Variação diferencial do tamanho do pênis e sua importância no poder criativo

Argumenta-se, aqui, que a variação diferencial entre o pénis erecto e o pénis flácido é um factor importante no poder criativo, derivado da inveja do clitóris, particularmente nas suas características subcompensatórias.

Esta importância da variação diferencial é referida em Exemplos específicos das características subcompensatórias do homem derivadas da inveja do clitóris ( Resende, 2010 ), artigo no qual se dá exemplos específicos, na cultura humana, do poder criativo do homem, derivado das características subcompensatórias da inveja do clitóris. Quanto a este poder e características, consulte-se também Aspectos criativos e evolutivos da inveja do clitóris    ( Resende, 2010 ).

Quanto à variação diferencial do pénis, em si, é de ter em conta a primazia da genialidade, e das produções intelectuais e artísticas, do homem relativamente à mulher, no decurso civilizacional humano. Caracterize-se, então, que, a diferença entre o pénis erecto e o pénis flácido é tal, que o homem terá uma tendência para se identificar com outros homens como com as mulheres. Poderá ter em sua mente a percepção da realidade tanto de um homem como de uma mulher. Especificando, na aproximação do pénis, da flacidez, haverá uma tendência, uma aproximação, e realce-se, aproximação, relativamente ao clitóris. Com esta tendência sentida pelo homem, haverá um sentimento vivencial do mundo, tal como vivido pelas mulheres. Desta maneira, com esta identificação, o homem tem a possibilidade de percepcionar a realidade tanto enquanto homem como do ponto de vista da mulher, podendo ter uma perspectiva mais abrangente e diferenciada da realidade, precisamente, no sentido de ter quer o ponto de vista do homem quer o ponto de vista da mulher. Isto permite-lhe maior produção genial e criativa. Naquele último caso, surgirá o contexto das musas inspiradoras.

Com o reconhecimento do homem do poder inspirador que lhe surge através da identificação com as mulheres, já referida, surgirá, importantemente, a inveja do clitóris, com suas características subcompensatórias, que caracteriza grandemente as produções intelectuais do homem, como se pode ver em Aspectos criativos e evolutivos da inveja do clitóris ( Resende, 2010 ) e Exemplos específicos das características subcompensatórias do homem derivadas da inveja do clitóris    ( Resende, 2010 ). Pelo dito, não será verdadeiro que, historicamente, o mundo tenha vindo a ser perspectivado apenas do ponto de vista do homem.

Ora, o reconhecimento referido e a inveja do clitóris, em si, com suas características subcompensatórias, terão tido, e vindo a ter, crucial importância evolutiva, comparável à inveja do pénis, e suas características sobrecompensatórias, sentida pela mulher. Isto, no sentido de estabelecimento e manutenção de relações amorosas e sexuais, entre homens e mulheres. Como apontado em Sentido comparativo das estratégias evolutivas associadas à inveja do pénis e à inveja do clitóris ( Resende, 2010 ), poder-se-à pensar num sistema evolutivo de equilíbrio entre as subcompensações masculinas e as sobrecompensações femininas. Ainda aquele reconhecimento, do poder inspirador surgido da identificação com as mulheres, através da aproximação diferencial do pénis relativamente ao clitóris, constituirá uma vantagem evolutiva do homem, relativamente à mulher. Esta não tem a possibilidade de vivenciar uma aproximação diferencial do clitóris relativamente ao pénis erecto, pelo menos, num sentido mais realista. Terá mais dificuldade, portanto, de perspectivar o mundo do ponto de vista do homem.

Neste sentido, e em termos identificatórios e evolutivos, a mulher deverá identificar-se com o homem, na sua tendência mais proximal do pénis relativamente ao clitóris, na variação diferencial entre pénis erecto e pénis flácido, ou seja, mais próximo da sua realidade. Pelo já aduzido, a mulher deverá identificar-se, para um maior poder criativo, com o homem inspirado e inspirador.

Noutro sentido, se a tendência do homem fôr distal, ou seja, não proximal, do pénis relativamente ao clitóris, isto é, tendendo para a erecção do pénis, isso afastar-se-à da realidade pessoal da mulher, e, neste caso, será desinspirador quanto ao poder criativo da mulher.

Relativamente ao homem, e considerando o já dito, quanto às características subcompensatórias da inveja do clitóris, que subjazem grandemente as produções criativas do homem, ter-se-à que a tendência para a erecção diminuirá o poder criativo do mesmo. Isso está bem patente na canção Fantasia do artista português Pedro Abrunhosa, quando ele diz: " … Quando te pões toda nua… Ah! Se chego ao pé de ti, deixo logo de pensar… ".

Ademais, aprofunde-se aqui um aspecto crucial da inveja do clitóris no homem, tal como referido em A inveja do pénis e a inveja do clitóris e suas implicações políticas     ( Resende, 2010 ), em Aspectos criativos e evolutivos da inveja do clitóris ( Resende, 2010 ) ou, por exemplo, em Influência da inveja do clitóris na sistematização política por género ( Resende, 2010 ), ou, ainda, em Exemplo específicos das características subcompensatórias do homem derivadas da inveja do clitóris    ( Resende, 2010 ). Esse aspecto diz respeito ao facto de que a subcompensação narcísica presente na inveja do clitóris  no homem, caracteriza-se por uma tentativa de diminuição narcísica, derivada do sentimento de superioridade narcísica advindo da comparação pénis-clitóris.
É que ter-se-à que o sentimento de superioridade narcísica referido estará relacionado com o sentimento de masculinidade. Ora, tem-se que a tentativa de diminuição narcísica surgirá no sentido de diminuição do sentimento de masculinidade. Contextualmente, refiro-me aqui, novamente, a Pedro Abrunhosa, e à sua canção Socorro, quando ele diz: " O que eu gosto mais contigo, Se queres saber o que eu acho, É que consigo ser homem, Sem dar uma de macho ". Novamente em contexto, refira-se que esta diminuição do sentimento de masculinidade terá importância evolutiva nas relações entre homens e mulheres. Isto pelas suas características subcompensatórias de encontrar um equilíbrio com as características sobrecompensatórias da mulher, derivadas da inveja do pénis. Referencio novamente o artigo Sentido comparativo das estratégias evolutivas associadas à inveja do pénis e à inveja do clitóris ( Resende, 2010 ), onde se realça um sistema evolutivo de equilíbrio entre as subcompensações masculinas e as sobrecompensações femininas.

Tendo em conta que há um sentimento de masculinidade inicial, derivado da comparação pénis-clitóris, dir-se-à que as características subcompensatórias que caracterizam a inveja do clitóris estarão mais relacionadas com o sentimento de feminilidade inconsciente no homem, ou seja, com o arquétipo anima, de que Jung fala     ( Jung, 1988; Schultz & Schultz, 2006 ).

Assim, pelo dito, na produção criativa do homem haverá uma diminuição do sentimento de masculinidade e uma acentuação do sentimento de feminilidade inconsciente.

Hipotetiza-se, assim, que para um maior poder criativo da mulher, ela deverá diminuir o sentimento de feminilidade, sexualmente sobrecompensatório, e acentuar o sentimento de masculinidade inconsciente, ou seja, o arquétipo animus, de que Jung nos fala ( Jung, 1988; Schultz & Schultz, 2006 ).

Repare-se que isto não quer dizer que, para o primeiro caso, deva haver uma efeminização do homem, e que, no segundo caso, deva haver uma masculinização da mulher. Deverá haver, sim, uma introjecção saudável e equilibrada de características do sexo oposto.

Bibliografia
Jung, C. G. ( 1988 ). A prática da psicoterapia ( tradução portuguesa ) in Obras Completas de C. G. Jung, Vol. XVI. Petrópolis: Editora Vozes. ( Edição original, 1971 )
Resende, S. ( 2010 ). A inveja do pénis e a inveja do clitóris e suas implicações políticas in www.redepsi.com.br, em secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 15/10/2010
Resende, S. ( 2010 ). Aspectos criativos e evolutivos da inveja do clitóris in www.redepsi.com.br, em secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 17/11/2010
Resende, S. ( 2010). Influência da inveja do clitóris na sistematização política por género in www.redepsi.com.br, em secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 25/11/2010
Resende, S. ( 2010 ). Exemplos específicos das características subcompensatórias do homem derivadas da inveja do clitóris in www.redepsi.com.br, em secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 28/11/2010
Resende, S. ( 2010 ). Sentido comparativo das estratégias evolutivas associadas à inveja do pénis e à inveja do clitóris in www.redepsi.com.br, em secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi ( artigo ainda não publicado; proposto em 03/12/2010 )
Schultz, D. P. & Schultz, S. E. ( 2006 ). Teorias da personalidade ( tradução portuguesa ). São Paulo: Thomson Learning Edições. ( Edição original: Theories of personality, 2002 ) 

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