QS como instrumento da Logoterapia – Parte II

Uma das introvisões mais novas e profundas da ciência do século passado é a de que  o todo pode ser maior do que a simples soma de suas partes. O todo contém  uma riqueza, uma perspectiva, uma dimensão não possuída pelas partes. O todo, portanto, não é apenas uma quantidade maior, já que possui também uma qualidade adicional.

Nesse particular, a ciência nos ajuda a compreender o espiritual. Vivenciar o "espiritual" significa estar em contato com um todo maior, mais profundo, mais rico, que coloca nossa limitada situação presente em uma nova perspectiva. Implica o senso de que há "algo além", "algo mais", que confere sentido de vida, e escala de valores à situação em que estamos vivendo agora.

Esse "algo mais" espiritual talvez seja uma realidade social mais profunda ou uma rede social do sentido. Pode ser, quem sabe, uma percepção ou sintonização com as dimensões mitológica, arquetípica ou religiosa da situação em que nos encontramos. Quem sabe, possa ser o senso de que há um nível mais profundo de verdade ou beleza. E/ou, também a sintonização com um senso da inteireza mais profundo, cósmico, um senso de que nossos atos são partes de algum processo universal mais amplo.

Qualquer que seja nosso senso especifico do espiritual, sem ele nossa visão escurece a vida nos parece monótona a os objetivos que nela temos tornam·se desoladoramente finitos. Como diz Viktor Frankl, a busca de sentido é a principal motivação da vida do homem. É essa busca que nos torna as criaturas espirituais que somos. E quando essa necessidade profunda de sentido deixa de ser satisfeita, nossa vida nos parece rasa ou vazia. No caso de muitos de nós, essa necessidade não vem a ser atendida há muito, sinal dos tempos, e por isso nossa crise fundamental é de natureza espiritual.

A busca de sentido é evidente em inúmeros aspectos da nossa vida. O que significa minha vida? O que significa meu trabalho? Ou, essa empresa que fundei ou para a qual trabalho? Este relacionamento? Por que estou estudando para obter esse diploma? O que é que o diploma significa para mim? O que significa saber que vou morrer algum dia? Por que me comprometer com uma, ou outra coisa, com uma ou outra pessoa, com qualquer coisa? Duas das dez principais causas de morte no mundo ocidental, o suicídio e o alcoolismo, relacionam-se com esse tipo de crise de sentido.

Pessoas que viveram em sociedades mais antigas sequer teriam feito essas perguntas. A vida que levavam era culturalmente inserida em uma estrutura fixa. Tinham tradições vivas, deuses vivos, comunidades vivas, códigos morais operantes, problemas com limites conhecidos e metas fixas. Nos temposmodernos, porém, perdeu-se aquilo que alguns filósofos denominam de "certezas" na vida. Em nosso caso, sobram problemas existenciais, ou espirituais, e a necessidade de cultivar algum tipo de inteligência que possa lidar com eles.

O simples QI, ou inteligência racional, não é mais suficiente. As razões que pessoas procuram

para viver não são racionais, e, tampouco puramente emocionais. Não basta ao homem ter felicidade no contexto existente. Ele quer questionar o próprio contexto, o valor da maneira como vive, e descobrir um novo valor, um fugidio "mais". Pelo simples fato de fazer tais perguntas, demonstra a necessidade de usar sua inteligência espiritual.

O quê seria esse "mais" que o homem procura, e por que precisaria de inteligência espiritual para encontrá-lo? Por que dizemos que o sentido é a questão fundamental de nosso tempo? Mudaram os tempos, cresceram as necessidades do homem ou a própria inteligência ingressou em um novo estágio de evolução? Essas são algumas das perguntas que precisamos estudar com urgência.

A era moderna é definida por coisas tais como o desmoronamento da família, da comunidade e da religião tradicional, pela perda ou falta de herois, e povoada por seres humanos jovens que tentam tirar sentido de tudo isso. Vivemos em uma época em que não há indicadores claros, regras claras, valores claros, nenhuma maneira clara de crescer, nenhuma visão clara de responsabilidade. Carecemos de um contexto global para nossa vida, de um fluxo natural de sentido do qual possamos ser simplesmente uma parte. De muitas maneiras, esse deserto espiritual surgiu como produto de nosso alto Ql.

Usando de raciocínio, afastamo-nos da natureza e de nosso próximo e, pelo pensamento, ultrapassamos a religião. Em nosso grande salto tecnológico para a frente, deixamos para trás a cultura tradicional, com seus valores enraizados. Nosso QI reduziu o trabalho, aumentou a riqueza e a longevidade, inventou incontáveis engenhocas, algumas das quais ameaçam destruir não somente o meio ambiente mas a nós também. E não encontramos uma maneira de tornar tudo isso digno do esforço.

A cultura moderna é espiritualmente atrofiada não só no Ocidente, mas também, cada vez mais, nos países asiáticos que sucumbem à sua influência. Por "espiritualmente atrofiada" quer-se dizer que perdemos o senso dos valores fundamentais – os valores ligados à terra e às estações, às horas que passam, aos instrumentos e rituais diários de nossa vida, ao corpo e às suas mudanças, ao sexo, ao trabalho e seus frutos, às etapas da vida e à morte como um fim natural. Vemos, usamos e vivenciamos apenas o imediato, o visível, o pragmático. Estamos cegos para os níveis mais profundos de símbolo e sentido que inserem nossos objetos, nossas atividades e nós mesmos em um marco existencial mais amplo. Não somos daltônicos, mas somos cegos para o sentido. Como foi que
nos tornamos assim?

O exemplo da sociedade do Nepal

A sociedade nepalesa abrange aspectos que faltam em casa – fortes comunidades locais e famílias numerosas, tradições espirituais vivas compartilhadas por toda cultura, a espontaneidade e o caráter de urgência da vida diária e a riqueza simbólica da maneira de vestir, comer, viver e morrer no dia-a-dia, o cuidado e respeito dedicados à invenção e fabricação de implementos usados todos os dias, tais como tigelas para comida e riquixás, o modelo simples, repetitivo, da vida diária, as safras de cada estação e os festivais. Sabe-se que esses não são os mesmos aspectos de nossa cultura. O Nepal é profundamente espiritual (pleno de sentido nobre) porque tem uma vida diária inserida em uma riqueza cultural espiritual. Mas não é nossa cultura nem será a cultura de qualquer futuro provável.

As poucas culturas sobreviventes, semelhantes à do Nepal pertencem a uma fase mais antiga da consciência humana. Podemos chamá-las de "culturas associativas" porque seus hábitos e valores só se baseiam no estilo do pensamento denominado "pensamento associativo" – condicionado pelo hábito e pela tradição. Essa modalidade desenvolve-se através do reconhecimento e repetição de padrões de todos conhecidos. Pode-se denominar também essas culturas de "O caminho sadio do meio", porque seus pontos fortes e fracos são os da camada média do Eu, a camada que Freud chamou de "processo primário", ou que Ken Wilber denomina de "pré-pessoal", seria a camada intermediária do meio do Eu, juntamente com imagens mitológicas e os arquétipos do inconsciente de que falava
Jung.

O Eu tem uma periferia, o Ego (racional), um meio associativo (emocional), e um centro unitivo (espiritual). Um Eu bem-equilibrado, espiritualmente inteligente, precisa de algo de cada camada. Nas sociedades tradicionais, porém – tanto no Ocidente anterior a Descartes, e no início da Idade da Razão no Século XVII, quanto no hoje chamado mundo subdesenvolvido, como o Nepal, o centro, o nível da existência inspirador, gerador de energia, gerador de sentido, unificador, situa-se na camada do meio.

As tradições da comunidade condensam introvisões espirituais e valores mais profundos, de tal modo que o indivíduo só se relaciona com o centro espiritual através da cultura e de suas tradições. EIe não tem de relacionar-se diretamente com o centro por iniciativa própria, como indivíduo. Poucos dos artesãos que construíram as grandes catedrais européias da Idade Média, por exemplo, conheciam os princípios da arquitetura sagrada, absorvendo-os à medida que aprendiam seus ofícios. Poucos camponeses medievais tinham que pensar no sentido da vida ou do seu trabalho, porque estavam inseridos nas necessidades e tradições da vida diária.

Definindo seus valores pessoais, um jovem membro de uma tribo tradicional da Nigéria disse: "Estas são coisas que me foram transmitidas por meus pais. Eu construo sobre elas, mas o fundamental não muda." Toda a vida nessas sociedades tradicionais era, ou é, menos consciente, ou, no mínimo, menos autoconsciente do que na nossa, hoje. Da mesma maneira que quando dirigimos um carro ou andamos de bicicleta jamais pensamos conscientemente em cada movimento, em sociedades com uma camada intermediária sadia, pessoas confiam em valores espirituais, redes de sentidos e hábitos de relacionamentos que são dons da sociedade.

Essa comunidade compartilhada simplesmente não existe para a maior parte da população urbana do mundo moderno. Somos profundamente subnutridos no que interessa a toda a camada intermediária associativa do Eu. São poucas nossas tradições coletivas, que apontam para além do nível prosaico da vida diária; que nos enraízam na origem e sentido mais profundos de nossas comunidades, e da vida que nelas levamos. Temos poucos "deuses", "deusas", ou herois coletivos cujas vidas sirvam de exemplo de alguma camada mais profunda de possibilidade ou aspiração humanas, e toque a nossa vida com um senso de graça.

Com grande frequência, tentamos compensar a carência dando importância exagerada ao Eu individual, à vida, ambições e ao que consideramos como necessidades. Procuramos na camada do ego do Eu recursos que ela não possui. Privados de um centro profundo, significativo, mantido e mediado pelo meio, ficamos presos na periferia fragmentada da vida. Como resultado, com grande frequência, procuramos sentido em atividades distorcidas ou periféricas, tais como materialismo, sexo promíscuo, rebelião sem causa, violência, abuso de drogas ou o ocultismo da Nova Era.

O papel da Ciência

No Ocidente, a cultura tradicional e todos os significados e valores que ela preservava começaram a desfiar-se como resultado da revolução científica do século XVII e da ascensão paralela do individualismo e do racionalismo. O pensamento de Isaac Newton e seus colegas deu origem não só à tecnologia que culminou na Revolução Industrial, mas também a uma erosão mais profunda das crenças religiosas e paradigmas filosóficos que até então serviam de alicerces à sociedade. Se trouxe numerosos benefícios, a nova tecnologia tirou também moradores do campo e despejou-os nas cidades, subverteu comunidades e famílias, extinguiu tradições e ofícios e tornou virtualmente impossível confiar no hábito e na repetição. Os sentidos e valores associativos foram erradicados do solo onde haviam crescido. A revolução filosófica que se seguiu arrancou pelas raízes a alma humana.

Os cânones mais fundamentais da filosofia newtoniana podem ser captados nas palavras "atomismo", "determinismo" e "objetividade". Embora pareçam abstratos e remotos, os conceitos representados por essas palavras tocaram-nos no âmago do ser. Atomismo é a ideia de que o mundo, em última análise, consiste em fragmentos – partículas, todas elas isoladas no espaço e no tempo. Átomos são coisas duras, impenetráveis, com fronteiras claramente delimitadas: não podem se interpenetrar. Relacionam-se entre si apenas através de ação e reação. Empurram-se uns aos outros e procuram maneiras de se evitar.

De acordo com essa teoria, todos nós estamos isolados dentro das fronteiras impenetráveis do ego. Você é um objeto para mim e eu sou simplesmente um objeto para você. Jamais poderemos nos conhecer de qualquer maneira fundamental. Amor e amizade profunda são impossíveis. "O mandamento ama a teu próximo como a ti mesmo", disse Freud, "é o mandamento mais impossível de ser cumprido jamais escrito." Acreditava ele que todo o mundo dos valores era uma mera projeção do superego, as expectativas de pais e da sociedade. Esses valores impunham um fardo intolerável ao ego e tornava o homem doente, ou "neurótico". O indivíduo inteiramente moderno, segundo Freud, libertar-se-ia dessas expectativas absurdas e seguiria princípios, tais como, cada um por si, a sobrevivência do mais apto, do mais rápido, e por aí vai.

O determinismo newtoniano ensinava que o mundo físico é governado por leis férreas: as do movimento, e a da gravitação. Tudo no mundo físico seria previsível e, portanto, controlável. Nas mesmas circunstâncias, B sempre se seguiria a A. Não poderia haver surpresas. Freud introduziu esse determinismo em sua "psicologia científica", afirmando que o ego impotente é empurrado de baixo, de um lado para o outro, pelas forças sombrias do instinto e da agressão residentes no Id, e pressionado de cima para baixo pelas expectativas intoleráveis do superego. Nossas experiências e comportamento em toda a vida seriam inteiramente determinados por essas forças conflitantes e pela experiência do homem nos cinco primeiros anos. O homem seria vítima de suas experiências, espectador impotente de um roteiro escrito pelos outros. A sociologia e o moderno sistema judiciário reforçaram essa impressão.

Embora a maioria da população talvez pouco saiba sobre o determinismo newtoniano ou o Id e o superego freudianos, é endêmica a ideia de que o homem é vítima isolada, passiva, de forças mais poderosas do que ele, e que não tem como mudar a vida, pouco importa o que o mundo pense. O ser humano se sente preocupado, mas não sabe como assumir responsabilidades por si mesmo.

A objetividade newtoniana reforçou o senso de isolamento e impotência do homem. Ao criar seu novo método científico, Newton fez uma separação nítida entre o observador (o cientista) e aquilo que ele observa. O mundo é dividido entre sujeitos e objetos: o sujeito A está "aqui", e o mundo "ali". O cientista newtoniano é um observador desligado do resto, que simplesmente olha para esse mundo, pesa-o, mede-o, e com ele realiza experimentos. Manipula e controla a natureza.

O homem moderno típico vivencia a si mesmo como estando simplesmente no mundo – e não como sendo parte desse mundo. Neste contexto, o "mundo" inclui outras pessoas, até mesmo as pretensas pessoas íntimas, bem como instituições, sociedade, objetos, a natureza, o meio ambiente. A cisão newtoniana observador/coisa observada deixou-nos com a sensação de que estamos simplesmente aqui para fazer por nós mesmos o melhor que pudermos. Mais uma vez, deixa-nos sem saber como assumir responsabilidades, com pouco sentido de quem e do quê poderíamos ser responsáveis. Não somos donos de nossos relacionamentos, não sabemos como ser donos de nossa possível eficácia.

E, finalmente, o cosmo descrito pela ciência newtoniana é frio, morto e mecânico. Na física de Newton, nenhum lugar existe para a mente, ou à consciência, nenhum lugar para qualquer aspecto da luta humana. Paradoxalmente, as ciências biológica e social desenvolvidas nos séculos XIX, XX e XXI aceitaram esse mecanismo, descrevendo seres humanos, a mente e o corpo humanos segundo esse mesmo paradigma mecânico. Somos máquinas mentais, máquinas genéticas, nosso corpo é um conjunto de partes, nosso comportamento é condicionado e previsível, nossa alma é uma ilusão da linguagem religiosa arcaica e nosso pensamento é apenas a atividade das células do cérebro. Nesse quadro, onde poderemos encontrar o sentido da nossa experiência humana?

Ameaças de extinção

A tecnologia do século passado gerou mais uma crise de sentido. Antes, seres humanos passaram por catástrofes e cataclismos naturais. Como espécie, porém, podiam sempre supor que a vida humana, ou a vida em geral, continuaria durante milhões de anos. O drama pessoal de cada geração era parte de um processo mais amplo e do fluxo do tempo. Desde a década de 1940, porém, vivemos, inicialmente, com a perspectiva de extinção em massa através de guerra nuclear e, em décadas mais recentes, com a ameaça adicional de desastre ecológico.

Para que o sentido de vida exista, precisará haver um contexto, ou limites. Quando nossas fronteiras são violadas, sentimo-nos ultrajados e reagimos. Quando elas deixam de existir, porém, sentimos puro horror; nossa experiência perde todo sentido e simplesmente não podemos lidar com ela.

A maioria da população não pensa muito nesses assuntos porque não pode suportá-lo. As ameaças de extinção global, porém, afetam realmente a maneira como pensamos e nos comportamos, lançando-nos de volta a preocupações mais imediatas: "Viva hoje, porque, talvez não haja um amanhã." Buscamos o prazer e a satisfação como se estivéssemos no corredor da morte. Exploramos nossos semelhantes e estupramos a terra com rapidez ainda maior para assegurar o conforto de hoje, o lucro de hoje. Todo nosso marco temporal só encurta e, com ele, o contexto de sentido e valor no qual o homem vive.

A pobreza do Humanismo Ocidental

Nos últimos duzentos ou trezentos anos limitamos nossos horizontes ao meramente humano, caindo cada vez mais em um auto-egotismo, que nos isola de um sentido mais amplo, e de uma perspectiva mais grandiosa. Os grandes pensadores do Iluminismo no século XVIII diziam que o homem era a medida de todas as coisas. Em si mesma essa tese não é estranha. É a ideia bíblica de que Deus criou todas as coisas para benefício do homem. O auto-egotismo humano é um cânone fundamental da tradição ocidental. O pensamento do Iluminismo, porém, Ievou-nos mais profundamente para um humanismo limitador, pois seu próprio conceito do humano era mais limitado.

Pegando a deixa na filosofia de Aristóteles, os pensadores do Iluminismo definiram o homem como um animal racional. As raízes do autenticamente humano estariam na razão (ou, em termos modernos, em nosso QI) e nos produtos da razão – ciência, tecnologia, o lógico, o pragmático. Filósofos sociais e políticos pegaram carona nessa ideia, enfatizando os direitos do homem em detrimento do serviço ou do dever. Alienado da natureza pela disseminação geral do pensamento newtoniano e pela imigração para as grandes cidades, alienado da magia e do mistério pelo pensamento científico reducionista, por considerar o ego e suas mesquinhas vaidades como o verdadeiro Eu, o humanismo ocidental tornou-se uma mistura de vaidade e desespero. Nós somos o máximo, estamos no alto da árvore evolutiva. Mas e daí?

No Oriente, o humanismo constitui a base da verdadeira espiritualidade. Budistas e hindus criticam as religiões ocidentais por serem insuficientemente humanistas. Quando se tenta argumentar que o humanismo é a única e exclusiva origem do nosso problema, os asiáticos, incrédulos, sacodem a cabeça. A origem do mal-entendido é que o humanismo deles é mais nobre, o "egoísmo" deles é mais puro. Não está baseado em poder e racionalidade. No sentido oriental tradicional, o humanista possui um sentido profundo da interligação da vida e de todas as suas manifestações.

Possui um sentido profundo de engajamento e de responsabilidade por todo o mundo e por tudo o que ele contém. Está consciente de que toda atividade humana, seja nos negócios, nas artes ou na religião, faz parte do tecido mais amplo e mais rico "de todo o universo. E os humanistas asiáticos nada têm de arrogantes. A opinião que esposam sobre o verdadeiro Eu, e sua origem no solo mais profundo do ser, lhes desperta um senso de humildade e gratidão. Estão sempre conscientes da fonte de onde emergem o Eu, o sentido de vida e os valores humanos.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley
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