pelas células de gordura e, além de desempenhar importante papel no aparecimento da sensação de saciedade e redução da fome, tem a função de informar ao cérebro que o organismo está pronto para se reproduzir.

Através de estudos com ratos, o grupo descobriu que sua ação se dá exclusivamente na região do núcleo pré-mamilar ventral do cérebro. No estudo, ratos inférteis tornaram-se capazes de procriar após a estimulação da produção de receptores deste hormônio nesta região cerebral.

A provável explicação é que os neurônios do núcleo pré-mamilar ventral estimulam a atividade de células produtoras do hormônio liberador de gonadotrofinas (importante hormônio sexual) que, por sua vez, induz a produção de outros hormônios sexuais. Essa cadeia de reações bioquímicas, que, por razão ainda desconhecida despertou a puberdade apenas nas fêmeas, ajuda a compreender porque uma proporção cada vez maior de meninas norte-americanas com 7 e 8 anos de idade estão entrando na puberdade, explica o Portal de Notícias Fapesp.

“É possível que as taxas mais elevadas de leptina em crianças obesas estejam estimulando regiões cerebrais que normalmente só seriam ativadas mais tarde”, disse Carol.

Ainda de acordo com a autora do estudo, agora que foram identificadas as células responsáveis por mediar a ação da leptina no início da puberdade, teremos condições de desvendar os mecanismos celulares, genéticos e bioquímicos envolvidos nesta função.

Fonte: Agência Fapesp.

Link para o Estudo Original.

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