Cinderela para as meninas, 3 porquinhos para os meninos

As meninas, desde pequenas, crescem ouvindo a estória da Cinderela. A Cinderela nada mais é do que uma moça muito prendada, que por causa de uma madrasta má, é responsável por todos os afazeres da casa, e privada de todo e qualquer convívio social.
O final da estória todos sabemos de cor, e quando digo final, quero atentar para afinalidade da estória : Cinderela casa-se com o príncipe e ambos vivem "felizes para sempre".    
As meninas, desde pequenas, crescem ouvindo a estória da Cinderela. A Cinderela nada mais é do que uma moça muito prendada, que por causa de uma madrasta má, é responsável por todos os afazeres da casa, e privada de todo e qualquer convívio social.
O final da estória todos sabemos de cor, e quando digo final, quero atentar para afinalidade da estória : Cinderela casa-se com o príncipe e ambos vivem "felizes para sempre". 
Para os meninos, a estória contada é a dos 3 porquinhos, que constróem 3 casas diferentes, e que embora tenham destinos diferentes (2 casinhas mal construídas são destruídas pelo lobo e apenas a casa de tijolos resiste), passam a mensagem do homem que constrói a casa, o homem provedor.
Quando crescem, as meninas partem numa busca sem fim pelo Príncipe Encantado e pelo "felizes para sempre". Se forem prendadas melhor, mas se não forem, terão que dar conta da casa e de seu trabalho da mesma forma, enfrentando uma dupla jornada de trabalho que se transforma em tripla jornada com a chegada dos filhos.
Os meninos crescem com a orientação de escolher uma boa profissão, de preferência que dê bastante dinheiro, pois serão os grandes provedores da família.
Ambas as estórias falam de superação e vitória – lemas que devem ser sempre lembrados e almejados, pois a Cinderela supera sua madrasta má, e os 3 porquinhos juntos vencem o lobo mau. 
Mas o que não contam para as meninas é que o "felizes para sempre" não é um estado passivo, e sim, um estado que deve ser construído, dia a dia, que demanda uma atividade, e não uma passividade.
Os meninos que brincam de carrinho e crescem atrás de dinheiro, encontram grande dificuldade em relação aos seus pais, se, ao escolherem sua profissão, não só escolhem uma profissão fora do triângulo médico, engenheiro, advogado (profissões ditas tradicionais), como escolhem uma profissão artística, poeta por exemplo.
Nos dias atuais, devemos ensinar às nossas crianças que a vida é muito maior do que a história da Cinderela e dos 3 porquinhos, e que para todos conviverem bem quando adultos, a Cinderela não pode ser nem gata borralheira e nem madame, e que o príncipe encantado pode até existir, mas que homem real, que tem conflitos, ama, sofre e chora, é muito mais interessante.
Patrícia Camargo – Fazendo o casal que se ama mais feliz
Coach Pessoal especializada em relacionamento de casais
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