O Processo de Envelhecer: Políticas Públicas e a Qualidade de Vida dos Idosos

Juliana Ramos Ferreira¹

Bárbara Fernanda Medeiros Braga¹
Débora Capra Reis¹

Mariana Borges Soares¹

Paula Michele Mendes Borges¹

Sônia Beatriz Motta²
 

 Resumo: Este artigo discute o tema de qualidade de vida dos idosos e tem como problema compreender como os idosos percebem o auxílio das políticas públicas destinadas ao município ao qual eles estão inseridos. Para isso, foi realizada uma pesquisa de campo, na cidade de Itumbiara-GO, com quarenta e três idosos participantes do programa do Idoso do CAIS/SMS, escolhidos aleatoriamente. Foi aplicado um questionário constituído por vinte e uma perguntas de múltipla escolha, divididas em três partes: Parte A: Envelhecer, atividades instrumentais; Parte B: Qualidade de vida e Parte C: Políticas. Foi constatado que as verbas destinadas a este programa, visando melhoria da capacidade física, intelectual, psicológica e social do idoso, possibilitam e contribuem para a busca e melhoria da qualidade de vida dos mesmos. O estudo permitiu averiguar o quanto realizar atividades sem dependência de alguém é de suprema importância para os idosos, a forma como o convívio social auxilia o idoso a envelhecer bem e perceber a disposição que os idosos têm para freqüentar as atividades fornecidas pelo Programa. 

Palavras – chave: Idosos. Políticas públicas. Qualidade de vida. Envelhecimento.

 INTRODUÇÃO

A velhice é um processo pessoal, natural e inevitável, para qualquer ser humano, na evolução da vida. Nessa fase ocorrem mudanças biológicas, como o aparecimento de rugas e progressiva perda da elasticidade e viço da pele e diminuição da força muscular; mudanças psicossociais, como consciência da aproximação do fim da vida, declínio no prestígio social, acúmulo de experiências, mudanças funcionais, como a necessidade cotidiana de ajuda para desempenhar as atividades básicas, além de transformações socioeconômicas e políticas. Em todo o mundo, o contingente de pessoas da terceira idade tem crescido rapidamente. Dessa forma, políticas públicas de proteção ao idoso têm sido desenvolvidas com o intuito de garantir o cumprimento dos direitos e interesses desta população, contribuindo para a melhoria de sua qualidade de vida.

 Diante disso, o estudo busca responder ao seguinte questionamento: Como os idosos percebem o auxílio das políticas públicas destinadas ao município ao qual eles estão inseridos?

O objetivo geral é verificar quais são as políticas públicas voltadas para os idosos no município de Itumbiara e de que maneira elas contribuem para sua qualidade de vida nos dias atuais. Os objetivos específicos são: 1- Conhecer a percepção dos idosos em relação a valorização de temas relevantes e ao seu processo de envelhecimento; 2-Verificar  a percepção dos idosos em relação ao auxílio das políticas públicas destinadas ao município ao qual eles estão inseridos; 3- Identificar os itens mais relevantes e como contribuem para qualidade de vida na velhice; 4- Verificar a atuação do psicólogo no contexto das políticas publicas destinadas a terceira idade.

Embasando nessa problemática, a presente proposta de pesquisa justifica-se cientificamente pela necessidade de aprofundar o conhecimento a respeito da interdisciplinaridade entre políticas públicas e atuação do psicólogo no que diz respeito ao público constituído por idosos.


¹   Alunas do 5º período do curso de Psicologia/ILES/ULBRA²   Professora Msc. do curso de Psicologia/ILES/ULBRA  

O PROCESSO DE ENVELHECER 

A velhice pode ser considerada como o início de um período da vida humana, denominado Terceira Idade. Existem outras denominações para essa faixa etária, porém não se sabe exatamente em que momento da vida essa fase se inicia. De certa forma, discussões a respeito da idade dos indivíduos e classificações quanto a ser idoso ou não se certificam quando se reflete sobre aqueles que parecem velhos aos quarenta e cinco anos e outros que são jovens aos setenta anos. Como aponta Kachar (2003), o fator biológico nesta época da vida tem seu valor, mas não é o único aspecto na caracterização do envelhecimento. Este cita que não são apenas os fatores intrínsecos que são preponderantes no envelhecimento, há também os fatores extrínsecos, ligados às condições externas que cada indivíduo está submetido, como o meio ambiente e condições psicossociais.

De acordo com Duarte (2002), no processo de envelhecer acontece geralmente uma atrofia muscular gradual e lenta, levando a uma perda de força muscular e conseqüente diminuição de força, resistência e agilidade. Pode ocorrer a perda gradativa de cálcio, tornando os ossos mais porosos e mais leves e, assim, mais propensos a fraturas. Pode ocorrer ainda a calcificação dos ligamentos e o enrijecimento das articulações, podendo ocasionar diminuição dos movimentos e a instalação de processos dolorosos.

No que diz respeito às alterações visuais e auditivas, Mansur e Viude (2002) comentam que elas se iniciam por volta da metade da terceira década de vida, e são os primeiros sentidos a apresentarem perdas funcionais. Ocorrem dificuldades como: discriminar detalhes de objetos próximos, leitura, necessidade de maior iluminação, zumbido freqüente no ouvido e sons altos e vozes de grande intensidade são pouco tolerados. Concordando com a afirmação das autoras supracitadas, Gus e Zaslavsky (2002) defendem que a visão deve ser constantemente revisada para que haja um impacto no bem estar do idoso. Os mesmos citam que um estudo feito nos Estados Unidos da América mostrou que 72% de pacientes com idade superior a 64 anos tinham a visão prejudicada em um simples exame oftalmológico. A prevalência quanto a problemas de visão é bastante alta. As causas mais comuns incluem presbiopsia, cataratas, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade.

Duarte (2002), sobre o sistema nervoso, afirma que é um dos sistemas mais vulneráveis às alterações do envelhecimento. De 25 a 30 anos, inicia-se um processo de perda neuronial que progride no decorrer da vida. Esta, dentre outras transformações, podem trazer conseqüências na vida do idoso, por exemplo:

 Alguns idosos apresentam diminuição de sua agilidade mental e de sua capacidade de raciocínio abstrato; outros apresentam diminuição na percepção, análise e integração de informação sensorial, diminuição da memória recente e alguma perda na habilidade de aprendizagem; pode-se observar também uma alteração na coordenação sensoriomotora, com reflexos no controle postural. (DUARTE, 2002, p. 225).  

Autoras como Fernandes e Somchinda (2003) ressaltam que envelhecer sem nenhuma doença crônica é mais a exceção do que a regra. As mesmas citam que estudos brasileiros têm demonstrado que, entre os idosos, a grande maioria (mais de 85%) apresenta pelo menos uma enfermidade crônica, como diabetes e hipertensão arterial.

 Embora exista grande preocupação com os idosos por conta do aumento da expectativa de vida, que subiu para 72,3 anos em 2006, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sabe-se que, em muitos aspectos, essa preocupação ainda não ocorre. Porém, a sociedade capitalista está preocupada com o que ocorrerá daqui a alguns anos, pois, com o aumento da expectativa de vida, o número de idosos irá aumentar e, portanto, um novo perfil de consumidores precisará ser enfocado. Inclusive, muitos idosos estão inseridos nesse contexto, principalmente ao negar o que já é esperado e inevitável: o envelhecimento. Nesse sentido, a fase da velhice passou a ser chamada como fase da "melhor idade" dentre outras denominações positivas e, diante disso, Salzedas e Bruns (2007) reforçam uma opinião crítica: […] a negação da velhice aparece nos codinomes "melhor idade", "segunda adolescência", "adulto maior", criados pela ideologia do velamento da velhice, buscando assim atender aos padrões da sociedade de consumo que encontra na população de idosos possíveis adeptos de modismos vigentes e voláteis, como estilos de vestimentas que se modificam a cada estação ou novos pontos turísticos a serem conhecidos, investindo, mais uma vez, o tempo precioso e breve do ser humano para a finalidade da manutenção da ideologia capitalista. (IBIDEM, 2007, p. 17)  

Quanto à educação voltada para a terceira idade, no Brasil, a primeira experiência foi implementada pelo Serviço Social do Comércio (SESC). Surgiu na década de 1960 com a mesma metodologia de serviço social aplicada para crianças, jovens e adultos, compreendendo basicamente as seguintes atividades: desenvolvimento físico-esportivo, recreação, turismo social, biblioteca, apresentações artísticas, cursos livres e supletivos entre outras atividades. De acordo com Cachioni (1999), outras iniciativas semelhantes à do SESC surgiram no Brasil, mas grande parte não foi levada adiante. Somente a partir da década de 1980, "[…] as universidades começaram a abrir um espaço educacional, tanto para a população idosa como para profissionais interessados no estudo das questões do envelhecimento." (CACHIONI, 1999, p. 161).

No cenário brasileiro nota-se que a população de idosos vem crescendo consideravelmente, requerendo uma nova estruturação política e social para atender as demandas emergentes do processo de envelhecimento. Segundo Veras (2007) essa nova realidade sugere uma mudança de paradigmas de atenção à saúde da população idosa, com o objetivo de minimizar sofrimento, dependência e custos, dando à pessoa idosa a condição de decidir sobre sua própria vida. Dentro desse contexto, Paschoal (2002) faz algumas afirmações e, ao mesmo tempo, indaga: A expectativa de vida está aumentando em todo o mundo. Com isto, um número cada vez maior de indivíduos passa a sobreviver até 70, 80, 90 anos. Qual a qualidade dessa sobrevivência? Como aumentar o vigor físico, intelectual, emocional e social dessa população até os momentos que precedem a morte? A maioria dos indivíduos deseja viver cada vez mais, porém a experiência do envelhecimento (a própria e a dos outros) está trazendo angústias e decepções, pelo menos em nosso país. Como favorecer uma sobrevida cada vez maior, com uma qualidade de vida cada vez melhor? (IBIDEM, 2002, p. 17)  

Esta transição demográfica vem desenrolando grandes transformações e impactos no modelo atual da sociedade. Algumas de suas conseqüências positivas, segundo Ribeiro (2006), são: crescimento da vida depois do trabalho, permitindo aos aposentados desfrutar de forma mais intensa o seu tempo livre e uma valorização da população idosa, assim esta pode viver cada vez melhor e participar de mais atividades sociais e culturais, melhorando a sua qualidade de vida.

 QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE 

De acordo com o pensamento de Vecchia (2005), o conceito de qualidade de vida relaciona-se à auto-estima e ao bem-estar pessoal e compreende aspectos como a capacidade funcional, o nível socioeconômico, o estado emocional, a interação social, a atividade intelectual, o autocuidado, o suporte familiar, o próprio estado de saúde, os valores culturais, éticos e a religiosidade2, o estilo de vida, a satisfação com o emprego e/ou com atividades diárias e o ambiente em que se vive. Para ela, este conceito está ligado ao nível sociocultural, à faixa etária e às aspirações pessoais do indivíduo.

A perda da autonomia representa, para os idosos, uma das maiores preocupações. Para eles, saúde está relacionada, diretamente, com independência, capacidade para fazer as coisas, trabalhar, poder ir e vir, mesmo com algumas doenças crônicas. Para Pires e Silva (2001), mantendo-se os idosos independentes e autônomos, as dificuldades serão menores, tanto para si quanto para a família e para a sociedade. Elas citam que a autonomia relativa às atividades da vida diária é colocada como algo fundamental para a manutenção da saúde do idoso. Sendo assim, capacidade de realizar as tarefas do cotidiano sem o auxílio de outros, é denominada de capacidade funcional. Estas necessidades diárias incluem atividades como levantar-se da cama ou de uma cadeira, andar, usar o banheiro, vestir-se, alimentar-se. Segundo o Ministério da Saúde (2002), os estudos realizados no Brasil mostram que quase a metade dos idosos precisa de alguma ajuda para a realização de pelo menos uma das atividades necessárias à sua da vida diária.

Nesse contexto, a preocupação com a auto-estima, relacionada à qualidade de vida na velhice ganhou relevância. De acordo com Branden (1992), a auto-estima, estrutura-se como o senso de dignidade pessoal que se origina de todas as idéias. É a soma da autoconfiança com o auto-respeito, traduzindo explicitamente a capacidade dos idosos de enfrentarem os desafios que a vida impõe, e o direito e o desejo de serem felizes de gostarem ou não de si mesmos.

Outro aspecto relacionado à qualidade de vida da população idosa é a religiosidade. Feldman et al (2006) citam que a religião também tem sido um fator de adaptação para o idoso, gerando bem estar espiritual e conseqüentemente bem estar psicológico e auto regulação (equilíbrio mental). Para essas autoras, a fé em Deus é um sentimento arraigado na nossa cultura e é tão necessária quanto são outros modos de enfrentamento.

O convívio social também ajuda o idoso a envelhecer bem e sentir-se bem, fato apontado pelas autoras Ferraz e Peixoto (1997), as quais concluem que o principal fator determinante de um alto nível de qualidade de vida da população idosa parece ser um convívio social positivo, próximo e estável. Este convívio pode ser representado, por exemplo, por vivências amorosas. Para Almeida e Lourenço (2007), o amor e a vivência da sexualidade podem significar muitas coisas boas para pessoas de mais idade, é uma oportunidade de expressar carinho, afeto, admiração por alguém; é auto-afirmação de si, de seu corpo, auto-estima elevada, bom humor, melhor qualidade de vida. Assim, esses elementos servem para rejuvenescer, não de forma utópica, mas por se tornarem presentes e vivificarem o cotidiano daqueles que estão abertos para tais situações e para uma vida de maior qualidade.

 POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À TERCEIRA IDADE 

Com o intuito de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos idosos, foram criadas algumas políticas públicas. Primeiramente, é necessário ressaltar o que compreende o termo "políticas públicas". Estas se constituem por ações, programas, projetos, regulamentos, leis e normas que o Estado desenvolve para administrar de maneira mais eqüitativa os diferentes interesses sociais, abrangendo e organizando a dimensão coletiva de uma determinada sociedade. Porém, sabe-se que a efetivação de uma política pública, de acordo com Albuquerque et al (2007), necessita de uma atitude ética, consciente e cidadã dos envolvidos e interessados em viver envelhecendo de maneira saudável. Estado, profissionais da saúde, psicólogos, idoso e a sociedade em geral, todos são co-responsáveis por esse processo.

Existem dispositivos legais que têm por objetivos nortear ações sociais e de saúde, garantir os direitos das pessoas idosas e obrigar o Estado a proteger os mesmos. Entre eles, destacam-se o Estatuto do Idoso, a Política Nacional do Idoso e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. O artigo terceiro do Estatuto do Idoso (2006) cita que:

 Art. 3.º É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas; III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso […] (ESTATUTO DO IDOSO, 2006, p. 8) 

Dessa forma, o idoso tem garantido seus direitos, e, principalmente, tem a preferência no atendimento em órgãos públicos e privados e na execução de políticas públicas específicas, considerando que a população idosa constitui público alvo dessas políticas. De acordo com os autores supra citados, Albuquerque et al (2007), a Constituição Brasileira de 1988 foi a primeira a tratar o idoso e a velhice como um problema social, indo além da assistência previdenciária e assegurando a proteção na forma de assistência social.

A Política Nacional do Idoso, instituída pela Lei 8.842/94, regulamentada em 3/6/96 através do Decreto 1.948/96, amplia significativamente os direitos dos idosos. Está norteada por cinco princípios:

1. a família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e o direito à vida;

2. o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral, devendo ser objetivo de conhecimento e informação para todos;

3. o idoso não deve sofrer discriminação de qualquer natureza;

4. o idoso deve ser o principal agente e o destinatário das transformações a serem efetivadas através dessa política;

5. as diferenças econômicas, sociais, regionais e, particularmente, as contradições entre o meio rural e o urbano do Brasil deverão ser observadas pelos poderes públicos e pela sociedade em geral na aplicação dessa lei.

Analisando estes princípios, percebe-se que a lei garante uma renda e também vínculos relacionais e de pertencimento que assegurem mínimos de proteção social aos idosos, objetivando a participação, emancipação e construção da cidadania e de um novo conceito social para a velhice.

Outra política pública que tem como público alvo os idosos é o SUS (Sistema Único de Saúde), no qual a Psicologia se insere no contexto da Psicologia da Saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde. Segundo o Estatuto do Idoso, a população idosa tem atendimento preferencial no SUS. A distribuição de remédios aos idosos, principalmente os de uso continuado (hipertensão, diabetes etc.), deve ser gratuita, assim como a de próteses e órteses. Foi criada também a Política Nacional de Saúde da População Idosa (PNSPI), cuja finalidade primordial é recuperar, manter e promover a autonomia e a independência da população idosa, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, concordando com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. Para Albuquerque et al (2007):

 A PNSPI fundamenta a ação do setor saúde na atenção integral à população idosa e em processo de envelhecimento, conforme determinam a Lei Orgânica de Saúde nº. 8080/90*  (Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral) e a Lei nº. 8842/94, regulamentada pelo Decreto nº. 1948/96. Assegura os direitos dos idosos e busca criar condições para a promoção da autonomia, integração e participação dos idosos na sociedade. Cabendo ao setor saúde prover o acesso dos idosos aos serviços e às ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde. O foco central da PNSPI (p.3) é, "recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. É alvo dessa política todo cidadão e cidadã brasileiros com 60 anos ou mais de idade."  ( IBIDEM, 2007)  

O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública atualmente. Concomitantemente às modificações observadas na pirâmide populacional, doenças próprias do envelhecimento ganham maior expressão no conjunto da sociedade. Um dos resultados dessa dinâmica é uma demanda crescente por serviços de saúde. Aliás, este é um dos desafios atuais: escassez de recursos para uma demanda crescente. O idoso consome mais serviços de saúde, as internações hospitalares são mais freqüentes e o tempo de ocupação do leito é maior quando comparado a outras faixas etárias. Em geral, as doenças dos idosos são crônicas e múltiplas, perduram por vários anos e exigem acompanhamento constante, cuidados permanentes, medicação contínua e exames periódicos. De acordo com Lima-Costa e Veras (2003):

Dessa forma, surgem os seguintes desafios para a Saúde Pública, como reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde: (a) como manter a independência e a vida ativa com o envelhecimento?; (b) como fortalecer políticas de prevenção e promoção da saúde, especialmente aquelas voltadas para os idosos?; (c) como manter e/ou melhorar a qualidade de vida com o envelhecimento? Temos de encontrar os meios para: incorporar os idosos em nossa sociedade, mudar conceitos já enraizados e utilizar novas tecnologias, com inovação e sabedoria, a fim de alcançar de forma justa e democrática a eqüidade na distribuição dos serviços e facilidades para o grupo populacional que mais cresce em nosso país. (IBIDEM, 2003) 

Na cidade de Itumbiara-Go, existe um Programa do Idoso criado pelo CAIS/SMS (Centro de Assistência Integrado de Saúde/Secretaria Municipal da Saúde). Este caracteriza-se por ser um programa educacional que procura instrumentalizar idosos com conhecimentos e procedimentos sobre atividade física, de modo que tenham autonomia para auto-gerir seu programa de exercícios e/ou sejam capazes de selecionar programas de exercícios supervisionados adequados para suas condições, aos quais tenham interesse de integrar-se. Este programa, além de oferecer benefícios para a saúde física e psicológica, promove o convívio social entre os idosos. Segundo Otto (1987), o idoso tem perda de até 5% da capacidade física a cada 10 anos e pode recuperar 10% através de atividades físicas adequadas. Estas atividades também atuam como antidepressivos, sendo benéficos para todas as idades e sexos. A recreação é uma alternativa para adaptar-se melhor a esta fase, a participação é coletiva, estimula a solidariedade, é através do jogo e da dança que o idoso diminui as tensões, angústias, faz amigos e se diverte. É uma atividade alegre que o faz esquecer do dia a dia, buscar a socialização e gostar de estar com pessoas da mesma idade.

Também é fonte de pesquisas sobre a qualidade de vida dos idosos, pois é feito o acompanhamento da evolução das capacidades físicas e motoras e de aspectos psicológicos e de aprendizagem dos integrantes do programa. Este acompanhamento dá base para verificar a adequação da proposta quanto às possibilidades de ativação dos domínios físico, motor, cognitivo e psicossocial, o que redunda em conhecimentos sobre as condições favoráveis em que tal ativação ocorre, e em conhecimentos aplicados para a atuação profissional da equipe envolvida.

Os objetivos do Programa do Idoso CAIS/SMS são: 1. Instrumentalizar o idoso com conhecimentos para o auto-cuidado, ensinando-os a saberem o que fazer, como fazer e quando fazer atividades motoras que apliquem a capacidade de reserva dos diferentes sistemas do seu corpo; 2. Mudar seu comportamento para a prática sistemática de atividade física, com base na valorização desta como meio de manutenção da qualidade do envelhecer; 3. Sentir prazer em movimentar-se e viver experiências motoras com sucesso; 4. Manutenção e melhoria das capacidades físicas e motoras, da capacidade funcional e da saúde.

A duração do programas do Cais é anual. As aulas práticas acontecem duas vezes por semana e constituem-se em seis partes. Cada parte da aula refere-se a um conteúdo relacionado ao estímulo e alterações dos diferentes sistemas que sofrem impacto do envelhecimento, entre eles: sistema cardiovascular-respiratório, com atividades relacionadas a relaxamento, exercícios respiratórios e capacidade aeróbica; sistema musculoesquelético, com atividades relacionadas a massagem e auto massagem, informações elementares de anatomia e fisiologia (estrutura e funcionamento dos órgãos e sistemas do corpo implicados nas ações do aparelho locomotor), capacidade motora (capacidade de movimento, tempo de reação e de movimento, agilidade, equilíbrio e ritmo), força e flexibilidade; sistema articular, com atividades relacionadas a habilidades básicas (a – locomoção: andar, trepar, subir, descer/ b- manipulação: lançar, receber, arremessar, quicar, agarrar, remeter) e sistema nervoso central e periférico, com atividades relacionadas a estabilização: giros e rolamentos.

Um aspecto fundamental no programa é o desenvolvimento de conteúdos teóricos (informações básicas) e conteúdos práticos (atividades motoras), integrados entre si. O conteúdo teórico é baseado em informações elementares de anatomia e fisiologia (estrutura e funcionamento dos órgãos e sistemas do corpo implicados nas ações do aparelho locomotor), alterações de cada sistema com o processo do envelhecimento; o impacto da atividade física sobre esses sistemas; a nutrição na velhice; princípios básicos que norteiam a prescrição da atividade física para trabalhar os sistemas estimulados em aula.

 PSICOLOGIA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS 

A psicologia se insere nas políticas públicas enquanto formuladora de propostas, na gestão de sistemas e serviços, na formação de profissionais vinculada a práticas públicas e sociais, na produção de conhecimentos, na invenção da atenção, criando dispositivos clínicos e de cuidados, na participação nos conselhos de saúde, bem como na condição das entidades da categoria profissional. Segundo o CFESS/CRESS e CFP/CRP(2007):

 A inserção do psicólogo nas políticas públicas cresceu muito nos últimos dez anos. Essa atuação foi acompanhada pela construção, na Psicologia, do compromisso social, com a participação de psicólogos e psicólogos de todo o país. A partir dessa perspectiva, é valorizada a construção de práticas comprometidas com a transformação social, em direção a uma ética voltada para a emancipação humana. (IBIDEM, 2007, p.20)  

Sobre a atuação do psicólogo nas políticas públicas, segundo o pensamento de Filho (2008), o psicólogo pode alterar o que está posto, o que pode ocorrer junto com a assistente social nos atendimentos individuais ou em atividades coletivas, prioridade neste tipo de serviço. Contudo, isto só se dará quando ao sujeito for concedida a oportunidade de se ouvir, de se descobrir, de entender como sua subjetividade está articulada, produzida pelas redes e campos de força social nas quais ele está inserido. Assim, este indivíduo poderá ressignificar sua história de vida, saindo do lugar de objeto para o lugar de sujeito de sua história.

Sendo assim, a psicologia conta com ferramentas que podem enfrentar os processos de exclusão social vividos por parcelas significativas da população: vínculo, escuta, cuidado, intervenções coletivas, aproximação com o território e com as redes estabelecidas pelos sujeitos enquanto suas estratégias de existência. Práticas pautadas por estes pressupostos certamente culminarão na produção de uma subjetividade cidadã – que desloque o sujeito de um lugar "assistido" para um lugar protagonista e de direitos, articulação de redes sociais em defesa da vida, construindo entre si laços de solidariedade, na lógica da integralidade.

É preciso considerar que no processo de criação destas políticas é de extrema importância que ocorra um planejamento cuidadoso que identifique as barreiras sociais e individuais que possam reduzir ou impedir a participação do sujeito idoso nas atividades. Todas as dificuldades encontradas nesta fase da vida precisam então ser levadas em consideração para que as iniciativas obtenham sucesso. O próprio idoso deve ser consultado durante o planejamento destes projetos, para que seus interesses sejam devidamente alcançados. Este também precisa intensificar seu interesse e participação na política para que possa assim ter maior influência nas decisões públicas, especialmente naquelas que se referem ao apoio social aos idosos.

 MÉTODOS            

O estudo foi realizado através de pesquisa de campo, na cidade de Itumbiara, GO, com quarenta e três idosos participantes do programa do Idoso do CAIS/SMS, escolhidos aleatoriamente. Primeiramente, foi realizada uma observação de uma reunião do grupo de Idosos e descrito o que foi observado. Posteriormente, foi aplicado um questionário constituído por vinte e uma perguntas de múltipla escolha, relacionadas às mudanças no desenvolvimento do idoso, sua qualidade de vida e sua percepção sobre as políticas públicas voltadas a essa população. Tais perguntas serão divididas em três partes, entre elas: Parte A: Envelhecer, atividades instrumentais; Parte B: Qualidade de vida e Parte C: Políticas públicas.      Dessa forma, a pesquisa, quanto aos objetivos, é uma pesquisa descritiva, pois os fatos foram observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem a inferência dos observadores, e também porque foram utilizadas técnicas padronizadas de coleta de dados (questionário). Os dados obtidos foram analisados de forma quantitativa, pois as opiniões e informações foram traduzidas em números, utilizando técnicas estatísticas, como a porcentagem.

 A pesquisa obedeceu aos pressupostos éticos com a finalidade de não comprometer o idoso, sendo que o mesmo assinará o "TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO" conforme a Resolução CNS/MS 196/96.

 RESULTADOS 

Primeiramente, foi realizada uma observação no local onde acontecem as atividades do Programa do Idoso, uma quadra do SENAI. A professora aferiu a pressão dos idosos, um por um, e depois disso ligou o som, passava as instruções no microfone, e os idosos seguiam-nas. Os idosos pareciam estar bastante animados. Primeiramente, foi feito um relaxamento e alongamento, e o grupo estava constituído por aproximadamente setenta idosos. A maioria seguia as instruções, e um grupinho de aproximadamente dez mulheres estavam conversando e rindo. Depois, a professora deu um tempo para os idosos beberem água (cada um leva a sua garrafinha com água), e distribuiu um bastão para cada idoso. Fizeram exercícios com os bastões, primeiramente individual, depois em duplas. Muitos idosos dançavam conforme o ritmo da música e pareciam muito determinados. A professora deu alguns recados no microfone, convidou-lhes a participarem de uma atividade que seria realizada pelo SESC e parceiros, no espaço "Capim de Ouro", na cidade de Itumbiara-GO e avisou também que as aulas de ginástica na academia e a hidroginástica começariam no mesmo dia, terça, no Centro Esportivo da ULBRA.

Foram realizados mais seis encontros, sendo três no SENAI e três no Centro Esportivo da ULBRA, onde foram aplicados os questionários a quarenta e três idosos. Os resultados estão expostos nos gráficos abaixo e analisados posteriormente.

 Gráfico 1: Parte A: Envelhecer, atividades instrumentais

 

 A coleta de dados permitiu averiguar o quanto realizar suas atividades sem dependência de alguém é de suprema importância para os idosos, 72% (n=31) relataram que realizam e gostam de realizar tarefas domésticas sem auxílio de outrem. Segundo Pires e Silva (2001), a perda da autonomia representa, para os idosos, uma das maiores preocupações.

Quanto às perdas da percepção dos sentidos, a que se mostrou mais temida foi a perda da visão, contando com 58% (n=25) dos entrevistados. Este percentual reflete o pensamento de autores anteriormente citados, Gus e Zaslavsky (2002), os quais concordam que a prevalência quanto a problemas de visão entre os idosos é bastante alta. 

62,8% (n=27) dos entrevistados responderam que estão sempre dispostos a participarem das atividades propostas, e consideram que o convívio social é muito importante, corroborando com o pensamento das autoras Ferraz e Peixoto (1997), as quais destacam que o fator determinante para uma boa qualidade de vida da população idosa é o convívio social.

A maioria dos entrevistados, 39,6% (n=17), relatou apresentar doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, o que vem de encontro ao pensamento de Fernandes e Somchinda (2003). Segundo as mesmas, envelhecer sem nenhuma doença crônica é mais a exceção do que a regra.  Gráfico 2: Parte B: Qualidade de vida

A independência mostrou-se um fator de grande relevância sendo citada por 86,2% (n=37) dos entrevistados, os quais argumentaram que realizam atividades físicas sem ajuda de pessoas ou auxílio mecânico. Esta afirmação vai ao encontro do pensamento das autoras já citadas no referencial teórico, Pires e Silva (2001), segundo as quais, saúde está relacionada, diretamente, com independência e capacidade para realizar atividades físicas.

Quanto à afetividade, a maioria dos idosos, 51% (n=22), alegou que considera mais importante gostar de si mesmo, intelectualmente, confirmando o que relata Branden (1992) sobre auto-estima: a preocupação com a auto-estima, relacionada à qualidade de vida na velhice tem ganhado cada vez mais relevância. 

Quanto às relações sociais, 60,5% (n=26) consideram fundamental ter um cônjuge ou companheiro, corroborando a visão das vivências amorosas relatadas por Almeida e Lourenço (2007) no referencial teórico.

O discurso de Feldman et al (2006) mostra que a dimensão espiritual ocupa um lugar de destaque na vida das pessoas, o que foi corroborado com a pesquisa de campo, na qual 60,5% (n=26) dos idosos responderam que ter fé em Deus é uma necessidade para garantir uma boa qualidade de vida.

 Gráfico 3: Parte C: Políticas públicas

A maioria dos idosos, 69,7% (n=30), respondeu que o Programa do Idoso do CAIS/SMS promove interação social, melhoria da saúde física e psicológica, e 74,4% (n=32) relataram que possuem muitos amigos que participam do programa, reforçando a opinião de Otto (1987) sobre Programas nos quais são oferecidas atividades físicas aos idosos. A maioria, 81,4% (n=35), também afirmou estar sempre disposta a freqüentar as atividades fornecidas pelo Programa, o que para a autora supracitada pode funcionar como uma maneira de promover a socialização e atuar como antidepressivos.

Quanto às políticas públicas, 65,1% (n=28) dos idosos declararam que as condições de saúde pública precisam ser melhoradas. Lima-Costa e Veras (2003) citaram alguns desafios para a saúde pública, que foram especificados no referencial teórico.  

CONCLUSÃO 

O questionário foi aplicado a 43 idosos participantes do Programa do Idoso do CAIS/SMS, o qual foi base para obter informações dos mesmos, e assim conhecer a percepção deles no tocante aos temas relevantes às suas vidas, o processo de envelhecimento e as políticas públicas vigentes e aplicadas do município de Itumbiara-GO.

Foi constatado que as verbas destinadas a este programa, visando melhoria da capacidade física, intelectual, psicológica e social do idoso, possibilitam e contribuem para a busca e melhoria da qualidade de vida dos mesmos.

Assim, a pesquisa respeitou a opinião do idoso sobre qualidade de vida, o que para ele, naquele momento, é relevante de acordo com cada item apresentado. O estudo permitiu averiguar o quanto realizar atividades sem dependência de alguém é de suprema importância para os idosos, a forma como o convívio social auxilia o idoso a envelhecer bem e perceber a disposição que os idosos têm para freqüentar as atividades fornecidas pelo programa.

Desta forma, o objetivo geral foi alcançado, pois se verificaram quais são as políticas públicas voltadas para os idosos no município de Itumbiara e de que maneira elas contribuem para sua qualidade de vida nos dias atuais. Também ficou clara a percepção dos idosos em relação à valorização de temas relevantes e ao seu processo de envelhecimento e em relação ao auxílio das políticas públicas. Identificaram-se os itens mais relevantes e como contribuem para qualidade de vida na velhice e a atuação do psicólogo no contexto das políticas publicas destinadas a terceira idade foi estudada no referencial teórico.

Embora o projeto tenha por principal objetivo a percepção do idoso frente o processo de envelhecer e as políticas públicas, tal projeto em sua aplicabilidade detectou a carência de melhorias e maiores investimentos aos programas voltados ao público idoso. 

Fica como sugestão, por intermédio deste trabalho, estabelecer um parâmetro de qualidade de vida ideal ao idoso, e transformar esse mesmo ideal em números, procurar enquadrar, medir, o grau da qualidade de vida do idoso, e também a criação de novos projetos sociais proporcionem qualidade de vida ao idoso, embora tal proposta não constituísse o objetivo da pesquisa.

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