CFP e Associação Brasileira de Psiquiatria discordam sobre a internação involuntária de dependentes de Crack

O diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, Salomão Rodrigues,  manifesta-se a favor. Ele alega que, assim, o estado está garantindo a vida de alguém qué já perdeu a razão em função do uso da droga e que precisa ser submetido a um tratamento adequado. Além disso, explica que o tratamento é temporário e a maioria dos usuários passa a concordar com a internação depois de desintoxicados.

Já o presidente do Conselho Federal de Psicologia, Huberto Verona, afirma que há o risco da banalização da internação involuntária pelos médicos e que o paciente não deve ser privado da convivência com familiares e amigos. Ele defende que o usuário deve entrar em um processo de cuidado consigo mesmo e que sua liberdade de escolha deve ser respeitada.

De acordo com Alexandre Padilha, atual ministro da saúde, caberá a equipes multiprofissionais decidir o destino dos usuários. Eles serão avaliados e, se necessário, encaminhados a um dos 92 consultórios já existentes ou dos 308 que serão construídos nos próximos 4 anos. A legislação brasileira estabelece que cada internação seja informada ao Ministério Público em até 72 horas e que só ocorra com o aval de um médico.

Com informações: R7.

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